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Cancro

O cancro é sem qualquer dúvida um dos maiores flagelos que atinge a população mundial.

De resto, como qualquer tipo de cancro, para além de ferir e fazer sofrer a própria pessoa, tem como resultado também toda a família da paciente, que se envolve na luta que por vezes é fatal.

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História do Cancro

Fazendo uma análise histórica, durante muitos e muitos anos, os tratamentos ao cancro era feitos tendo base basicamente dois tipos de tratamento : quimioterapia e radioterapia.

Estes tratamentos tentam parar o desenvolvimento das células cancerígenas através da destruição das células por fármacos ou pela sua destruição via radiação.

Cancro

Cancro

Quimioterapia

Em que consiste de um modo mais específico a quimioterapia? A Quimioterapia é talvez o método mais utilizado no combate ao cancro de um modo geral. Este engloba naturalmente diversos tipos de fármacos.

A administração do mesmo é geralmente feita em ciclos, que podem chegar a durar vários meses, sendo naturalmente ocorrem intervalos necessariamente entre as sessões.

A quimioterapia para além das dores em si provocadas durante as sessões tem uma série de efeitos secundários relacionados. Dependendo dos fármacos utilizados e das dosagens, os pacientes podem ter como efeitos secundários náuseas, fadiga, vómitos e naturalmente perda de cabelo.

Convém referir até de modo tranquilizador que o cabelo que acaba por cair como efeito secundário dos tratamentos por quimioterapia acaba por vir a crescer poucos meses mais tarde.

Radioterapia

Outro tipo de tratamento muito utilizado é a radioterapia. Esta basicamente consiste no tratamento do cancro por vias e fontes de radioactividade, por exemplo através de raio x.

Este tipo de tratamento tem também uma carga de efeitos secundários muito forte, podendo mesmo levar a danos graves no tecido humano normal.

Precisamente por este motivo, a radioterapia é por norma utilizada como um tratamento complementar, em conjunto com outro tipo de método. Sendo que portanto só é usada quando os possíveis benefícios ultrapassam o elevado risco de lesões a nível dos tecidos.

Outro tipo de metodologia de combate ao cancro recentemente utilizada é a terapêutica com anticorpos monoclonais.

Outros Tratamentos do Cancro

O aumento do conhecimento da composição do corpo humano, através do contínuo desenvolvimento a nível de pesquisa científica, permitiu um conhecimento muito mais profundo sobre os genes humanos, nomeadamente aqueles responsáveis pelo crescimento das células cancerígenas.

Estas descobertas levaram ao aparecer naturalmente de uma nova fase no tratamento do cancro. Apareceu portanto uma nova abordagem e metodologia mais dirigida ao tratamento específico do cancro da mama, envolve portanto como o próprio nome indica, o uso de anticorpos monoclonais.

Então afinal de contas o que é um anticorpo monoclonal? Um anticorpo monoclonal é uma proteína sintética que foi preparada expressamente para atingir células cancerosas específicas no organismo.

Como é feito então o tratamento? Este anticorpo monoclonal actua bloqueando a função dum gene de cancro específico, associado ao crescimento de cancro da mama agressivo.

Além disso, só atinge as células cancerosas não actuando nas células sãs. Portanto, os efeitos secundários experimentados pelas doentes com esta terapêutica são habitualmente de natureza ligeira – a maior parte das vezes febre e arrepios. Existe também a crença que este tipo de terapêutica pode permitir e de certa forma estimular o sistema imunitário para destruir as células cancerosas.

Assim, a única terapêutica que vemos nos dias de hoje utilizando anticorpos monoclonais atinge e bloqueia a função do gene HER2 do cancro. Os investigadores concluíram que a produção excessiva de HER2 contribui para o crescimento descontrolado das células, o que constitui a marca característica do cancro. As doentes nesta situação, designam-se por HER2-positivas.

Calcula-se que, aproximadamente, uma em cada cinco doentes com cancro da mama metastizado, é HER2-positiva e investigações recentes sugerem que as doentes HER2-positivas são mais susceptíveis às formas mais agressivas de cancro da mama. Por esta razão, determinar o status do HER2 da doente é um dado importante na decisão a tomar sobre as melhores opções de tratamento para o cancro da mama metastizado.

Assim, depois de vermos toda esta panóplia de tratamentos possíveis, suas vantagens, desvantagens e características coloca-se naturalmente a questão de qual o método que devemos utilizar no combate ao cancro da mama.

Podemos dizer então que neste caso, o médico especialista do cancro (denominado de oncologista), ao escolher o seu programa de tratamento, tem em conta numerosos factores, entre os quais a idade, o estado geral, a localização das metástases, e o tipo de células cancerosas envolvidas. A principal prioridade do médico na escolha do tratamento, deverá ser sempre e em qualquer circunstância a melhoria da qualidade de vida da doente.

A decisão final acerca do tratamento deverá apenas ser tomada depois de uma cuidadosa consideração geral do perfil individual de cada doente visto que naturalmente que este pode incluir as preferências da própria, a juntar à informação clínica.

A terapêutica dirigida como seja o uso de anticorpos monoclonais, representa como foi referido anteriormente uma nova área do tratamento do cancro, sendo uma abordagem individualizada para responder a condições genéticas específicas, que podiam conduzir a um crescimento incontrolado do cancro.

Assim terapêutica dirigida ao pacientes que é assente em testes de diagnóstico sofisticados, para se fazer uma escolha eficaz das doentes que mais provavelmente responderão a este tipo de tratamento. Além disso, esta nova abordagem ao tratamento tem como alvo específico as células cancerosas e não tem os efeitos secundários debilitantes associados ao tratamento convencional, oferecendo uma opção de tratamento individualizado, com vantagens comprovadas na sobrevivência, para certas doentes.

Independentemente da abordagem, o perfil único da doente é avaliado tendo em idêntica consideração os riscos e os benefícios do tratamento específico escolhido. O objectivo deve ser sempre alcançar a remissão ou prolongar a vida, melhorando a sua qualidade.

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Etiquetas: cancro da mama, fontes de proteína, história do cancro, outros tratamentos do cancro, quimioterapia, radioterapia

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