Vírus da Imunodeficiência Humana

O vírus da imunodeficiência humana, VIH, é também conhecido por HIV (sigla referente ao nome em inglês) é o responsável pelo aparecimento da Sida.

Foi estimado pela Organização Mundial de Saúde que em 2008 existiam 33.4 milhões de infectados em todo o Mundo.

A Transmissão do Vírus

A forma mais comum se o vírus ser transmitido é através das relações sexuais não protegidas, factor que leva a Sida a ser considerada uma doença sexualmente transmissível. O contacto com sangue infectado (quer por transfusão sanguínea quer pela partilha de seringas infectadas) e de mãe para filho durante a gravidez são outras das formas de transmissão.

Factores que aumentam o risco de transmissão sexual

Existem alguns factores que aumentam o risco de transmissão do VIH numa relação sexual:

  • Penetração sem a devida protecção
  • Existência de outras doenças sexualmente transmissíveis
  • Lesões genitais
  • Vários parceiros
  • Uma elevada carga viral na pessoa infectada
  • Catarro

Reduzir as possibilidades contágio

O uso de preservativo, tanto masculino como feminino, de uma forma correcta reduz em muito a possibilidade de contágio, contudo existem outras hipóteses:

  • Uso de lubrificante – o lubrificante vai reduzir ou mesmo evitar o aparecimento de pequenos ferimentos que aumentam o risco de contágio.
  • Baixa quantidade de vírus na pessoa infectada.
  • Seguir as recomendações aquando da toma de anti-retrovirais.
  • Circuncisão masculina – a circuncisão masculina pode reduzir em 60% o risco de contágio.

Sintomas do VIH

Os sintomas do VIH estão repartidos por fases, conforme o tempo de infecção.

Sintomas iniciais do VIH

Mal a pessoa seja infectada pelo vírus o organismo tenta combater a infecção e entre 15 a 60 dias depois surgem sintomas parecidos aos da gripe. Por ser uma infecção com poucas características únicas na fase inicial é facilmente confundida com outras doenças como a gripe ou o dengue. Alguns dos sintomas são:

  • Febre
  • Cansaço
  • Perda de peso
  • Diarreia prolongada
  • Dores musculares
  • Tosse seca
  • Dores de cabeça

Nesta etapa é raro os doentes consultarem um médico e mesmo que o façam a suspeita de infecção por VIH é difícil de acontecer. Os sintomas mesmo sem tratamento acabam por desaparecer.

A evolução do VIH

O vírus da imunodeficiência humana depois da fase inicial pode ficar adormecido até 20 anos e em alguns casos pode mesmo nem se chegar a manifestar. Dependendo de factores genéticos e outros factores desconhecidos, cada doente tem uma evolução mais ou menos rápida da infecção. Alguns hábitos alimentares, consumo de álcool ou o tabagismo podem acelerar a infecção.

A velocidade da propagação é definida de acordo com o número de linfócitos T CD4 no sangue. O valor normal é entre 1000 a 2500 células por ml de sangue e considera-se que uma pessoa tem uma carga viral do VIH alta quando o valor de células está acima das 100 mil por ml de sangue. O vírus vai destruindo estas células e o seu nível é usado para decidir que tratamentos usar.

  • Se o nível estiver abaixo de 200 células por ml de sangue o doente está muito vulnerável e deve ser iniciado o tratamento rapidamente.
  • Se as células estiverem entre as 200 e as 350 por ml de sangue é aconselhável fazer o tratamento para evitar riscos.
  • Entre 350 a 500 células o doente está pouco vulnerável e é o médico que decide se o tratamento é ou não feito.
  • Acima de 500 células por ml de sangue a pessoa está saudável e não é necessário qualquer tratamento.

O Tratamento do VIH

Nos dias de hoje os doentes têm um grande leque de medicamentos chamados de anti-retrovirais, que são escolhidos de acordo com o nível em que a doença está.

  • Inibidor de protéase – este anti-retroviral vai impedir a enzima protéase de actuar. Esta enzima é usada pelo VIH para dividir as proteínas nascentes para produzir partículas virais do VIH.
  • Inibidor de transcriptase reversa – Impossibilita a actividade da enzima utilizada pelo VIH para completar a infecção de uma célula.
  • Inibidor de entrada – Impedem o vírus de entrar nas células ao evitar a fusão da membrana viral com a membrana da célula.
  • Inibidor da integrase – Este inibidor estorva a acção da integrase, a enzima viral que vai infectar a célula com o VIH.

Estes tratamentos como o nome indica são apenas inibidores e não curam completamente o vírus. Prolongam a vida do paciente, atrasando a propagação da infecção, em muitos casos com efeitos colaterais devido ao seu uso como náuseas, diarreias e danos no fígado.

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