Vírus da Imunodeficiência Humana
- Publicado:2010-10-14 Editado:2010-10-14
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O vírus da imunodeficiência humana, VIH, é também conhecido por HIV (sigla referente ao nome em inglês) é o responsável pelo aparecimento da Sida.
Foi estimado pela Organização Mundial de Saúde que em 2008 existiam 33.4 milhões de infectados em todo o Mundo.
A Transmissão do Vírus
A forma mais comum se o vírus ser transmitido é através das relações sexuais não protegidas, factor que leva a Sida a ser considerada uma doença sexualmente transmissível. O contacto com sangue infectado (quer por transfusão sanguínea quer pela partilha de seringas infectadas) e de mãe para filho durante a gravidez são outras das formas de transmissão.
Factores que aumentam o risco de transmissão sexual
Existem alguns factores que aumentam o risco de transmissão do VIH numa relação sexual:
- Penetração sem a devida protecção
- Existência de outras doenças sexualmente transmissíveis
- Lesões genitais
- Vários parceiros
- Uma elevada carga viral na pessoa infectada
- Catarro
Reduzir as possibilidades contágio
O uso de preservativo, tanto masculino como feminino, de uma forma correcta reduz em muito a possibilidade de contágio, contudo existem outras hipóteses:
- Uso de lubrificante – o lubrificante vai reduzir ou mesmo evitar o aparecimento de pequenos ferimentos que aumentam o risco de contágio.
- Baixa quantidade de vírus na pessoa infectada.
- Seguir as recomendações aquando da toma de anti-retrovirais.
- Circuncisão masculina – a circuncisão masculina pode reduzir em 60% o risco de contágio.
Sintomas do VIH
Os sintomas do VIH estão repartidos por fases, conforme o tempo de infecção.
Sintomas iniciais do VIH
Mal a pessoa seja infectada pelo vírus o organismo tenta combater a infecção e entre 15 a 60 dias depois surgem sintomas parecidos aos da gripe. Por ser uma infecção com poucas características únicas na fase inicial é facilmente confundida com outras doenças como a gripe ou o dengue. Alguns dos sintomas são:
- Febre
- Cansaço
- Perda de peso
- Diarreia prolongada
- Dores musculares
- Tosse seca
- Dores de cabeça
Nesta etapa é raro os doentes consultarem um médico e mesmo que o façam a suspeita de infecção por VIH é difícil de acontecer. Os sintomas mesmo sem tratamento acabam por desaparecer.
A evolução do VIH
O vírus da imunodeficiência humana depois da fase inicial pode ficar adormecido até 20 anos e em alguns casos pode mesmo nem se chegar a manifestar. Dependendo de factores genéticos e outros factores desconhecidos, cada doente tem uma evolução mais ou menos rápida da infecção. Alguns hábitos alimentares, consumo de álcool ou o tabagismo podem acelerar a infecção.
A velocidade da propagação é definida de acordo com o número de linfócitos T CD4 no sangue. O valor normal é entre 1000 a 2500 células por ml de sangue e considera-se que uma pessoa tem uma carga viral do VIH alta quando o valor de células está acima das 100 mil por ml de sangue. O vírus vai destruindo estas células e o seu nível é usado para decidir que tratamentos usar.
- Se o nível estiver abaixo de 200 células por ml de sangue o doente está muito vulnerável e deve ser iniciado o tratamento rapidamente.
- Se as células estiverem entre as 200 e as 350 por ml de sangue é aconselhável fazer o tratamento para evitar riscos.
- Entre 350 a 500 células o doente está pouco vulnerável e é o médico que decide se o tratamento é ou não feito.
- Acima de 500 células por ml de sangue a pessoa está saudável e não é necessário qualquer tratamento.
O Tratamento do VIH
Nos dias de hoje os doentes têm um grande leque de medicamentos chamados de anti-retrovirais, que são escolhidos de acordo com o nível em que a doença está.
- Inibidor de protéase – este anti-retroviral vai impedir a enzima protéase de actuar. Esta enzima é usada pelo VIH para dividir as proteínas nascentes para produzir partículas virais do VIH.
- Inibidor de transcriptase reversa – Impossibilita a actividade da enzima utilizada pelo VIH para completar a infecção de uma célula.
- Inibidor de entrada – Impedem o vírus de entrar nas células ao evitar a fusão da membrana viral com a membrana da célula.
- Inibidor da integrase – Este inibidor estorva a acção da integrase, a enzima viral que vai infectar a célula com o VIH.
Estes tratamentos como o nome indica são apenas inibidores e não curam completamente o vírus. Prolongam a vida do paciente, atrasando a propagação da infecção, em muitos casos com efeitos colaterais devido ao seu uso como náuseas, diarreias e danos no fígado.
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