Tiago Reis Marques e a Esquizofrenia

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O psiquiatra Tiago Reis Marques, investigador na área da esquizofrenia, foi distinguido com o prémio de Melhor Jovem Investigador

“A esquizofrenia é a pior doença que afecta a humanidade”. Esta é uma afirmação de Tiago Marques, um psiquiatra e investigador português com apenas 38 anos de idade e que tem desenvolvido o seu trabalho no Reino Unido. Ao ser questionado sobre o que mais o intriga nesta doença ele refere que é “A complexidade do cérebro e o que temos ainda por descobrir sobre esta doença”. Este ano, o médico em questão, já foi distinguido com o prémio de Melhor Jovem Investigador no Congresso Internacional de Investigação da Esquizofrenia.

Trata-se da primeira vez que um português vence este galardão, o qual “pretende distinguir jovens investigadores que desenvolvem trabalhos de investigação básica ou clínica na área da esquizofrenia e também estimular o desenvolvimento de carreiras científicas focadas nesta doença psiquiátrica”.

Trata-se da primeira vez que um português vence este galardão, o qual “pretende distinguir jovens investigadores que desenvolvem trabalhos de investigação básica ou clínica na área da esquizofrenia e também estimular o desenvolvimento de carreiras científicas focadas nesta doença psiquiátrica”.

Foi a morte do cientista John Nash juntamente com a sua mulher num acidente de táxi que mais o inspirou dado que ele sempre viu neste homem, professor de Princeton e com o diagnóstico de esquizofrenia desde os 31 anos, uma referência. Tiago afirma mesmo, foi uma mente brilhante com uma lição de vida para a sociedade no que diz respeito à importância de combater o estigma.

Refere ter tido a oportunidade de o ouvir falar em congressos de psiquiatria. Afirma também que foi o decurso da sua doença que mais o impressionou essencialmente depois que ele, aos 50 anos, decidir parar a medicação e ter-se notado uma melhoria significativa. Apesar disto não retira a importância aos medicamentos nesta doença, mas a melhoria gradual e até mesmo alguma recuperação de John leva-o a acreditar que este tem que ser um alerta para a diversidade da doença, e que deve ser uma fonte de inspiração para a realização de trabalhos nesta área de forma a perceber melhor esta doença.

O facto de ter sido bastante estimulado intelectualmente também foi de extrema importância, alertando desta forma os familiares para que o doente não seja esquecido. O suporte e o acompanhamento da família são de grande utilidade e apesar de muitas famílias considerarem que os seus doentes estão melhor numa instituição esta pode não ser a melhor verdade. As famílias precisam de apoio dos médicos e das instituições de saúde. Está ainda muito presente o estigma social contra o qual John tanto lutou e muitos medos em relação ao doente esquizofrénico.

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