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Células Estaminais

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Hoje em dia é comum ouvirmos falar de células estaminais devido às empresas que começaram a anunciar em meios de comunicação social os seus serviços de preservação do sangue do cordão umbilical – chamada criopreservação – para cura de doenças que o bebé possa vir a sofrer, ainda criança ou já em adulto.

As células estaminais são as mais importantes do corpo humano, são as células-mestras.

O seu nome tem origem germânica, de “stamn”, cujo significado é tronco ou caule, razão pela qual as células estaminais são também conhecidas como células-tronco e células-mães.

A vida destas células é fascinante. Elas são capazes de se dividir e criar tanto outras células iguais a si mesmas, como outros tipos de células, dos mais de 300 tipos que compõe o corpo de um ser humano adulto. É por essa razão que são tão procuradas e tão úteis.

A sua capacidade de diferenciação em vários tipos de células faz com que possam ser utilizadas para reparar e substituir tecidos danificados no nosso corpo na sequência de doenças e traumas, o que significa a possibilidade de tratamento de mais de 20 dessas doenças, nomeadamente tumores, doenças no sistema nervoso central, leucemia, anemia, anomalias nas plaquetas, disfunções hereditárias, entre muitas outras.

As doenças de Alzheimer e de Parkinson, por exemplo, são provocadas por lesões em determinadas células cerebrais.

O transplante de células estaminais pode recuperar o tecido lesionado e contribuir para a cura da pessoa ou, pelo menos, para uma melhoria substancial na qualidade de vida.

Células Estaminais (Autor: National Science Foundation)

Células Estaminais (Autor: National Science Foundation)

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Células Estaminais nos Bebés e Adultos

Inicialmente, pensava-se que as células estaminais existiam apenas em embriões humanos, o que levantava graves problemas deontológicos entre as comunidades científica e religiosa, pois a retirada dessas células impedia o desenvolvimento do embrião para feto e implicava a sua morte.

Felizmente, no início de 2007, investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade norte-americana de Wake Forest (na Carolina do Norte), divulgaram que as células estaminais estão presentes também na placenta, no líquido amniótico, no cordão umbilical e, em adultos, no fígado, no sangue e na medula óssea.

Nos adultos, as células estaminais funcionam como uma espécie de reserva, destinadas a substituir células moribundas.

Contudo, nos adultos, estas células têm limitada a sua capacidade de diferenciação, o que limita, por sua vez, a sua utilização para regenerar tecidos danificados.

Assim sendo, é dos bebés que as células estaminais são mais pujantes e promissoras, habitualmente retiradas do sangue do cordão umbilical e que podem ser utilizadas não apenas para a pessoa de quem são extraídas, mas também para familiares com compatibilidade sanguínea, especialmente irmãos e irmãs, pais e avós.

Daí o grande e repentino interesse recente na criopreservação. Quem não gostaria de ter um “plano B” para curar um filho ou familiar?

Os pais interessados em fazer criopreservação devem contatar uma empresa especializada e obter o kit de recolha do sangue cerca de dois meses antes do parto, para o caso de o bebé nascer prematuro.

Uma vez na maternidade, devem entregar o kit aos profissionais de saúde que assistirão ao parto, para que estes possam fazer a recolha do sangue do cordão.

Depois, seguindo as instruções do kit, devem entregar o sangue à empresa responsável, a qual irá analisar a viabilidade das células serem ou não preservadas.

Se tudo estiver bem, o sangue é então armazenado durante 20 a 25 anos, podendo a qualquer altura ser utilizado para fins terapêuticos.

Para tal, basta os pais, ou a pessoa de quem o sangue foi retirado, quando já maior de idade, informarem a empresa para obter as células.

A criopreservação é feita a baixas temperaturas, a cerca de 196 graus negativos, de forma a garantir que as células estaminais do cordão umbilical não perdem a sua viabilidade terapêutica.

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Etiquetas: células estaminais nos bebés e adultos, medula óssea

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