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Senescência Celular

É ao simples processo de envelhecimento dos seres vivos que se dá o nome de senescência celular (Autor: Senescência Celular)

É ao simples processo de envelhecimento dos seres vivos que se dá o nome de senescência celular (Autor: Senescência Celular)

É ao simples processo de envelhecimento dos seres vivos que se dá o nome de senescência celular.

As células de um organismo vivo apresentam a capacidade de se dividirem para poderem dar lugar àquelas que por qualquer razão pararam o seu processo de metabolização.

O processo de envelhecimento ou a senescência celular está presente quando essas células param o seu método de divisão.

As células senescentes ou seja as células envelhecidas param de se dividir quando os telômeros, que protegem as extremidades dos cromossomas se encurtam até alcançar o limite de Hayflick.

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Divisão das Células e a Senescência Celular

Sempre que ocorre uma divisão celular, os telômeros perdem uma parte final e ficam mais curtos.

Quando estes atingem um tamanho mínimo os cromossomas param a sua multiplicação e impedem desta forma a divisão correta da célula.

Outro ponto importante deste processo de envelhecimento é o aumento da enzima beta-galactosidase nos lisossomas das células.

Presentemente é do conhecimento dos cientistas que não é necessário verificar o aumento da enzima beta-galactosidase para que se estabeleça a senescência, no entanto, a determinação da quantidade dessa enzima ainda é o processo mais utilizado para reconhecer as células senescentes.

No caso das células cancerosas tudo isto é bem diferente.

Elas possuem na sua estrutura uma enzima chamada telomerase que apresenta a propriedade de fazer a regeneração dos telômeros dando-lhe a possibilidade de se multiplicarem sucessivamente e interminavelmente.

Outra diferença verificada é que elas não possuem em abundância nos seus lisossomas a enzima beta-galactosidase. Estes dois factos fazem delas células que não vão sofrer qualquer tipo de Senescência.

A multiplicação celular está completamente dependente do ambiente celular mas, também depende do prazo de vida da própria célula.

Esta reprodução encontra-se em estreita relação com a diferenciação celular correspondente a cada estádio de desenvolvimento da célula.

Um fibroblasto retirado de um feto humano sem alterações vai sofrer mais ao menos cinquenta duplicações se estiver num meio de cultivo padrão.

Quando estas cinquentas duplicações se encontrarem concluídas a reprodução diminui até que finalmente vai parar.

Se forem retiradas células semelhantes mas, a uma pessoa com quarenta anos de idade estas vão parar às quarenta duplicações.

As mesmas células de uma pessoa com oitenta anos só vão dividir-se apenas trinta vezes. A este fenómeno de divisão celular em relação à idade do organismo é que se dá o nome de senescência celular.

Embora seja previsível a forma como ocorre a senescência de uma célula de determinada população esta não está programada com rigor e num clone de fibroblastos, aparentemente iguais e submetidos ao mesmo cultivo algumas células dividem-se mais vezes que outras.

A senescência celular compreende perdas progressivas e irreversíveis de algumas funções celulares aumentando a viabilidade de morte de algumas dessas células.

A morte das células pode ser gradual como na raça humana ou repentinas e dramáticas como no caso do salmão que após a desova morre de imediato.

O caso das glândulas hipofaríngeas das abelhas Apis mellifera é outro dos casos de senescência que pode ser observada.

Em condições normais apresentam o seu total desenvolvimento entre os seis e os dezoito dias de vida enquanto estão a nutrir as larvas, as rainhas e os zangões com a secreção dessa glândula. Depois deste período as glândulas diminuem.

Ao comparar as glândulas das operárias com doze dias e as glândulas de operárias com quarenta dias verifica-se que as primeiras possuem citoplasma composto por retículo endoplasmático granular, mitocôndrias, ribossomos e o seu núcleo encontra-se centralizado e organizado.

As segundas possuem citoplasma com lisossomos e vacúolos e o seu núcleo está parcialmente fragmentado.

O segredo da senescência encontra-se no núcleo da célula segundo referiu em 1976 Muggleton-Harris e Hayflick quando transplantaram um núcleo de uma célula de fibroblasto jovem, para o citoplasma de um fibroblasto velho e vice-versa.

Verificaram que o número de divisões finais foi conduzido pela idade do núcleo das células.

No presente subsistem algumas teorias que descrevem os mecanismos básicos para explicar o fenómeno da senescência como é o caso do modelo genético, do modelo temporalmente programado e do modelo de danificação celular.

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Etiquetas: envelhecimento, senescência celular, telômeros
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