Qual é o propósito da vida?

Hoje em dia poucas pessoas sabem responder esta pergunta básica. Simplesmente porque as pessoas não se entregam a um propósito ou pensam sequer que a vida possa ser mais que a mera existência.

A meu ver, isto deve-se a uma socideade moralmente fraca e também à queda do cristianismo e da tradição. Não confiamos nas instituições, nas políticas e também nos locais de trabalho.

Seguramos um emprego durante um a dois anos no máximo. Já não existe emprego para a vida e que nos dê um propósito, embora simples, para a nossa existência.

As nossas relações são breves e frágeis, mesmo que sejamos cada vez mais rodeados de conhecidos.

O hedonismo egoísta do homem

Não existindo uma estrutura de vida pré-preenchida pelo emprego, tradição e pela igreja as pessoas são livres de se entregar ao que bem entenderem. E para a maior parte das pessoas isso é passar dias de volta dos seus vícios em vez de investir nas suas capacidades e comunidades com o objectivo de as melhorar.

O hedonismo egoísta é possível graças há enorme quantidade de entretenimento digital gratuito que existe na Internet. Desde o YouTube, Mp3, torrents e imagens. A quantidade de entretenimento gratuito é tão inesgotável que podemos ser entretidos até à morte.

Este entretenimento captura e vicia o consumidor pela libertação de dopamina que faz no cérebro tendo o efeito semelhante às drogas. Estes momentos de alto estimulo deixam as reservas de dopamina do cérebro esgotadas pois o cérebro simplesmente não está habituado a esta avalanche de estímulos e fica viciado a estes períodos de libertação.

O homem torna-se então numa entidade de consumo passiva e sem motivação (sem dopamina suficiente para gerar energia).

Este entretenimento oferece apenas alguns momentos de felicidade mas a longo prazo não oferece qualquer tipo de realização. A realização demora muitos anos ou décadas a construir.

O declínio do ocidente como entidade

Existem várias forças que estão a provocar o declínio do ocidente como cultura. A globalização e a importação de outras culturas para o ocidente veio enfraquecer a cultura predominante existente e como sociedade perdemos a nossa posição no mundo e o espírito de entidade.

O divórcio e o fim do casamento

O divórcio e a dissolução da família nuclear é uma das principais causas para o abandono do homem da vida produtiva e comunitária. O homem sem família (ou com aspirações a) consegue sobreviver com poucos bens materiais entregando o seu tempo livro ao hedonismo, hobbies e estar com os amigos. Para quê sequer trabalhar 8 horas por dia e ainda ver metade desse tempo e dinheiro distribuído pelo resto da sociedade através de impostos?

Cada vez mais os homens vêem a monogamia e o casamento como um risco, tempo perdido, despesa, e complicações legais devido ao sistema de leis injusto para o homem. Muitos homens simplesmente fazem os cálculos e chegam à conclusão que o sumo não vale a pena espremer.

Sobretudo o fim do casamento será marcado pelas relações temporárias e o sexo esporádico.

A tecnologia e o homem

A quantos anos estamos de não necessitar de pessoas no mercado de trabalho? Eu diria 4-5 anos. Durante esta fase de transição vamos assistir ao avanço galopante da tecnologia a destruir empregos e criar outros novos, mais especializados.

Claro que estes empregos especializados serão ocupados pela elite da sociedade, que será composta por pessoas com capacidade mental suficiente para cursos de engenharia, medicina, entre outros. Portanto não está ao alcance de todos. Já para não falar que estas profissões levam muitos anos a desenvolver, não são propriamente um passeio no parque e requerem muito tempo investido e dinheiro.

Muitos homens simplesmente desistem devido ao elevado número de requisitos que os empregadores pedem hoje em dia.

Os empregadores estão à vontade para pedir candidatos extraordinários simplesmente porque há muita oferta.

Conclusão

Os incentivos hoje em dia apresentados ao homem são poucos ou nenhuns. Embora o teor deste artigo seja verdadeiramente pessimista, é preciso perceber a sociedade em que vivemos para podermos alcançar o sucesso e realizar a nossa vida (a única que temos) apesar das enormes probabilidades contra nós.

Rapidamente cheguei à conclusão que a única maneira de vencer nesta vida é jogar à nossa maneira.

Etiquetas: divórcio, monogomia, propósito da vida

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