Tumores Malignos

Os tumores malignos assustam qualquer pessoa sendo muitas vezes a presença de nódulos ou pequenas zonas de rubor e tumefação que a leva a consultar o médico com alguma brevidade.

Convém no entanto, descrever o que é um tumor e esclarecer que felizmente nem todos os tumores são graves e malignos.

A palavra tumor consiste num termo genérico que nos dá a indicação de que em determinada zona se verificou um crescimento anormal de um determinado tecido ou de parte deste.

O tumor pode também ser definido como uma tumefação que se encontra cheia de líquido e neste caso dá-se o nome de quisto ou sólida e aí é apelidado de neoplasia benigna ou maligna.

São muitos aqueles que também lhe dão o nome de tumescência, mas neste caso porque estão relacionados com processos inflamatórios ou infeciosos ou ainda em consequência de traumáticos.

Também os quistos sebáceos são denominados de tumores.

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Desenvolvimento dos Tumores Malignos

Os tumores malignos são os tumores dos orgãos sólidos como o pulmão, o fígado, o  pâncreas, entre outro, as doenças linfoproliferativas como os linfomas, o mieloma múltiplo e ainda as neoplasias hematológicas como é o caso das leucemias, das síndromes mieloproliferativos e mielodisplásticos.

Todas as situações referidas anterioremente referidas são presentemente consideradas como doenças clonais que apresentam uma forte predisposição genética.

Tumor benigno (Autor: Steven Fruitsmaak)

Tumor benigno (Autor: Steven Fruitsmaak)

É clonal porque significa que as suas células malignas tiveram uma evolução que surgiu de uma única célula anormal e que se multiplicou de uma forma anárquica e excessiva.

Esta transformação que se dá de uma célula normal para uma célula tumoral tem a ver com as mutações dos genes que têm como missão o controle da progressão do ciclo celular.

Desta forma verifica-se uma perda dos mecanismos reguladores do crescimento celular e em sua consequência uma proliferação desnorteada das células anormais.

Caraterísticas dos Tumores Malignos e Benignos

É necessário fazer uma grande distinção entre tumores malignos e benignos uma vez que nem toda a presença de tumores significa a presença de cancro. Esta distinção deve ser feita com base em quatro caraterísticas.

  • As células do tumor benigno são semelhantes às células adultas de origem enquanto que as células tumorais têm uma aparência deformada e diferente das células adultas originais.
  • A velocidade de crescimento das células do tumor benigno é lento podendo até o crescimento recuar enquanto que a velocidade do tumor maligno é muito rápida e autónoma, sem paragem nem regressão.
  • O tumor benigno tem um tipo de crescimento que permite a sua localização num local único e o maligno invade outros locais que não o de origem destruindo e substituindo o tecido considerado normal.
  • Quanto aos resultados para a saúde os benignos não provocam grandes alterações na qualidade de vida nem a morte e os malignos ao longo do tempo pode alterar a qualidade de vida e provocar a morte

Classificação dos Tumores Malignos pelo Sistema TNM

O Sistema de classificação dos tumores malignos surgiu com Pierre Denoix em França permitindo desta forma a divisão dos tumores de acordo com os estádios.

Tem como objetivos ajudar o médico a fazer um planeamento correto do tratamento assim como um possível prognóstico, a ajudar a fazer uma avaliação dos efeitos do tratamento e dar um contributo para os estudos sobre esta doença.

Permite ainda fazer uma avaliação e uma descrição da extensão e localização anatómica da doença tendo por base três elementos:

T – significa a extensão do tumor primário.

N – tem a ver com a ausência ou a presença de metástases e a sua extensão para linfonodos regionais

M – significa a ausência ou a presença de metástase à distância

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Um comentário sobre “Tumores Malignos
  1. Carla disse:

    Obrigado pela esclarecimento neste artigo.

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