O Impacto Benéfico do Exercício na Depressão
- Publicado:2011-12-5 Editado:2011-12-5
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Praticar regularmente exercício físico sempre foi considerado como uma boa forma de se combater a depressão. No entanto, após ter sido feita uma revisão de diversos estudos sobre o assunto, chegou-se à conclusão que, a longo prazo, os efeitos do exercício físico sobre quem sofre de depressão são praticamente nulos.
Embora seja verdade que algumas pessoas deprimidas que foram submetidas a programas de exercícios apresentam pequenas melhoras nos sintomas da doença, também é verdade que, alguns meses depois de acabada esta intervenção, essas mesmas pessoas sentiam-se tão deprimidas como outras pessoas que não tinham participado em nenhum programa de exercícios.
Essa constatação tenho deixado surpresos muitos estudiosos pois, segundo eles mesmos afirmam, pensavam que os pacientes com depressão continuariam a sentir-se bem mesmo depois de terem terminado o programa de exercícios. Mas eles foram obrigados a concluir que os efeitos do exercício na depressão são muito reduzidos, se é que existe algum benefício.
Obviamente, essa conclusão não significa que a prática de atividades físicas não traga alguns benefícios para quem sofre de depressão. No entanto, esses não se refletem diretamente sobre a depressão. Os benefícios estão apenas relacionados com o fato de que pessoas com essa doença têm um maior risco de desenvolver doenças cardíacas e diabetes e, como é sabido, essas são condições comprovadamente beneficiadas pela prática regular de exercícios físicos. É também um fato que, cerca de 17% da população dos países ocidentais acaba por desenvolver essa doença em algum ponto da sua vida.
Segundo algumas pesquisas realizadas anteriormente, pensava-se que o exercício tinha algum impacto na depressão, a curto prazo. De fato, em 2007, através de um estudo em que participaram 202 adultos deprimidos, chegou-se à conclusão que os voluntários que participaram de uma terapia baseada em exercícios feitos em grupo sentiram exatamente as mesmas melhoras que os submetidos a antidepressivos. Isso está em harmonia com os resultados de um outro estudo realizado no mesmo ano que concluiu que os exercícios melhoram os sintomas da doença naquelas pessoas que não conseguem obter bons resultados com a medicação.
O estudo já mencionado, que chegou à conclusão que, a longo prazo, não há benefícios do exercício sobre a depressão, baseia-se em 13 estudos que incluem cerca de 700 pacientes, sendo que, metade deles, foram escolhidos de forma aleatória para que pudessem receber sessões de atividades físicas de modo a auxiliar na doença. Em média, os resultados para aqueles que fizeram exercícios foram os seguintes: logo após o final das sessões ocorreu uma pequena melhora em relação aos que não se exercitaram. No entanto, de acordo com os 5 desses estudos que acompanharam os pacientes durante um período de entre 6 e 26 meses, os benefícios da atividade física não prevaleceram.
Muito provavelmente, o que acontece é que, quando alguém que sofre de depressão passa a praticar exercício físico, isso constitui uma novidade na sua vida e reflete-se em melhoras. No entanto, quando o exercício se torna parte de uma rotina, a depressão persiste, sendo que os únicos benefícios da prática de exercício têm que ver com o bem que faz em outros problemas de saúde tais como a gipertensão ou a diabetes.
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