Medula Supra-renal
- Publicado:2010-11-8 Editado:2010-11-8
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A medula supra-renal faz parte do sistema endócrino humano e está localizada em posição retroperitonial, apresentando contacto com o pólo superior dos rins. A porção endócrina divide-se em duas partes: o córtex que apresenta hormonas corticosteróides e a medula que contém catecolaminas. Podemos observar e constatar a presença de fibras nervosas na região supra renal. A medula supra-renal é a fonte da hormona catecolamínica circulante. Secreta (expele) também pequenas quantidades de noraepinefrina. Esses compostos exercem efeitos diversos sobre o metabolismo e sobre os diferentes sistemas do corpo.
A medula supra-renal representa basicamente um gânglio simpático aumentado. Os seus corpos celulares não tem axônios. Descarregam rapidamente catecolaminas directamente para a corrente sanguínea. São por isso tratadas como células endócrinas e não como células nervosas. O tecido da medula supra-renal no adulto pesa cerca de 1 g. Esse tecido é constituído por células cromafins. A medula supra-renal é activada em ligação com o sistema nervoso simpático. Algumas acções da noraepinefrina são reproduzidas e ampliadas pela epinefrina que chega a áreas semelhantes através da circulação sanguínea. Também apresenta a capacidade de manipular os efeitos da noraepinefrina. Por exemplo, durante um episódio de hipoglicemia, a medula supra-renal é activada alternadamente sem a intervenção do sistema nervoso simpático.
Síntese e armazenamento das hormonas catecolaminergicos
Muitos fatores regulam a síntese da epinefrina e da noraepinefrina. A actividade simpática nervosa aguda activa a tirosina hidroxilase em consequência da redução das coticolaminas circulantes.
A estimulação crónica das fibras pré-ganglionares induz aumentos significativos, tanto na tirosina hidroxilase como de dopamina beta-hidroxilase. A hormona adrenocorticotrófica ajuda a manter os níveis das mesmas enzimas. Em situações stressantes, as enzimas são as seguintes: a tirosina hidroxilase e dopamina-β-hidroxilase. Por outro lado, o cortisol estimula apenas a síntese de N-metiltransferase.
Regulação da secreção da medula supra-renal
Dentro da actividade simpática encontramos: a reacção de luta ou fuga, a percepção ou antecipação de perigo (ansiedade), o traumatismo, a dor, a hipovolemia, a hipotensão, a hipóxia, os extremos de temperatura, o exercício intenso e a hipoglicemia.
Dentro da relação de luta ou fuga, podemos encontrar, por parte do hipotálamo que se encontra no cérebro, a descida de impulsos nervosos pelo tronco encefálico e pela medula activando os neurónios simpáticos da coluna lateral de onde partem os impulsos nervosos que ganham diversos órgãos. As reacções que podemos encontrar são as seguintes: transformação do glicogénio em glicose, aumento do fluxo sanguíneo muscular, aumento do ritmo cardíaco, palidez, bronco-dilatação e midríase.
Podemos igualmente contar com estímulos para a activação dos efeitos das catecolaminas como o estímulo. A acetilcolina liga-se a receptores nicotínicos e despolariza a membrana de células cromafins. Esta despolarização produz o influxo de íons de cálcio que gera a libertação das catecolaminas. O metabolismo das catecolaminas é composto basicamente por toda a epinefrina no corpo que deriva da medula supra-renal. A maior parte da noraepinefria circulante deriva das terminações nervosas simpáticas e do cérebro, tendo escapado de sua recaptação. Porém, o processo metabólico da epinefrina e da noraepinefrina acaba num dos dois produtos excretórios principais.
A epinefrina e a noraepinefrina permanecem na circulação por períodos de tempos extremamente curtos o que permite o ligeiro desaparecimento de seus efeitos dramáticos (1-3 min). 2 a 3% das catecolaminas são excretadas inalteradas na urina.
Grande parte da epinefrina é metabolizada dentro da célula crofafin quando a síntese ultrapassa a capacidade de armazenamento. A epinefrina e a noraepinefrina circulantes são metabolizadas predominantemente no fígado e no rim.
As hormonas catecolamínicas são metabolizadas por enzimas chaves, catecolaminia O-metiltransferase (C.O.M.T) e Monomina oxidase (M.A.O) + Aldeído oxidase.
A acção da medula supra-renal só pode se avaliada pela menstruação da epinefrina.
O diagnóstico é obtido através dos altos níveis plasmáticos de catecolaminas em repouso. O tratamento consiste na retirada do tumor da medula supra-renal.
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