Alternativas à Transfusão de Sangue

A transfusão de sangue é o método mais utilizado para repor o volume do sangue nos pacientes. No entanto, alguns não aceitam as transfusões de sangue como tratamento, pois isso pode violar a sua consciência. Outros optam por não aceitar transfusões de sangue devido aos riscos que estas acarretam para a saúde.

Apesar de, em Portugal, os médicos terem generalizado o uso do sangue, tornando-se difícil o acesso a tratamentos alternativos, a verdade é que, nos Estados Unidos da América, a grande maioria dos médicos já evita o tratamento com recurso a transfusões de sangue.

Vamos conhecer as alternativas médicas às transfusões de sangue:

Frações de Sangue

Apesar de rejeitarem as transfusões de sangue, muitas pessoas aceitam medicamentos que utilizem pequenas fracções de sangue. Existem quatro componentes primários do sangue: glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plasma e plaquetas.

A transfusão de sangue é o método mais utilizado para repor o volume do sangue nos pacientes (Autor: Rama)

A transfusão de sangue é o método mais utilizado para repor o volume do sangue nos pacientes (Autor: Rama)

Para produzir certos medicamentos alternativos às transfusões de sangue, a indústria farmacêutica recorre a uma técnica chamada fraccionamento que consiste na divisão de um componente primário do sangue em fracções, sendo utilizados no tratamento apenas os componentes necessários.

Por exemplo, o plasma sanguíneo é composto por 91% de água, 7% de proteínas como o fibrinogénio, as globulinas, as imunoglobinas, e as albuminas) e 1,5% de outras substâncias tais como gases, hormonas, nutrientes, vitaminas e outros. Através do fraccionamento, retira-se do plasma a fracção necessária para o tratamento, evitando-se assim o recurso a transfusões de sangue.

No caso dos glóbulos vermelhos, é comum o uso de fracções tais como a hemoglobina e a hemina. Já no caso dos glóbulos brancos, costuma-se usar os interferons. E no caso das plaquetas, não é costume usar-se fracções das mesmas.

Uso do Sangue do Próprio Paciente

Visto que um dos motivos de muitos não aceitarem transfusões de sangue é a questão dos perigos para a saúde, a grande maioria das pessoas aceita o recurso a tratamentos que envolvam o uso do seu próprio sangue.

A recuperação intra-operatória de células consiste na recuperação do sangue que sai do paciente durante a operação. Este é aspirado, lavado e filtrado, sendo depois disso devolvido ao paciente, quase sempre num processo contínuo.

A hemodiluição é um tratamento que tem como objectivo a redução da perda de sangue. Durante a cirurgia, o sangue do paciente é desviado para bolsas, sendo substituído por expansores de volume que permitem que o sangue ainda presente no paciente seja diluído, passando a ter menos glóbulos vermelhos. No final da cirurgia, ou durante a mesma, o sangue armazenado nas bolsas é devolvido ao paciente.

Um outro método alternativo às transfusões de sangue é o desvio do sangue para a máquina coração pulmão, onde este é oxigenado e mais tarde devolvido ao paciente.

A diálise é um dos métodos alternativos às transfusões de sangue por ser geralmente usado para pessoas com doenças renais. Na hemodiálise, o sangue é retirado e mantido em circulação através de uma máquina que o filtra e faz a sua depuração, devolvendo-o novamente ao paciente.

É comum ainda o uso do gel de plaquetas autólogas, ou seja, gel feito com recurso a plaquetas e glóbulos brancos do próprio paciente. O sangue é retirado ao paciente, sendo depois concentrado numa solução rica em glóbulos brancos e plaquetas, sendo essa solução usada para aplicar nos locais de cirurgia e nos ferimentos.

Quando a recusa do uso de transfusões de sangue é por motivos religiosos, é possível o recurso a qualquer um dos tratamentos descritos, desde que a consciência do paciente lhe permita recorrer a esses mesmos tratamentos.

Etiquetas: alternativas à transfusão de sangue, coração, glóbulos brancos, glóbulos vermelhos, transfusão de sangue

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