Histidina
- Publicado:2011-12-21 Editado:2011-12-21
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Tal como acontece com a L-Arginina, a L-Histidina é nutricionalmente dispensável para a grande maioria dos adultos, pois é um dos aminoácidos codificados pelo nosso código genético. No entanto, ela é considerada fundamental para as crianças, porque a sua síntese no corpo ocorre de forma
relativamente lenta. É também essencial para os portadores de doenças renais, sendo por isso classificada como aminoácido semi-essencial.
A Histidina pode ser encontrada em abundância principalmente na hemoglobina. Para quem pretender ingerir alimentos ricos neste aminoácido, então é bom que saiba que grandes quantidades de L-Histidina no seu estado livre podem ser encontradas principalmente no peixe. Esta é um dos componentes da carnosina, da anserina e também da ergotioneína, e pode ser produzida a partir das proteínas, através do seu isolamento.
Química
A Histidina é o único aminoácido que possui um grupo imidazol básico-fraco. É normal quando ocorrem algumas reações específicas de coloração com o resíduo do imidazol, tais como a diazotização, ou reação de Pauly, e a clivagem acilativa de anel, ou reação de Bamberg, sendo que ambas as reações são utilizadas para a sua análise.
Através da alquilação com alquil haletos, a Histidina forma derivados alquilados na posição 1 do núcleo do imidazol, podendo isso por vezes também ocorrer na posição 3.
O grupo imidazol é o responsável pela formação de quelatos com os iões metálicos. Além disso, o resíduo do aminoácido Histidina em enzimas, desempenha um papel muito importante na reação enzimática. Na hemoglobina, os iões de ferro acabam por se coordenar com o núcleo do imidazol do resíduo da L-Histidina.
Podem também ocorrer algumas reações específicas com o seu resíduo que irão gerar o carboxilato pirrolidona de amónia.
Bioquímica
A Histidina é um aminoácido glicogénico, apesar de o glicogénio se formar muito lentamente. Forma também o ácido urocânico, que também pode ser chamado de ácido imidazoleacrílico, através da ação da histidase, sendo mais tarde metabolizada, sendo que pelo meio passa pela forma de ácido imidazolepropiônico e ácido formimino-glutâmico.
O grupo intermediário formimino-glutâmico é utilizado como fonte dos grupos de um carbono não só na posição 2 como também na posição 8 do núcleo da purina, podendo ainda ser utilizado para a síntese do grupo metílico.
A L-Histidina tem sido recomendada para o tratamento de doenças alérgicas, podendo ser também potencialmente útil para o tratamento de doenças cardiocirculatórias, pois tem uma ação vasodilatadora e hipotensiva a partir do sistema nervoso autónomo.
A L-Histidina é também de grande importância na eritropoese e na leucopoese, podendo assim ser usada para o tratamento de anemias.
Este aminoácido pode ainda desempenhar uma função complementar da dieta na uremia e em pediatria, especialmente nos casos em que o aporte alimentar é insuficiente.
Usos Terapêuticos
A Histidina pode ser usada como um importante ingrediente das soluções de aminoácidos e também em diversas preparações nutricionais. Além disso, é também um coadjuvante ao tratamento não só das alergias como também da artrite reumatóide.
Este aminoácido é especialmente importante na fase de crescimento, podendo também ser usado junto com antiácidos com o objetivo de se tratar a hiperacidez gástrica.
Outras notas importantes
A deficiência de Histidina pode provocar pouca audição ou até surdez.
Em alguns casos, as pessoas adquirem geneticamente uma doença chamada de Histidinanemia que consiste na não fabricação de Histidina.
Este aminoácido deve ser usado com grande cautela por parte dos pacientes maníaco-depressivos, por estes possuírem uma alta taxa histaminica. Também as mulheres que se encontram em fase de depressão pré-menstrual severa devem evitar suplementos que possuam histidina na sua composição.
Quando usada como coadjuvante ao tratamento das alergias e da artrite reumatóide, a histidina deve ser tomada em porções que podem variar entre 100 a 150mg por dia.
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