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A História dos Hidratos de Carbono e a Energia

Foi no ano de 1982, em que os culturistas Dusko Popovski e Nash Jocic, gastavam horas a tentar descobrir o papel dos hidratos de carbono, o segredo da construção muscular e o aumento de força.

Eles ficavam sentados num quarto, a ler e a traduzir revistas de culturismo de todos os cantos do mundo.

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Estudando a Função dos Hidratos de Carbono

A informação dominante que se poderia aprender em relação à nutrição, que nessa altura era indisputado, foi que a energia igualava os hidratos de carbono.

A mensagem era clara, se quer ficar mais forte, terá que comer muitos hidratos de carbono.

E se quer ficar ainda mais forte, terá que ganhar seriedade e tentar comer mais hidratos de carbono ainda.

Foi no ano de 1982, em que os culturistas Dusko Popovski e Nash Jocic, gastavam horas a tentar descobrir o papel dos hidratos de carbono, o segredo da construção muscular e o aumento de força (Autor: Imagem em domínio público)

Foi no ano de 1982, em que os culturistas Dusko Popovski e Nash Jocic, gastavam horas a tentar descobrir o papel dos hidratos de carbono, o segredo da construção muscular e o aumento de força (Autor: Imagem em domínio público)

Nessa altura todos os que praticavam musculação queriam ficar o mais forte possível, o resultado era bastante previsível.

No final do dia, a comida rica em hidratos de carbono era e ainda é bastante barata, e dá a energia necessária.

A resposta mágica estava aí, para todos a verem.

Depois de muitas horas e muitos meses de discussões, chegaram à conclusão que os hidratos de carbono são a forma mais convencional de progredir.

Complexos e simples, arroz, pão, queques, gelados; isso significava mais força e em resumo: mais músculos.

Depois de matematicamente comprovado, a teoria também teria que ser comprovada na prática. E os testes começaram a ser feitos. A dieta era composta de 5 fatias de pão integral durante a manhã, uma grande porção de arroz para o lanche, 20 scoops de gelado depois do treino, cereais com nozes e passas à noite, batatas durante o jantar e mais queques durante a madrugada. Também havia muitos ovos, carne, peixe e galinha à mistura. Este regime alimentar foi seguido durante os 6 meses seguintes.

A performance de Nash Jocic no Supino rondava os 80Kg e passou para 120Kg, na prensa militar o peso subiu de 35Kg para 50Kg, o agachamento de 100Kg para 150Kg, roscas com bicep de 35Kg para 50Kg. Os resultados neste aspecto foram formidáveis, e o peso corporal que antes era de meros 85Kg chegou aos 112Kg em apenas 6 meses! Isto equivale a cerca de 4,5Kg por mês.

Tudo corria bem até relembrar a razão pela qual enveredamos pelo mundo da musculação; ficar maior, mais fortes e sobretudo mais estéticos! Para não falar nas proporções, que apenas são visíveis quando o nível de gordura corporal é baixo.

Na altura Nash Jocic tinha atingido tudo o que tinha planeado, excepto o de ficar em forma. E pela primeira vez desenvolveu tecido adiposo à volta da sua cintura, e as suas nádegas também já não eram as mesmas. Depois de chegar aos 112Kg com o seu novo físico, ficou suspeito de todo mito em torno da energia. No final do dia essa era a verdade indisputada, os hidratos de carbono eram a energia.

Mais hidratos de carbono significavam mais energia, que por sua vez significa mais força, e em resumo mais músculo. Então o que correu errado? A este nível e naquela altura Nash Jocic não conseguia encontrar uma resposta. Pensou que ficar grande era o primeiro passo para quem faz musculação / culturismo, e continuou a comer hidratos de carbono saborosos.

Cheio de optimismo e confiança continuou com a sua fase inicial de carreira repleta de hidratos durante os 3 anos seguintes.

Depois Chegou o Março de 1985

Havia um evento de fitness e culturismo perto da cidade onde Nash morava, esperava-se que ia atrair os profissionais de topo de todos os cantos do pais. Nash e os seus amigos decidiram ver esse campeonato ao vivo. Para ele era o primeiro evento relacionado com esta modalidade que ia assistir.

As suas expectativas eram grandes, estava à espera de atletas enormes e com grande físicos, e nessa altura já tinha feito na sua mente os seus aspectos, que não estavam muito longe do seu físico actual.

Apesar de ser grande, o físico de Nash Jocic não era perfeito, e ele estava bastante consciente disso. Mesmo assim as expectativas de Nash eram que os participantes no campeonato não estavam assim muito diferentes dele.

Foi então que no início do evento Nash ficou em estado de choque. Todos aqueles atletas estavam em grande forma, todos definidos, e com abdominais perfeitos e de grande contraste, foi bom saber que todos eles sabiam como exercitar e comer de forma correcta!

De outra forma, pensou Nash, seria impossível para eles chegar a este nível. Mesmo assim, ainda estava por chegar a categoria dos super pesados, a mais esperada de todas. Lá estavam os tipos com o mesmo peso que Nash, esta era a classe onde iria competir um dia.

Então, o apresentador do evento anunciou a mais popular classe do evento, a dos super pesados, com 15 participantes no total, todos com um físico não só respeitável. Os atletas pareciam que eram de outro mundo.

E pensar que os hidratos de carbono, de acordo com a comunidade médica e desportiva em geral, a fonte energia mais importante. Vamos ver o que aconteceu a esta crença, que nessa altura tinha como maior devoto o Nash.

Depois do fim do evento Nash teve a sorte de falar com alguns dos competidores em relação à intensidade, frequência e selecção de exercícios, ao fim ao cabo, o treino de Nash não estava muito longe do deles. Então ficou confuso, qual seria a razão pela qual ele estava a milhas de distância ?

As conversas rapidamente passavam para os tópicos da nutrição, e foi percebendo que o seu conhecimento era bastante limitado. Eram os atletas que tinham os melhores resultados e físico que perguntavam as perguntas mais desafiantes. Pois eram estas tácticas que ganhavam os campeonatos.

Quando começaram a falar da sua panóplia de fontes de proteína, vegetais frescos, frutas e grandes quantidades de água Nash percebeu que batatas e arroz não faziam parte das suas dietas.

Na altura o Nash precisava de justificar a sua necessidade por hidratos de carbono, a sua fonte predilecta de energia e nenhum daqueles participantes mencionou os alimentos que Nash comia com devoção!

A alimentação dos participantes era toda basicamente a mesma: altas quantidades de proteína, vegetais e frutas, com uma combinação de treino intenso na base diária, essa era a sua receita para uma condição de topo.

A Derradeira Forma Física Advém de Boas Aproximações à Dieta e ao Treino

Nash não era propriamente a pessoa mais feliz depois de assistir a este evento, e da sua conversa com alguns dos participantes.

De qualquer forma, continuou com a sua vida, e decidiu abandonar as suas crenças passadas, tentando algo novo.

No final dia pode-se criticar teorias mas não se pode negar à realidade o poder derradeiro da convicção. Especialmente quando a verdade é grande, dura e com bom aspecto.

Uma vez no caminho certo, a comer mais vegetais frescos, ao fazer o peixe, galinha e carne branca a prioridade na sua dieta Nash Jocic acabou por competir finalmente 8 meses depois. Com algum peso a menos e abdominais definidos.

Quando entrou no pódio nem quis acreditar que o seu esforço estava a ser reconhecido. A sua carreira culminou em 17 vitórias em 46 campeonatos no total. Tudo fruto do tempo e consistência na dieta correcta.

Se está à procura de uma forma de perder peso, talvez seja melhor largar os hidratos de carbono baratos e convenientes, a qualidade paga-se.

Os hidratos de carbono são doces na maior parte das vezes, daí o seu uso globalizado, no entanto apenas os com baixo indíce glicémico são os mais recomendados.

Fonte: Nash Jocic

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Etiquetas: exercícios físicos, fontes de proteína, função dos hidratos de carbono, ganhar peso, hidratos, hidratos de carbono, massa muscular

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