Psicologia Humanista

Apesar de ter surgido ainda na década de cinquenta, a psicologia humanista só foi ganhando terreno no decorrer dos anos sessenta e setenta. O objetivo foi reagir contra as teorias de análise do comportamento do Behaviorismo e também do destaque dado pela Psicanálise ao inconsciente do indivíduo. Os seus impulsionadores sempre salientaram, no entanto, o fato de não pretenderem adaptar ou rever as teorias já existentes. Pretendiam, antes, dar uma nova contribuição ao ramo da Psicologia até por considerem as restantes visões como bastante redutivas do ser humano.

Para este movimento humanista tiveram grande influência as filosofias existenciais e da fenomenologia.

Em 1962, o movimento tornou-se, de certo modo, oficial através da fundação da Associação Americana de Psicologia Humanista (American Association for Humanistic Psychology ou AHP) que passou a ser a impulsionadora das suas teorias e teses.

O que é?

A Psicologia Humanista é uma das áreas de estudo do ramo da Psicologia, em particular, da Psicoterapia.

Acabou por tornar-se uma espécie de “terceira via” da Psicologia, a par dos movimentos com que rivaliza. Difere do Behaviorismo ou Terapia Comportamental por pretender uma abordagem mais alargada, menos artificial e menos estéril da natureza humana, que não reduza o Homem a uma simples máquina ou animal inclinado a deixar-se condicionar. Por outro lado, entende igualmente que o passado, as questões biológicas e o inconsciente não devem, nem podem, ter um peso tão relevante no comportamento humano e na predominância de doenças psíquicas e/ou neuróticas como defende a Psicanálise.

Assim sendo, a Psicologia Humanista sustenta que o indivíduo tem dentro de si uma capacidade e força de autorrealização, que o leva a desenvolver uma personalidade saudável e criativa. Entende que essa energia é inerente a todos os seres humanos, no entanto, poderá ser condicionada ou reprimida por fatores externos. Vê o Homem como um sistema em construção que é dono de liberdade e capacidade de escolha, do mesmo modo que é consciente do mundo que o rodeia.

A sua finalidade é, pois, procurar conhecer o Homem na íntegra, humanizando a sua psique e dando-lhe consciência da realidade exterior e da sua própria consciência.

Principais Conceitos

A Psicologia Humanista tem por base conceitos chave como o humanismo, o existencialismo, o livre arbítrio e a autonomia funcional. A sua maior contribuição para a Psicologia relaciona-se com as noções de experiência consciente, interação entre o indivíduo e a realidade exterior e poder criativo do ser humano.

Escala de Necessidades

A Psicologia Humanista teve como principal impulsionador o americando Abraham Maslow. Este teórico chegou mesmo a ser considerado o pai do movimento humanista. Maslow defendia a dita força individual que dá a pessoa a capacidade de se tornar autorrealizadora. Nessa perspetiva, criou uma escala de necessidades que o ser humano impõe a si mesmo à medida que vai satisfazendo as anteriores. São elas: Fisiologia (respiração, comida, sexo, etc), Segurança (no emprego, nos recursos, na família, etc), Relacionamento (amizade, intimidade, família, etc), Estima (confiança, conquista, respeito, etc) e, por fim, Realização Pessoal (criatividade, espontaneidade, moralidade, etc).

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