Anemia Aplástica

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A anemia aplástica baseia-se numa doença considerada auto imune e com causa desconhecida. Na sua presença a medula óssea não produz a quantidade correta e necessária de sangue para que o organismo funcione nas perfeitas condições. Assim surge a pancitopenia ou seja um deficit de glóbulos vermelhos, de glóbulos brancos e de plaquetas no sangue periférico.

É uma doença não muito comum na população em geral e muito rara no primeiro ano de vida, no entanto a sua incidência é progressiva até aos vinte anos. Até aos sessenta anos a sua incidência mantém os valores dos vinte podendo haver um aumento a partir dessa idade.

A Anemia Aplástica é uma doença auto imune com origens desconhecidas

A Anemia Aplástica é uma doença auto imune com origens desconhecidas

Quando esta é diagnosticada pode ocorrer hemorragias muito complicadas dependentes da anemia ser moderada ou grave. Se o seu tratamento não se processar de forma eficaz pode acontecer a morte da pessoa no prazo de dez meses em consequência de infeções.

Uma pessoa que sofre deste tipo de anemia refere um quadro sintomático traduzido pelo seguinte: Palidez das mucosas e da pele, a ocorrência repetida de infeções, marcas roxas na pele sem qualquer justificação, grande perda de sangue mesmo nos cortes de pequenas dimensões, cansaço fácil, falta de ar, aumento da frequência cardíaca, hemorragias das gengivas e nariz, tonturas, dores de cabeça e erupções na pele.

O diagnóstico deste tipo de anemia é feito através da presença dos sintomas que por si só não são suficientes para tal. É necessário realizar um hemograma completo podendo também ser indispensável fazer uma biópsia da medula óssea, dosagem da vitamina B12, teste da ferritina ou sorologia para infeções virais. Só com estes exames se pode determinar a presença da anemia aplástica e excluir outras doenças.

O tratamento desta patologia baseia-se na realização de transfusões sanguíneas, na administração de antibióticos, de medicamentos imunossupressores, podendo ser também necessário o transplante de medula óssea. Como apenas vinte e cinco por cento destes doentes conseguem ser sujeitos ao transplante de medula, a taxa de sobrevivência destes não pode ser considerada muito alta.

Etiquetas: anemia aplástica, causas da anemia aplástica, glóbulos brancos, glóbulos vermelhos, medula óssea, tratamento da anemia aplástica

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