Nós usamos cookies para melhorar o nosso serviço. Ao usar o Em Forma, está a consentir à utilização de cookies. Aceitar Saber mais


Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica é caracterizada por uma limitação do fluxo aéreo, não sendo esta totalmente reversível ao tratamento instituído.

O maior factor de risco para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica é o conhecido tabaco

O maior factor de risco para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica é o conhecido tabaco

Quando tal acontece, ocorre uma dificuldade respiratória, geralmente crescente, que está associada a um processo inflamatório que ocorre em resposta à agressão do pulmão devido à inalação de partículas ou germes nocivos.

Em Portugal, a prevalência da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica está estimada em mais de 5% da população com idades entre os 35 e os 70 anos.

Pessoas do sexo masculino são as mais afectadas, sendo que esse perfil está atualmente a mudar, principalmente devido ao fato que são cada vez mais as mulheres portuguesas que fumam.

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica é responsável a nível mundial por causar o equivalente a 29 milhões de anos de incapacidade e a um milhão de anos de vidas perdidas, sendo que cerca de uma em cada dez pessoas com mais de 40 anos, em todo o mundo, sofrem desta doença.

Só em Portugal, nos últimos cinco anos, o número de internamentos devido a esta doença, bem como a utilização do Oxigenoterapia de Longa Duração (OLD), aumentou em cerca de 5%.

O principal factor de risco para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica é o tabaco, sendo que mais de em mais de 90% das situações clínicas o paciente é fumador.

Diagnóstico da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

Para que o médico peça para se fazer o diagnóstico da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica, primeiro ele questiona os utentes sobre os seguintes sintomas:

  • tosse persistente,
  • expectoração,
  • falta de ar,
  • cansaço para médios e pequenos esforços.

Quando o paciente apresenta esses sintomas, então é feito o diagnóstico através da realização de um exame chamado de Espirometria, cuja finalidade é o diagnóstico, prognóstico e monitorização da doença.

Este exame deve ser efectuado o mais cedo possível, pois é através dele que se confirma o grau da limitação obstrutiva do fluxo aéreo, sendo que essa limitação ventilatória não é totalmente reversível, mesmo após a administração de um broncodilatador.

O mesmo acontece com a obstrução das vias aéreas e com a fisiopatologia desta entidade nosológica, que são pouco reversíveis.

Tratamento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

Como já foi mencionado, apesar de esta doença ser pouco reversível, para não complicar ainda mais o problema, é necessária a suspensão imediata do hábito de fumar, bem como o uso de inaladores broncodilatadores e corticóides. Além disso, a prática de exercício físico regular acompanhado de uma alimentação adequada, também são necessários.

Além disso, quando existe uma insuficiência respiratória, seja ela total ou parcial, será também necessário que o doente efetue a Oxigenoterapia de Longa Duração. Normalmente essa fonte de oxigénio é gasosa, sendo vulgarmente chamada de bala de oxigénio. Apesar de não resolver o problema, esta terapia melhora a qualidade de vida e aumenta os índices de sobrevivência.

Quando o oxigénio é administrado durante a noite, isso faz com que seja reduzido o número de descidas de oxigénio noturno, o que ajuda a melhorar a qualidade do sono. Esta baixa de Oxigénio, ou hipoxemia, faz com que ocorram alterações da ventilação / perfusão.

Por outro lado, quando existe infeção, o tratamento para estes doentes consiste também na toma de antibióticos e anti-inflamatórios orais. Mas, o tratamento mais comum na fase precoce da doença consiste na utilização de inaladores que são acopulados a câmaras expansoras, mas que obriga a uma formação dada ao doente, devido à dificuldade de se efectuar este processo, sendo necessária a sua correta utilização.

Além disso, para que ocorra reabilitação pulmonar, é necessário o treino muscular e respiratório, assim como o ensino do doente e dos seus familiares. Outro aspeto muito importante é a terapia nutricional e ocupacional tem um papel muito importante no equilíbrio biológico, psicológico e social do doente. E também não nos podemos esquecer do papel importantíssimo das vacinas para o decréscimo das infecções intercorrentes.

De fato, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica deve ser diagnosticada precocemente para que seja possível ser corretamente tratada. Por isso, quando alguém tosse durante mais de uma semana, é importante que se consulte o médico assistente. Nesses casos, se o doente for fumador, independentemente da idade, deve ser efectuada uma espirometria. É também muito importante que se suspenda o hábito de fumar, sendo que, se necessário, pode ser pedida uma consulta de Cessação Tabágica.

Tabaco e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), existem cerca de 1100 milhões de fumadores em todo o mundo, ou seja, cerca de um terço da população global acima dos 15 anos de idade, sendo que, em 2025, estima-se que ocorrerá uma morte motivada por esta doença em cada 3 segundos.

Além da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica, o uso do tabaco sob a forma de cigarro é também responsável pela epidemia de outras doenças ligadas diretamente a este hábito, tais como o cancro Pulmonar e as Doenças Cardiovasculares. No caso do fumo de tabaco produzido por cachimbo e pelos charutos, este é mais acre e alcalino do que o fumo produzido pelos cigarros, o que torna mais difícil a sua inalação pelo pulmões.

Visto que, em Portugal, o hábito de fumar se iniciou apenas nos anos 60 e que, vinte anos mais tarde, cerca de 46% da população masculina fumava, e visto que o intervalo de tempo existente entre o início do hábito de fumar e os seus efeitos na saúde, apenas nos próximos anos é que se vai começar a registar mais intensamente os danos causados por este agressor.

Assim, se você fuma, lembre-se que está sempre na altura de deixar de fumar. Não se esqueça que, ao deixar de fumar, você irá melhorar a sua qualidade de vida e proteger os outros que o rodeiam. Se sentir dificuldades em deixar esse vício, procure ajuda na Consulta de Cessação Tabágica.

Avalia este conteúdo
4.5/5 (1 votos)
Etiquetas: cansaço para pequenos esforços, diagnóstico da doença pulmonar obstrutiva crônica, doença pulmonar obstrutiva crônica, expectoração, falta de ar, tabaco e a doença pulmonar obstrutiva crônica, tosse persistente, tratamento da doença pulmonar obstrutiva crônica

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.