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Angina do Peito

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A Angina do Peito não pode ser considerada uma doença, mas sim um sintoma e um sinal da presença de Doença Arterial Coronária que merece toda a atenção por parte das pessoas uma vez que esta pode ser muito grave e é um sinal de alarme.

Ela surge em consequência da falta de oxigénio (isquémia) necessário ao músculo cardíaco e ao seu funcionamento eficaz.

A doença arterial coronária é geralmente provocada pela arteriosclerose (depósitos de gordura) nas paredes internas dos vasos sanguíneos.

A angina de peito é mais frequente nos homens a partir dos quarenta anos, mas pode surgir mais cedo e em ambos os sexos.

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Sintomatologia da Angina do Peito

As pessoas que sofrem os ataques de angina de peito referem um desconforto no peito geralmente mencionado como pressão, peso, aperto, dor ou sensação de choque. Esta dor localiza-se inicialmente no peito, nas costas, pescoço e ombros e posteriormente irradia para os braços, essencialmente para o esquerdo sendo geralmente acompanhada de sudorese abundante e náuseas.

O tabagismo é um dos fatores de risco da angina do peito (Autor: Nniiccoollaa)

O tabagismo é um dos fatores de risco da angina do peito (Autor: Nniiccoollaa)

É quase sempre despoletada por situações de stress emocional, esforço físico, refeições mais abundantes e temperaturas baixas. As crises duram entre um a cinco minutos e em geral melhoram com períodos de repouso ou com medicação específica para o efeito.

Existe uma variante da angina de peito conhecida como angina de Prinzmetal que ocorre em pessoas cujas artérias estão normais, em que os níveis de arteriosclerose se apresentam com valores insignificantes e cuja causa se pensa ser espasmos das artérias. Este tipo de angina ocorre essencialmente em mulheres jovens.

Fatores de Risco da Angina do Peito e Classificação

O tabagismo, a hipertensão, a obesidade, o sedentarismo, elevados níveis de colesterol e uma história familiar de doenças cardíacas são apenas alguns dos fatores de risco.

A angina de peito pode apresentar-se como angina estável e angina instável tendo algumas diferenças entre si.

No primeiro caso verifica-se dor com sensação de queimadura ou ainda sensação de aperto e é induzida pelo esforço ou por uma situação de ansiedade.

Tem uma duração inferior a 20 minutos e desaparece com o repouso ou com a medicação e está associada a cansaço e dispneia.

No segundo caso verifica-se dor com duração superior a 20 minutos, que não desaparece com o repouso nem com a medicação. As crises são sempre mais fortes que a anterior, com maior frequência ou mais prolongada.

Diagnóstico e Tratamento da Angina do Peito

O diagnóstico é feito essencialmente tendo em conta as queixas do paciente. O eletrocardiograma nestes casos é perfeitamente normal apresentando alterações apenas quando existem problemas cardíacos anteriores ou durante a dor.

Para complementar o diagnóstico deve ser feito o eletrocardiograma enquanto o doente está sujeito a um esforço físico. Pode ainda ser necessário a realização de exames como a angiografia e o cateterismo cardíaco.

No que diz respeito ao tratamento este tem como principal objetivo o alívio dos sintomas e a diminuição do progresso da doença. Este também se encontra empenhado em identificar e corrigir os fatores de risco e no que diz respeito à medicação usada esta é à base de nitratos, beta-bloqueadores e bloqueadores do canal de cálcio.

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Etiquetas: angina do peito, diagnóstico da angina do peito, fatores de risco da angina do peito, obesidade, tratamento da angina do peito

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