Os Músculos Respiratórios e a Ventilação Alveolar
- Publicado:2011-11-14 Editado:2011-11-14
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Enquanto estão vivas e a desempenhar as suas funções, as nossas células precisam de um suprimento contínuo de oxigénio para que, no processo químico de respiração celular, consigam produzir a energia necessária para o seu perfeito funcionamento e produção de trabalho.
Assim como no caso de um motor de automóvel, que para produzir o seu trabalho mecânico, necessita, além da fonte de energia orgânica fornecida pelo combustível (gasolina, álcool ou diesel), de um fornecimento constante de oxigénio… assim como uma chama num palito de fósforo, para permanecer acesa necessita, além da matéria orgânica presente na madeira do palito, também de oxigénio… também as nossas células, para se manterem em perfeito funcionamento, além da fonte de energia proporcionada pelos diversos alimentos, necessitam de um fornecimento constante de oxigénio.
Ventilação Pulmonar
Como é sabido, o oxigénio existe em abundância na nossa atmosfera. Mas, para captá-lo, nós necessitamos do nosso aparelho respiratório. É através deste que parte do oxigénio da atmosfera se difunde através de uma membrana respiratória, atingindo assim a nossa corrente sanguínea. Depois o oxigénio é transportado pelo nosso sangue e levado às diversas células presentes nos diversos tecidos. Após utilizarem o oxigénio, as células liberam gás carbónico que, após ser transportado pela mesma corrente sanguínea, é lançado na atmosfera também pelo mesmo aparelho respiratório.
Mas, para que este processo de difusão de gases através da membrana respiratória seja possível, oxigénio passando do interior dos alvéolos para o sangue que existe nos capilares pulmonares e o gás carbónico se difundir em sentido contrário, é necessário um processo constante de ventilação pulmonar.
A ventilação pulmonar consiste numa constante renovação do ar presente no interior dos alvéolos. Assim, para que isso ocorra, é necessário que, de forma contínua, ocorram movimentos que proporcionem insuflação e desinsuflação de todos ou quase todos os alvéolos. Isso acaba por provoca, no interior dos alvéolos, uma pressão ligeiramente, ora mais negativa, ora mais positiva do que aquela que existe na atmosfera.
Para conseguirmos insuflar e desinsuflar os nossos alvéolos, nós precisamos inflar e desinflar nossos pulmões. Isso só será possível através de movimentos que acarretem um aumento e redução do volume no interior da nossa caixa torácica, o local onde os nossos pulmões estão localizados.
O volume de nossa caixa torácica pode ser expandido por levantarmos as nossas costelas e contrairmos o nosso diafragma. Por outro lado, se quisermos retrair o volume da caixa torácica, precisamos fazer exatamente o contrário, ou seja, rebaixar as nossas costelas enquanto relaxamos o nosso diafragma.
Podemos assim dizer que temos diversos músculos que são bastante importantes durante nossa respiração, sendo que utilizamos o diafragma, os esternocleidomastoideos, os intercostais externos, os escalenos e os serráteis anteriores.
Tanto durante a inspiração como durante a expiração, o ar passa por diversos e diferentes segmentos que fazem parte do nosso aparelho respiratório: nariz, faringe, laringe, traqueia, brônquios e bronquíolos.
Ao longo de toda a mucosa respiratória, desde o nariz até os bronquíolos, existem numerosas células que possuem cílios móveis, efetuando uma grande produção de muco. Tudo isso acaba por ajudar bastante na constante limpeza do ar que vai fluindo através das vias respiratórias.
Os alvéolos têm uma certa tendência ao colabamento, que apenas não costuma ocorrer normalmente devido à pressão mais negativa que existe no espaço pleura, forçando assim os pulmões a se manterem expandidos. Mas, o principal fator responsável pela tendência de colabamento dos alvéolos é um fenómeno conhecido por Tensão Superficial.
A Tensão Superficial costuma ocorrer no interior dos alvéolos devido à grande quantidade de moléculas de água que se encontram ali presentes e revestem, inclusive, toda a parede interna dos alvéolos. De fato, se não fosse a presença de uma substância chamada surfatante pulmunar nos líquidos que revestem os alvéolos, a Tensão Superficial no interior destes seria bem maior do que já é. Assim, podemos dizer que a grande importância do surfatante pulmonar é a sua capacidade de reduzir consideravelmente a tensão superficial dos líquidos que revestem o interior dos alvéolos e as demais vias respiratórias.
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