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Embrião Humano

O interesse por temas relacionados com o desenvolvimento humano e com a própria formação da vida tem vindo a registar um aumento significativo nas últimas décadas. Uma das áreas em que isto mais se tem notado é justamente a evolução pré-natal e a respectiva fase de embrião.

Este processo tem inicio exatamente no momento em que se dá a fecundação de um ovócito, porém, ao contrário do que muitas pessoas julgam, não termina no nascimento da criança e sim muito antes.

Outra questão que se tem levantado direciona-se para a atribuição ou não de direitos ao embrião. Trata-se de uma discussão ética e moral intimamente ligada à interrupção voluntária da gravidez.

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O Que é o Embrião Humano?

O embrião humano nada mais é do que o fruto ou resultado do processo em que um ovócito (óvulo) é fecundado por um espermatozoide.

A partir daí e, ao longo, dos seguintes nove meses, esse organismo sofrerá um processo de transformação e crescimento que culmina no momento do nascimento.

Durante esse processo, é feita uma distinção entre duas fases diferentes. A primeira começa no momento da fecundação e dura até cerca das oito semanas, chama-se fase embrionária. A partir de então até ao final da gestação, dá-se a fase fetal.

Significa isto que o embrião é entendido como o conceito que designa o novo ser, resultante do cruzamento do óvulo com o espermatozoide, durante as primeiras oito semanas de gravidez.

Evolução e Desenvolvimento

Muitos estudos se têm realizado sobre a chamada cronologia pré-natal. A maioria dos quais demonstra claramente que, embora o embrião comece a desenvolver-se logo que se dá a fecundação, os desenvolvimentos mais significativos do novo ser ocorrem entre a terceira e a oitava semana de gestação. Assim:

– A primeira etapa de todo o processo é a divisão mitótica do zigoto que ocorre mais ou menos 24 horas depois da fecundação. Esta divisão mitótica dá-se na trompa de Falópio, dura alguns dias e, desse modo, dá início à segmentação. Enquanto decorre, as células vão-se multiplicando, apesar de a sua dimensão global se manter inalterada. O número de células vai aumentando, mas sem a dimensão global se alterar.

– A mórula, assim se chama quando chega ao útero, transforma-se, então, por segmentação no blastocisto.

– Segue-se a implantação do embrião no endométrio, um processo que se designa por nidação e que leva mais cerca de cinco dias. A nidação só está completa ao fim de mais ou menos doze dias, quando o embrião fica inteiramente coberto pela mucosa interina. Durante as primeiras duas a quatro semanas, o embrião alimenta-se de nutrientes que retira diretamente do endométrio.

– Só cerca de quinze dias após a fecundação, se inicia a fase da gastrulação e da organogénese. É então que as células começam a diferenciar-se a partir dos folhetos embrionários (mesoderme, ectoderme e endoderme), dando origem a tecidos e órgãos.

– O coração do embrião só começa a bater após a quarta semana de gestação. Nesta fase o embrião já tem um aspeto “humano”, apesar de medir somente quatro a cinco centímetros e pesar apenas quatro gramas.

– Entretanto, o cérebro só irá desenvolver-se na fase fetal, após a oitava semana. O feto tem um crescimento bastante mais rápido. Nos segundo e terceiro trimestres da gestação atinge cerca de três quilos e um comprimento de cerca de cinquenta centímetros.

Embrião humano na quinta semana (Autor: Ed Uthman, MD)

Embrião humano na quinta semana (Autor: Ed Uthman, MD)

Interrupção Voluntária da Gravidez

Está provado que a vida começa a formar-se logo após a fecundação.

Muitos defendem, porém, que só podemos falar em “ser humano” e na atribuição de direitos a partir das doze semanas, altura em que já nos referimos a feto, em vez de embrião e em que o cérebro já se encontra formado.

Esta questão tem provocado acesas discussões, essencialmente devido à legalização da interrupção voluntária da gravidez. Em muitos países a IVG, popularmente conhecida como aborto, é legal até às doze semanas.

Mas não representará isto uma forma de colocar em causa um ser humano, de acabar com uma vida? A resposta cabe, atualmente, a cada um de nós e, sobretudo, a cada mulher que engravida.

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Etiquetas: coração, embrião, embrião humano, evolução do embrião

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