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A Influência da Frequência das Refeições em Atletas

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Refeições

Devido a novas dietas que começaram a aparecer desde há uns anos para cá, que este assunto começou a ser cada vez mais debatido.

Há defensores tanto de regimes com muitas refeições (7 a 9), como de regimes com poucas refeições (1 a 3).

Apesar dos estudos feitos até agora sobre esta matéria em atletas ainda serem um pouco curtos, não dissipando ainda totalmente as nossas dúvidas em relação a qual será realmente o melhor, ou o mais saudável método a seguir, parecem existir alguns pontos que se tornam cada vez mais consensuais, e que parecem fazer a balança tender mais para um lado em detrimento de outro:

– Aumento do número de refeições parece não mudar favoravelmente a composição corporal numa população sedentária, enquanto em atletas esse parece ser um factor a ter em conta. No entanto, o gasto calórico e o total calórico ingerido são em qualquer dos casos as principais variáveis a ter em conta.

– Se os níveis de proteína forem adequados (e distribuídos de forma equitativa preferencialmente), aumentar a frequência das refeições em períodos de dietas hipocalóricas pode preservar a massa magra em atletas.

– Aumentar a frequência das refeições parece ter um efeito positivo em vários marcadores sanguíneos de saúde, particularmente LDL, colesterol total e insulina (apesar destes estudos terem sido realizados em períodos de tempo relativamente curtos)

– Aumentar a frequência das refeições não parece aumentar a termogénese corporal o gasto calórico total ou taxa metabólica em repouso.

– Aumentar a frequência das refeições parece ajudar a controlar a fome e o apetite.

– Aumentar a frequência das refeições parece potenciar as perdas de gordura em atletas.

Devido a novas dietas que começaram a aparecer desde há uns anos para cá, que este assunto começou a ser cada vez mais debatido. Há defensores tanto de regimes com muitas refeições (7 a 9), como de regimes com poucas refeições (1 a 3). (Autor: salomesebastiao.pt)

Devido a novas dietas que começaram a aparecer desde há uns anos para cá, que este assunto começou a ser cada vez mais debatido. Há defensores tanto de regimes com muitas refeições (7 a 9), como de regimes com poucas refeições (1 a 3). (Autor: salomesebastiao.pt)

– Aumentar a frequência das refeições parece facilitar o aumento de massa muscular e a potência anaeróbia.

Através destes pontos, dá para perceber que até agora, pelo que parece, os resultados entre um método e outro, nos mostram algumas diferenças significativas em termos de resultados finais.

Apesar de ainda não ser certo o que leva a estas diferenças, pensa-se que o estímulo anabólico dado ao corpo através do exercício leva a que haja uma melhor distribuição dos nutrientes para onde eles são realmente necessários, sendo esta uma vantagem para os desportistas em relação aos sedentários, bem como facto de haver um fluxo elevado de energia em constante rotação no corpo, podendo estas serem umas razões para uma melhoria da composição corporal e performance dos atletas.

Regra geral os atletas têm por hábito a realização uma alimentação muito fracionada (5 a 10 refeições por dia), dando não só importância ás refeições como o pequeno-almoço, almoço e jantar, como também às refeições que rodeiam os seus treinos (antes, depois e em determinados casos, durante), e tentam dar ao seu corpo um fluxo constante de nutrientes.

No entanto tendências recentes pareciam estar a criar um novo paradigma sobre qual seria o melhor método, mas parece que restam poucas dúvidas que o modelo tradicional e mais conservador de várias refeições repartidas ao longo do dia e dando especial importância às refeições que rodeiam o treino parece ser de facto o melhor plano a seguir.

Referência: http://www.jissn.com/content/8/1/4

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Etiquetas: dieta, influência das refeições, massa muscular, massa muscular magra, refeições, refeições em atletas

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