Novo Medicamento Para a Esclerose Múltipla

A Esclerose Múltipla, esclerose em placas ou esclerose disseminada atinge 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo. Afeta essencialmente as mulheres e para já não se conhece a sua causa. Vírus, stress, químicos ou as mutações genéticas são apontados como fortes possibilidades de causa para tal enfermidade, mas quanto a esta questão muito pouco se sabe.

A Esclerose Múltipla é uma doença autoimune que atinge essencialmente o sistema nervoso central. Os sintomas são variados e dependem da quantidade de danos provocados e dos nervos afetados. Esta é uma doença bastante incapacitante e o seu diagnostico não é fácil pois os sintomas aparecem com grandes intervalos. Com o decorrer do tempo a degeneração da mielina provoca atrofia ou perda de massa cerebral e estes doentes apresentam uma perda de volume cerebral cinco vezes mais rápida do que aquilo que é considerado normal.

A população portuguesa também é afetada, mas tem agora uma nova esperança num novo tratamento oral para a esclerose múltipla, uma doença que ainda não tem cura. É um novo medicamento que já esta aprovado na União Europeia desde janeiro de 2014 e disponível nos EUA desde Março de 2013. É agora que este medicamento chega a Portugal. O Tecfidera, assim é conhecido, tem a capacidade de reduzir os surtos bem como a progressão da incapacidade e ainda as lesões cerebrais. Face a todas estas suas capacidades é fácil depreender que os doentes afetados por esta doença irão ter uma nova esperança.

Jorge Ferreira Pereira, o presidente da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM) certifica que “este é um medicamento cuja comparticipação aguardámos com expectativa desde o ano passado, pois sabemos que é um medicamento que pode trazer muita qualidade de vida aos portadores de Esclerose Múltipla portugueses”. Afirma ainda que “pela experiência já adquirida nos EUA e noutros países europeus” sabe-se “que é um medicamento eficaz e com bom perfil de segurança. A administração oral é uma excelente notícia para todos os doentes que tinham alguma resistência aos tratamentos injetáveis pela intolerância à injeção.”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.