Sonambulismo: Causas e Tratamentos

Muitas têm sido as crenças que acompanham a palavra Sonambulismo, ao longo dos tempos. Do latim somnus (sono) e ambulare (caminhar, passear), tem-se acreditado no que as nossas avós nos dizem: é perigoso acordar um sonâmbulo. No entanto, nada poderia estar mais longe da realidade. Segundo o Dicionário de Língua Portuguesa da Porto Editora, sonambulismo significa “estado ou doença de uma pessoa que, durante o sono, caminha, fala e age, e depois de acordada não se lembra disso”.

O que realmente provoca o sonambulismo? E quais os perigos inerentes?

As causas para este distúrbio não são, ainda, totalmente conhecidas. Durante anos, associou-se o sonambulismo a um estado de alma em que a pessoa executava, em tempo real, os movimentos ocorridos no seu sonho. Essa convicção foi “confirmada” quando, em 2002, um grupo de cientistas do Hospital Universitário de Berna afirmaram que o sonambulismo entre adultos encontra-se altamente vinculado ao chamado Rapid Eye Moviment, um dos estágios do sono. Porém, outros estudos referem que o sonambulismo ocorre antes desse estágio.

Sonambulismo: Causas e Tratamentos

Sonambulismo: Causas e Tratamentos

 

A certeza é apenas uma: durante o sono, numa pessoa dita normal, as ondas cerebrais diminuem de intensidade até encontrar um profundo estado de relaxamento provocando, portanto, uma baixíssima taxa de actividade motora, de consciência e de memória; porém, num sonâmbulo, as ondas cerebrais vindas do córtex cerebral – área responsável pelos movimentos – são irregulares, impendido a inibição da função motora e, para além disso, na zona do hipotálamo (região cerebral da consciência e da memória) ocorre, com normalidade, o processo de retardamento da actividade.

Daí, as pessoas que sofrem desse distúrbio, conseguirem sair da cama, vaguearem pela casa, muitas vezes de olhos abertos e com uma expressão apática, sem, no entanto, se lembrarem de alguma coisa. Esses episódios sucedem, normalmente, inesperadamente, no primeiro terço da noite, ou seja, duas ou três horas após o início do sono, e podem durar desde alguns segundos até trinta minutos.

Qual o tratamento?

Até agora, não há nenhum tratamento específico para o sonambulismo. Mas é importante prevenir-se com medidas de segurança que assegurem que o sonâmbulo não se magoe. Por isso, ele deve evitar dormir em andares superiores, com escadas, e em quartos muito mobilados.

Estes devem ser amplos, com as janelas e portas devidamente fechadas e desprovido de materiais perigosos tais como tesouras e facas. Para além disso, deve-se dar atenção às condições emocionais, psicológicas e de saúde, em geral, do sonâmbulo, pois situações de ansiedade, stress, depressão, doenças neurológicas, problemas respiratórios, consumo excessivo de álcool e sedativos, dores de cabeça crónicas e febres altas, podem condicionar, significativamente, o aumento dos episódios de sonambulismo.

Quando a situação é insustentável, pode recorrer-se ao uso de benzodiazepínicos ou antidepressivos triciclos, mediante receita médica. Em estados mais controlados, os episódios podem ser diminuídos através de práticas de relaxamento, acupunctura, psicoterapia e, até, hipnotismo. O fundamental é que o sonâmbulo nunca se veja privado de horas suficientes de sono pois isso é, também, um factor potenciador de ataques de sonambulismo.

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