Utilização do Lactato Para a Produção de Energia
- Publicado:2011-11-9 Editado:2011-11-9
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O lactato é um composto orgânico que o corpo humano produz de forma natural, sendo utilizado como fonte de energia para as mais diversas atividades físicas. O lactato pode ser encontrado nos músculos, no sangue e em diversos órgãos, sendo a sua presença necessária para que o corpo funcione de modo adequado.
O lactato origina-se da quebra de hidratos de carbono, transformados em glicogénio. O glicogénio quebra-se numa substância chamada piruvato, produzindo assim energia. A este processo é geralmente dado o nome de energia aeróbia.
A Produção de Lactato
Quando o piruvato é produzido, as células dos músculos passam a utilizá-lo sob a forma de energia aeróbia. No entanto, quando as células não são capazes de utilizar todo o piruvato produzido, este acaba por se transformar quimicamente em lactato. Ao passo que algumas células possuem uma grande capacidade de utilização de piruvato para energia aeróbia, outras possuem uma capacidade limitada. No entanto, com o treino, as células musculares adaptam-se a uma maior utilização de piruvato, de modo que produzem menos lactato.
O lactato pode ser encontrado no corpo humano até mesmo quando este se encontra em repouso e também durante as atividades diárias, apesar de isso acontecer apenas em níveis muito baixos. No entanto, quando a atividade física aumenta em intensidade, a produção de piruvato também aumenta rapidamente. Devido a esta rápida produção, nem todo o piruvato produzido pode ser utilizado para energia aeróbia. É aí que o excesso de piruvato acaba por se transformar em lactato. É por isso que o lactato é um dos possíveis indicadores de treino. Assim, quanto mais intensamente alguém faz exercício, maior será a sua produção.
Para Onde Vai o Lactato?
O lactato é uma substancia dinâmica que, quando é produzido, tende a sair do músculo onde se encontra, acabando por entrar em outros músculos vizinhos, na corrente sanguínea e no espaço entre células musculares. Com o treino, a produção das enzimas que são responsáveis pela conversão de lactato em piruvato e vice-versa aumenta. Este poderá ser utilizado como combustível pelo coração, podendo ser novamente convertido em glucose e glicogénio no fígado.
Além disso, o lactato pode mover-se rapidamente de uma parte do corpo para outra, sendo até mesmo possível que certas quantidades sejam transformadas em glicogénio nos próprios músculos. Normalmente, os músculos começam por procurar o pirovato nas reservas armazenadas pelos próprios músculos. O pirovato pode ainda ser transportado pela corrente sanguínea até aos músculos que se encontram relativamente inativos, como é o caso dos braços de um corredor.
Pode Ser Prejudicial?
Normalmente não. Quando o lactato é produzido nos músculos, também são produzidos ao mesmo tempo iões de hidrogénio em excesso. Quando existe uma grande acumulação destes iões, o músculo começa a tornar-se ácido, o que acaba por causar problemas nas contrações musculares durante o exercício físico. Os atletas costumam descrever este fenómeno como uma sensação de “endurecimento” ou de “queimar”, provocando assim uma redução no nível de performance. Visto que a grande maioria destes iões de hidrogénio são produzidos juntos com o lactato, este não causa fadiga muscular, mas provoca o aumento do nível de acidez muscular.
Apesar de ser uma sensação muito desagradável para o atleta, o “queimar” ou “endurecimento” do músculo são mecanismos de defesa contra possíveis danos musculares.
Como é Medido o Nível de Lactato?
Normalmente, são utilizadas amostras sanguíneas para se medir os níveis de lacatato. No entanto, alguns pesquisadores têm usado também amostras musculares.
Existe uma relação de proximidade entre o lactato muscular e o lactato sanguíneo. Quando se utiliza uma amostra de sangue, a quantidade de lactato no sangue é expressa como uma concentração de milimols por litro. Por exemplo, os níveis em humanos durante repouso costumam situar-se entre 1 a 2 mmol/l. No entanto, em alguns atletas, já foram encontrados níveis acima de 15 mmol/l.
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