Doenças Cardiovasculares

Como o próprio nome indica, as doenças cardivasculares são aquelas que afetam o nosso sistema circulatório (cardio = coração / vascular = vasos sanguíneos).

Entre as doenças cardiovasculares mais comuns encontram-se os AVCs (Acidentes Vasculares Cerebrais), a aterosclerose, o enfarte do miocárdio, as arritmias e a angina do peito.

Algumas das principais causas das doenças cardiovasculares têm a ver com a falta de exercício físico (vida sedentária), alimentação (consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras e sal), o excesso de álcool e o fumo.

Assim, a melhor forma de prevenir as doenças cardiovasculares é a prática de exercício físico durante cerca de trinta minutos diários, não fumar e evitar passar demasiado tempo e de forma constante junto de pessoas que se encontrem a fumar, uma alimentação equilibrada, rica em legumes e fruta, e o consume moderado a nulo de bebidas alcoólicas.

Em seguida, abordaremos mais pormenorizadamente algumas das doenças cardiovasculares que existem.

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Aterosclerose

As artérias são os vasos sanguíneos que transportam o sangue do coração para todo o organismo, canalizando assim o oxigénio e nutrientes que o nosso organismo necessita.

Esta é uma função de extrema importância, pois a circulação do sangue é indispensável para que todos os nossos órgãos funcionem de forma adequada.

A aterosclerose é uma doença vascular que ocorre prematuramente, sendo esta a principal causa de morte prematura em Portugal. É uma doença das artérias que se caracteriza por uma evolução rápida, costumando surgir em pessoas jovens.

Inicialmente dá-se uma inflamação persistente da parede interior das artérias o que acaba por provocar a formação de placas de gordura excentricamente nas paredes das artérias.

Mapa mundial da prevalência das doenças cardiovasculares (Autor: Lokal_Profil)

Mapa mundial da prevalência das doenças cardiovasculares (Autor: Lokal_Profil)

Deste modo, o progressivo aumento destas placas de gordura e a respectiva rotura vão provocar uma redução drástica do débito sanguíneo para os órgãos respectivos, ocorrendo assim a precoce oclusão, o entupimento total de artérias e também os consequentes “enfartes”, conduzindo assim à morte de zonas relativamente extensas dos órgãos que são irrigados por essas artérias.

Apesar de a aterosclerose ser uma doença generalizada a todas as artérias, geralmente esta manifesta-se com maior intensidade nas artérias do coração, nos rins, no cérebro e nos membros inferiores, sendo mais habitual em pessoas com idades inferiores a 60 anos, provocando assim a invalidez ou morte prematuras.

Enfarte do Miocárdio

Um enfarte do miocárdio, mais conhecido como ataque cardíaco, ocorre quando se dá o bloqueio da corrente sanguínea das artérias coronárias que irrigam o coração.

Isto geralmente ocorre devido a um coágulo que se constrói a partir de placas ateroscleróticas (placas de gordura).

O resultado é que o músculo cardíaco deixa de recebee o oxigénio suficiente, fazendo com que as células do miocárdio, destituídas de oxigénio, comecem a morrer.

A gravidade do enfarte varia consoante o tamanho da artéria bloqueada e o respectivo músculo cardíaco necrótico.

Logo após a ocorrência de um enfarte do miocárdio, a circulação sanguínea nas artérias obstruídas precisa ser reposta tão rapidamente quanto possível, de modo a evitar lesões irreversíveis no músculo cardíaco.

O tratamento pode ser feito através da administração de um um potente anti-coagulante que é receitado ao paciente para diluir o coágulo na artéria coronária, ou então através de uma intervenção coronária percutânea (PCI), em que se insere um pequeno cateter na artéria ajudando assim a alargar o seu diâmetro interno.

Arritmia

Dá-se o nome de arritmia ao ritmo anormal dos batimentos cardíacos, sendo que pode ser sentido como uma pausa temporária, tão breve que não chega sequer a ser percebida.

Ao passo que por vezes as arritmias podem não causar sintomas, outras vezes podem levar a que pessoa sinta tonturas ou desmaie.

Basicamente existem dois tipos de arritmias: a bradicardia (quando o coração bate a menos de 60 batimentos por minuto) e a taquicardia (quando o coração bate a mais de 100 batimentos por minuto).Sendo breve, a arritmia pode ser sentida apenas como uma discreta palpitação, ou sensação de tremor no tórax ou pescoço.

No entanto, quando a arritmia é grave ou demorada, pode impedir o coração de bombear adequadamente o sangue para o organismo gerando uma sensação de cansaço, fraqueza, tonturas e até visão turva, pois o sangue não está a oxigenar corretamente o cérebro.

Poderá também sentir-se falta de ar, dores no peito e até perda da consciência. Quando a arritmia é do tipo ventricular, pode levar inclusive à morte.

Angina do Peito

O oxigénio e o sangue costumam ser fornecidos ao músculo do coração através das artérias coronárias.

No entanto, quando o fornecimento de sangue é insuficiente para as necessidades do coração, gera-se uma deficiência de oxigénio nas células do músculo do coração.

Assim, a falta de oxigénio dá origem a dores muito fortes, designadas por angina. Nos casos mais graves em que as células do músculo morrem, dá-se o enfarte ou ataque cardíaco.

A angina do peito costuma ocorrer devido aos depósitos de gordura que se acumulam nas paredes das artérias coronárias entopindo-as.

Este bloqueio das artérias limita a quantidade de sangue que pode ser transportado através delas. Assim, quando o coração trabalha mais, a sua necessidade de oxigénio aumenta e se essa necessidade não for atendida, ocorre a falta de oxigénio.

Quando ocorrem depósitos de gordura, dão-se alguns estragos nos vasos sanguíneos que são reparados pelas plaquetas.

Mas, visto que as plaquetas formam coágulos de sangue no interior dos vasos sanguíneos, ocorre um ainda maior estreitamento dos vasos. Quando isso acontece, existe uma ainda maior dificuldade de oxigenação do musculo do coração, provocando deste modo a chamada angina do peito.

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