Isquemia Cerebral

Para que o corpo humano funcione na perfeição é necessário que a circulação sanguínea se faça da forma mais correta possível.

O cérebro é um dos órgãos vitais que se encontra dependente dessa mesma circulação e da forma como o sangue chega sendo de primordial importância para a saúde dos neurónios e das outras restantes estruturas cerebrais que esta se processe adequadamente.

O sangue ao chegar ao cérebro vai garantir a sua irrigação assegurando em simultâneo o oxigénio e os nutrientes essenciais e indispensáveis à sobrevivência dos neurónios bem como a um funcionamento correto e eficaz.

Devido a uma má alimentação e ao sedentarismo os níveis de colesterol aumentam e consequentemente surge a formação de placas de gordura nas veias obstruindo a passagem do sangue até ao cérebro. Quando isto acontece a irrigação dos neurónios é comprometida ficando estes lesionados ou ocorrendo, em casos mais graves, a sua morte e uma permanente lesão cerebral. A esta obstrução formada pelas placas de gordura dá-se o nome de isquémia cerebral, trombose cerebral ou mais corretamente Acidente Vascular Cerebral Isquémico.

Alexandra Trindade, mãe do paciente Filipe 05 portador de isquemia cerebral (Autor: Fotos GOVBA)

Alexandra Trindade, mãe do paciente Filipe 05 portador de isquemia cerebral (Autor: Fotos GOVBA)

Como resultado da citada isquémia a pessoa que a sofre vai apresentar a perda de algumas das suas funções neurológicas sendo esta situação clínica considerada como sendo uma emergência médica que requer atendimento médico imediato.

Quando o socorro a estas vítimas chega demasiado tarde as sequelas que ficam para o resto da vida podem ser de extrema gravidade comprometendo a qualidade de vida ou até mesmo a própria vida.

Face a este fato é necessário que a ajuda chegue o mais rapidamente possível sendo necessário o rápido transporte da pessoa para uma unidade hospitalar onde a ajuda médica possa ser prestada de forma correta e eficiente chegando mesmo a ser imprescindível para a poupança de uma vida.

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Classificação da Isquemia Cerebral

A isquemia cerebral tem duas classificações podendo falar-se em isquemia cerebral focal ou em isquemia cerebral global. A isquemia focal surge na consequência da presença de um coágulo de sangue no cérebro que deu origem a um derrame cerebral.

No caso de uma isquemia cerebral global existe uma obstrução à passagem do sangue para o cérebro resultando numa situação clínica de paragem cardiorrespiratória. O fluxo sanguíneo consegue ser restabelecido depois da retirada do coágulo ou da placa de ateroma que não está a permitir a sua passagem.

As sequelas ficam muitas vezes presentes em qualquer um dos casos, mas como é fácil de perceber no segundo caso elas podem ser muito mais visíveis e duradouras.

Sintomas da Isquemia Cerebral

O conjunto de sinais e sintomas que pode apresentar uma pessoa que é vítima de isquemia é de extrema importância para que possa ser socorrida o mais rapidamente possível e da forma correta. Assim temos as dores de cabeça, as náuseas e vómitos, febre, alterações visuais, alterações de comportamento, convulsões e alterações da consciência.

Qualquer um destes sintomas pode surgir de forma rápida ou mais lentamente, demorando mesmo algumas semanas, dependendo do grau de obstrução. O grande problema desta situação é que pode haver confusão com a sintomatologia de outra doença impedindo o diagnóstico e o tratamento. Quando associado aos anteriores sintomas aparece a dificuldade nos movimentos de uma parte do corpo ou na sua coordenação o diagnóstico fica mais fácil e o tratamento é institucionalizado mais rapidamente.

Procure imediatamente o médico se sentir algum destes sinais. Lembre-se que quanto mais rápida for a ajuda maiores são as hipóteses de resolução do problema.

Como Evitar a Isquemia Cerebral

Os comportamentos são muito importantes na prevenção da maioria das doenças e esta não é exceção. Assim o melhor é não fumar, manter o peso nos parâmetros considerados ideais, praticar atividade física, fazer uma alimentação correta e equilibrada, não fazer automedicação e usar os anticoncecionais sob receita médica.

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