L-Valina

A l-valina é um aminoácido que não é produzido pelo nosso organismo, mas que é necessário para sintetizar proteínas (Autor: Benjah-bmm27)

A l-valina é um aminoácido que não é produzido pelo nosso organismo, mas que é necessário para sintetizar proteínas (Autor: Benjah-bmm27)

Costuma atuar como fonte de energia durante a prática de exercício físicos e é um dos aminoácidos essenciais que compõem o grupo dos BCAAs.

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Função da L-Valina

Assim, a L-valina é essencial para o funcionamento do nosso organismo, sendo necessário o seu fornecimento através da ingestão, pois a sua produção no organismo é insuficiente face às necessidades metabólicas.

A L-valina atua em conjunto com a L-isoleucina e a L-leucina, desempenhando diversas funções no organismo, entre as quais a protecção dos músculos de lesões por esforço excessivo.

Isso ocorre através da promoção da síntese de proteínas e também através da redução do catabolismo proteico.

Além disso, estres três aminoácidos participam, como substrato, para a síntese de glicose, possibilitando assim a sua conversão em componentes essenciais à produção de energia, principalmente no que diz respeito à musculatura esquelética, onde também acabam por estimular a produção dos aminoácidos L-alanina e L-glutamina, que podem ser utilizados como auxiliares no tratamento da encefalopatia hepática, uma doença que provoca lesões no fígado.

O leite de vaca contém cerca de 245 mg de L-valina por cada decilitro, ao passo que o leite humano contém apenas 70 mg, sendo essa quantidade suficiente ao lactente, no período entre os 3 e os 4 meses de idade.

De fato, o aleitamento materno continua a ser a melhor alternativa de alimentação para o lactente, pois apresenta diversos benefícios nutricionais, imunológicos e psicológicos. Ao mesmo tempo, a amamentação é fundamental tanto para a saúde e bem-estar da mãe como do bebé.

Sendo um aminoácido essencial, a L-valina pode ser obtida através do consumo de certos alimentos da dieta normal. Após a sua ingestão, esta é absorvida pelo intestino delgado e transportada pelo sangue até chegar ao fígado, onde uma percentagem é utilizada como substrato para a síntese de proteínas e a restante é catabolizada, na presença de vitamina B12, em derivados essenciais à produção de energia.

Assim, a L-valina é distribuída pelos tecidos que dela necessitam através da circulação sanguínea. Apesar de existir uma maior concentração de L-valina na musculatura esquelética, este aminoácido também pode ser encontrado no cérebro e nos rins.

Este aminoácido pode ser encontrado principalmente, de forma natural, em alimentos protéicos de origem animal, como é o caso das carnes em geral, dos ovos, do leite e derivados.

Pode também ser encontrado nos alimentos de origem vegetal tais como o arroz integral, o feijão, a soja, as nozes, o trigo, os amendoins, a castanha-de-cajú, a avelã, as ervilhas, o milho, o centeio, a cevada, o alho, a cebola, as hortaliças em geral e em diversas frutas.

Apesar disso, estes últimos contêm uma pequena quantidade de aminoácidos livres. Além disso, a L-valina pode também ser ingerida como suplemento, sob a forma de cápsulas, comprimidos, pós e ainda em dietas enterais e parenterais, em conjunto com a L-leucina e a L-isoleucina.

Doenças Associadas à L-Valina

O excesso ou a deficiência na ingestão de L-valina pode causar determinadas doenças, sinais e sintomas, tais como a encefalopatia hepática.

A suplementação da L-valina em conjunto com L-leucina e a L-isoleucina, pode atenuar os sintomas da doença através da redução destes falsos neurotransmissores acumulados.

Como tratamento, alguns doentes recebem dietas enterais e parenterais com o objectivo de recuperarem desta doença.

As dietas enterais e parenterais à base destes três aminoácidos são também utilizadas na nutrição de pacientes com traumas severos, tais como queimaduras extensas.

Estes três aminoácidos podem ainda ajudar a prevenir a perda muscular e auxiliar na reparação de lesões teciduais por intermédio da síntese proteica.

Segundo o que alguns estudos sugerem, os aminoácidos de cadeia ramificada podem inibir a degradação do glicogénio muscular durante o exercício, apesar de não existirem evidências que a suplementação destes aminoácidos realmente melhore o desempenho físico.

Etiquetas: benefícios da l-valina, glutamina, leite materno, propriedades da l-valina

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