Síndrome do Treino Excessivo

A síndrome do treino excessivo está geralmente associada ao treino de sobrecarga e também o treino de supercompensação.

O treino de sobrecarga é um treino duro, que dura alguns dias e ao qual se segue um curto período de descanso que se torna essencial nesse caso.

O treino de supercompensação carateriza-se por um período de muitos dias de treino intencionalmente pesado seguidos por alguns dias de treino mais leve e até de descanso para que assim se atinja a supercompensação e o ápice do desempenho.

Assim, é muito importante que se saiba qual o tempo necessário para a supercompensação.

A síndrome do excesso de treino afeta um grande número de indivíduos que se envolvem em programas de treino intensivo. Esta costuma ser definida como um distúrbio neuroendócrino que é o resultado do desequilíbrio entre a demanda do exercício e a real capacidade do individuo, podendo mesmo ser ainda agravado por uma inadequada recuperação, que acarreta um decréscimo no desempenho desportivo e atlético, além da incidência de contusões, das mudanças neuroendócrinas e imunológicas, das alterações no estado de humor e da fadiga constante, entre outros sintomas.

Esta síndrome pode ser desenvolvida por atletas de todos os níveis de performance, juntando-se à mesma um relevante número de sinais e sintomas. No entanto, chegou-se à conclusão que o motivo para os sinais e sintomas da síndrome do treino excessivo deve-se à disfunção do sistema nervoso autónomo, existindo também diversas teorias sobre a origem e as alterações patofisiológicas da síndrome do excesso de treino.

[-] Índice de conteúdos

Tratamento Para o Treino Excessivo

O único tratamento realmente eficaz para a síndrome do treino excessivo é o repouso prolongado, que impossibilita a participação dos atletas em competições, o que pode levar a uma perda de motivação e também ao abandono do desporto praticado. Deste modo, podemos concluir que a melhor maneira de se evitar a manifestação dessa síndrome é mesmo a prevenção.

A síndrome do treino excessivo está geralmente associada ao treino de sobrecarga e também o treino de supercompensação (Autor: U.S. Navy)

A síndrome do treino excessivo está geralmente associada ao treino de sobrecarga e também o treino de supercompensação (Autor: U.S. Navy)

Além disso, visto que ainda não existem marcadores fisiológicos ou biológicos concretos que permitam um diagnóstico precoce, tem-se usado alguns instrumentos que possibilitam medir estados de humor, instrumentos esses que têm ajudado muito a detetar os sinais iniciais da síndrome de treino excessivo, ajudando a prevenir o seu desenvolvimento completo e a evitar um período de inatividade.

Alguns dos fatores que causam o overtraining simpaticotónico são as quantidades excessivas de treino, a ansiedade e o acúmulo de competições com intervalos insuficientes de recuperação. A imaginária necessidade de todos os dias precisar de produzir esforços máximos no treino e o querer participar num grande número de eventos pode tornar-se emocionalmente stressante, principalmente quando o atleta é muito ansioso.

Já a síndrome de origem parassimpaticotónica é reconhecida pela predominância de processos de inibição, pela fraqueza física e pela falta de atividade motora. O atleta pode até não se sentir cansado, mas a verdade é que não se encontra em condições de reunir a energia necessária para participar de um evento desportivo.

Na verdade, apesar de quando o atleta se encontra em repouso poder não apresentar nenhum sintoma, ainda assim, esses sintomas podem ocorrer inesperadamente. Esse tipo de síndrome do treino excessivo afeta atletas altamente treinados em desportos aeróbicos como o triatlo, a natação de longa distância, a maratona e o ciclismo de estrada.

Apesar de se terem descrito várias alterações fisiológicas que ocorrem na síndrome do excesso de treino, a verdade é que nenhuma delas foi até agora considerada isoladamente confiável ao ponto de se poder aceitá-las como teste diagnóstico.

Algumas dessas alterações fisiológicas são a diminuição da frequência cardíaca máxima, alterações nas concentrações de lactato em esforço máximo, a redução da excreção noturna de noradrenalina, o aumento do cortisol sérico, a diminuição da testosterona e as alterações nos níveis de creatinoquinase.

Etiquetas: tratamento para o treino excessivo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.