Nós usamos cookies para melhorar o nosso serviço. Ao usar o Em Forma, está a consentir à utilização de cookies. Aceitar Saber mais


Difteria

Imagem de Criança com Difteria (Autor: Imagem em domínio público)

Imagem de Criança com Difteria (Autor: Imagem em domínio público)

A difteria, também conhecida como crupe, é uma doença considerada infetocontagiosa criada pela toxina do Corynebacterium diphteriae (bacilo).

Esta toxina forma uma inflamação e, consequentemente, lesões em zonas de vias respiratórias, como a faringe, amígdalas, traqueia, laringe, nariz, brônquios e pele.

Embora o bacilo não seja invasivo e limite a sua multiplicação à faringe e amígdalas, a doença provocada pela sua toxina cria efeitos em todo o corpo do organismo afetado, podendo levar à morte. Isto acontece porque a toxina produzida tem a capacidade de se disseminar pelo sangue.

[-] Índice de conteúdos

Transmissão da Difteria

A difteria transmite-se através do contacto com a saliva, espirro ou pele de uma pessoa já contaminada. Muitos são aqueles que já se encontram afetados e, sem conhecimento desse fato, transmitem a bactéria a outras pessoas. Esta transmissão cresce em períodos de chuva e frio, alturas em que há uma maior aglomeração de pessoas em sítios fechados.

A incubação da doença dura entre três a cinco dias, iniciando-se pela colonização da bactéria nas amígdalas e faringe, onde encontra ambiente para se multiplicar. Este fato cria uma pseudomembrana constituída por pus (visível na extremidade interior da boca).

Graças às suas endotoxinas e exotoxinas, esta membrana fomenta uma inflamação fixada que desenvolve um edema compacto da mucosa, o que provoca obstrução. Esta condição, conhecida como pescoço de touro, impede o tubo respiratório e, consequentemente, cria asfixia. Ao contrário do que se possa pensar, isto acontece com alguma frequência em crianças.

Quando a toxina entra na circulação sanguínea, cria morte celular em órgãos como os rins, o fígado, glândulas adrenais, nervos e coração. Estes podem criar insuficiência ou paralisia. Esta intoxicação no sangue tem como sintomas hipotensão, cardiomiopatia e paralisia de nervos sensoriais e músculos.

Sintomas da Difteria

O leque de sintomas da difteria é vasto. Desde febre, dores e inflamação da garganta, dificuldades respiratórias, tosse, catarro, cansaço, náuseas, dores de cabeça e gânglios regionais linfáticos, até asfixia e problemas neurológicos, renais e cardíacos.

Tratamento da Difteria

Em casos em que exista obstrução na zona da garganta, pode ser necessário recorrer à traqueostomia. Em casos menos graves recorre-se ao uso de anti-inflamatórios. Existe uma vacina que evita que a doença surja, através inserção no organismo de toxoide.

 

Avalia este conteúdo
3.325/5 (6 votos)
Etiquetas: coração, difteria, sintomas da difteria, transmissão da difteria, tratamento da difteria

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.