Osteoporose
- Publicado:2011-12-30 Editado:2011-12-30
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A palavra Osteoporose significa literalmente “osso poroso”. Esta é uma das doenças conhecidas como doenças silenciosas porque geralmente não existem quaisquer sintomas de perda óssea até que se atinge o ponto em que os ossos ficam tão fracos que basta um movimento brusco, uma batida ou uma queda para que se dê uma fratura. Normalmente, as fraturas relacionadas com a osteoporose acontecem no quadril, nas costelas, nas vértebras ou nos pulsos. Apesar de a maioria das pessoas associarem a osteoporose com mulheres frágeis e idosas, a verdade é que existem cada vez mais casos de pessoas jovens que têm essa doença.
Uma Ameaça Que Deve Ser Levada a Sério
Segundo dados divulgados pela Fundação Internacional de Osteoporose, na União Europeia, a cada 30 segundos alguma pessoa sofre algum tipo de fratura devido aos efeitos da osteoporose. Só nos Estados Unidos, existem 10 milhões de pessoas que sofrem de osteoporose, e outros 34 milhões que correm esse risco por terem pouca massa óssea. Além disso, segundo os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, cerca de metade das mulheres e um quarto dos homens com mais de 50 anos irão sofrer uma fratura relacionada à osteoporose. E ao que parece, não existem grandes esperanças de que a situação venha a melhorar.
Conforme mencionado num boletim da Organização Mundial de Saúde (OMS), nos próximos cinquenta anos, o número de casos de fraturas causadas pela osteoporose devem dobrar no mundo inteiro. Em grande parte, essa projeção deve-se ao aumento previsto da população idosa, de modo que as perspetivas futuras são assustadoras. Até mesmo porque, a osteoporose tem um elevado índice de invalidez e de mortalidade, sendo que, aproximadamente 25% dos pacientes com 50 anos ou mais que sofrem fraturas no quadril acabam por morrer por causa de complicações médicas no período de um ano após essa fratura.
Quem Corre Esse Risco?
Como demonstram estudos recentes, a hereditariedade é um forte fator de risco. Assim, quando os pais têm um histórico de fratura no quadril, as probabilidades de os seus filhos sofrerem esse tipo de fratura pode duplicar. Outro fator de risco é a desnutrição de um feto, que normalmente resultará numa baixa densidade óssea durante a infância. Há ainda o fator idade, sendo que, quanto mais velha a pessoa for, mais frágeis são os seus ossos. Existem também algumas doenças que podem contribuir para a osteoporose, como é o caso da síndrome de Cushing, da diabetes e do hipertiroidismo.
Durante a menopausa, os indíces de estrogénio na mulher diminuem, sendo essa uma hormona que é produzida principalmente nos ovários e que protege a massa óssea. Também quando se procede à remoção dos ovários por meio de uma cirurgia, a menopausa pode ser precoce. É por isso que a osteoporose é quatro vezes mais comum nas mulheres do que nos homens.
Apesar disso, alguns fatores de risco podem ser evitados através da mudança dos hábitos alimentares e do estilo de vida. Por exemplo, uma dieta pobre em cálcio e vitamina D pode contribuir para a constante deterioração dos ossos. Também o consumo de sal em excesso pode aumentar o risco, porque o sal faz com que o corpo elimine mais cálcio. Além disso, a ingestão exagerada de bebidas alcoólicas, normalmente associada a uma alimentação pobre, também contribui para a perda de massa óssea.
O fumo também é um forte fator de risco, pois pode fazer com que a densidade mineral óssea diminua. De fato, segundo a OMS, cerca de uma em cada oito fraturas do quadril devem-se ao uso do cigarro. Por outro lado, segundo o que algumas pesquisas revelaram, quando alguém deixa de fumar, a perda óssea e o risco de fraturas diminuem. Outro fator que também contribui para a osteoporose é levar um estilo de vida sedentário.
Prevenção
A prevenção da osteoporose deve começar desde bem cedo, durante a infância e a adolescência, pois é nessa fase que 90% da massa óssea é formada. Como é sabido, o cálcio, que é um nutriente essencial para uma estrutura óssea forte, fica armazenado em especial nos ossos. Assim, para que alguém possa fortalecer os seus ossos, deve recorrer a alimentos ricos em cálcio, como é o caso do leite e dos seus derivados, de alguns peixes tais como a sardinha e o salmão (incluindo as espinhas), da amêndoa, da aveia, do gergelim, do tofu e das verduras de folhas verde-escuras.
Mas, para que o cálcio seja absorvido pelo corpo, é essencial que se faça uma dieta rica em vitamina. Esta é sintetizada na pele através da exposição à luz solar. De fato, apanhar sol durante uns dez minutos por dia ajuda a evitar o desenvolvimento da osteoporose, visto que ajuda a produzir cerca de 600 unidades de vitamina D. Além disso, a vitamina D também pode ser encontrada em alimentos tais como a gema de ovo, os peixes de água salgada e o fígado de porco, de vaca e de galinha.
Para ajudar a prevenir a osteoporose é vital a prática de exercício físico. Durante a infância e a juventude, os exercícios ajudam a que a massa óssea aumente. Além disso, na terceira idade, o exercício físico ajuda a prevenir a perda de massa óssea. Assim, os exercícios mais recomendados são aqueles que fazem com que os músculos suportem cargas e também os de resistência física, ou seja, exercícios em que os músculos trabalham contra a gravidade e outras forças, mas sem com isso sobrecarregar os ossos e as articulações. Por exemplo, caminhar, subir escadas e até dançar podem ser exercícios muito apropriados.
Assim, apesar de poder parecer complicado, principalmente para quem leva uma vida sedentária, se as pessoas levarem em conta estes fatores de prevenção, dificilmente serão afetadas pela osteoporose no futuro.
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