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Antever a Necessidade de Medicamentos em Pacientes com Hepatite C

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Já existe um modelo que pode antever com alguma precisão a necessidade novos medicamentos antivirais a usar num doente com hepatite C. O citado modelo pertence a uma equipa de investigadores da Universidade do Michigan.

A Hepatite C é uma inflamação do fígado provocada por um vírus, que quando crónica, pode conduzir à cirrose, insuficiência hepática e cancro. É conhecida como a epidemia «silenciosa» pela forma como tem aumentado o número de indivíduos com infeção crónica e pelo facto de os infetados poderem não apresentar sintomas.

Na maior parte dos doentes com hepatite C, a sua doença mantem-se estável e sem necessidade de novos tratamentos, no entanto mais ao menos um terço destes apresenta um risco elevado de vir a desenvolver complicações. Essas complicações obrigam a tratamentos imediatos de forma a evitar danos no órgão mais lesado: o fígado. Mas como se sabe, o tratamento para esses casos é demasiado dispendioso, razão pela qual é importante saber com alguma precisão quais os pacientes que irão necessitar desse novo tratamento.

Monica Konermam, que lidera o estudo, afirma que “Idealmente trataríamos todos os doentes. Mas até os obstáculos logísticos e financeiros serem ultrapassados, profissionais clínicos e decisores políticos são obrigados a orientar estas terapias aos pacientes com maior urgência”.

Este estudo e este novo modelo surge da necessidade da existência de algo que permita a identificação com rigor do risco da progressão da doença hepática. Esta equipa de investigadores utilizou os dados obtidos num outro estudo, “Tratamento Antivírico da Hepatite C para a Cirrose” (HALT), tendo em conta a idade, o índice de massa corporal, o tipo de vírus e os valores de análises de rotina.

Se for possível determinar os doentes de alto risco sabemos que “Ao prestar tratamento imediato aos pacientes identificados como sendo de alto risco para um prognóstico negativo, esses pacientes poderão beneficiar de tratamentos altamente eficazes, enquanto outros pacientes poderão continuar a ser monitorizados e a sua avaliação de risco atualizada a cada consulta”. Esta ferramenta da previsão do risco deve ser adicionada aos processos clínicos eletrónicos como sendo uma ferramenta de apoio à decisão dos médicos dado que também sugere a frequência das consultas e dos exames a realizar.

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Etiquetas: hepatite C, prevenir a hepatite c, tratamento da hepatite c

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