Circuncisão

A onfalotomia, o ato de cortar o cordão umbilical aquando do nascimento, é considerada a cirurgia mais antiga de todos os tempos sendo seguida da circuncisão.

Como a segunda cirurgia mais velha do mundo, pensa-se que a sua prática já conta com mais de cinco mil anos e segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), esta é praticada em cerca de 30 por cento dos homens de todo o mundo.

A circuncisão, também conhecida como postectomia consiste numa operação cirúrgica realizada apenas nas pessoas do sexo masculino, cujo objetivo é a remoção do prepúcio, uma prega cutânea, que tapa a glande do pénis.

Como grande causa para a circuncisão apontam-se as razões religiosas uma vez que 68 por cento dos homens circuncidados são de origem muçulmana.

A Organização Mundial de Saúde através do Programa de Combate ao Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS), defendeu que a circuncisão contribui para a redução do risco de contágio do HIV, embora refira que o uso do preservativo não deve ser esquecido.

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Objetivos da Circuncisão

Para além das razões religiosas já apontadas, durante o século XIX e ainda no inicio do século XX muitas vezes esta cirurgia era praticada para que se pudesse evitar a masturbação uma vez que o prepúcio é um tecido erógeno.

A partir de meados do século anterior esta técnica cirúrgica passa a ser considerada uma prática vulgar, nomeadamente nos Estados Unidos da América, onde 0,2 por cento dos homens são circuncidados apontando como razão a higiene pessoal.

Circuncisão de Jesus (Autor: Imagem em domínio público)

Circuncisão de Jesus (Autor: Imagem em domínio público)

Verifica-se, no entanto, que esta frequência tem vindo a diminuir nos últimos anos graças à prática de uma higiene mais eficaz por parte dos homens.

Circuncisão Como Medida de Prevenção

A circuncisão é vista por muitos indivíduos da comunidade científica como uma medida de prevenção de algumas infeções. Esta cirurgia vai impedir a acumulação da secreção genital, a que se dá o nome de esmegma, entre a glande e o prepúcio que tapa a primeira.

Se não se realizar este ato cirúrgico o esmegma acumulado apresenta-se com um mau cheiro e como campo de cultivo de bactérias causando irritações e até mesmo infeções.

A sua realização é feita muitas vezes em casos de fimose e parafimose ou quando a glande masculina necessita apenas de ser libertada.

Para o último caso referido pode evitar-se a circuncisão e proceder à prepucioplastia, uma cirurgia que vai corrigir o prepúcio sem necessidade de remoção.

Esta, pode ser realizada nos homens já adultos, mas o mais correto é fazer ainda quando criança, devendo os pais e os pediatras estar alertas para a existência da necessidade dessa cirurgia. Não é perigosa, mas os homens adultos têm um pós-operatório mais doloroso comparativamente às crianças devido às frequentes ereções noturnas antes de serem retirados os pensos e os pontos de sutura.

Segundo estudos muito recentes pode ser confirmada a teoria de que esta cirurgia ajuda a prevenir as infeções renais e urinárias.

Também se sabe que os homens que não sofreram a circuncisão têm maior probabilidade de contrair infeções por via sexual comparativamente aos homens circuncidados.

Nas infeções sexuais aqui referenciadas podemos destacar o HIV como uma infeção que não é transmitida.

Como justificação aponta-se o facto de que o prepúcio proporciona um ambiente quente e húmido ajudando o agente patogénico a manter-se vivo durante mais tempo tendo assim uma maior oportunidade de se infiltrar no organismo.

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