Tétano
- Publicado:2010-11-4 Editado:2010-11-4
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Tétano é uma doença que em quase todos os casos leva a morte. É causado por uma neurotoxina que é produzida pela bactéria anaeróbica Clostridium tetani.
A primeira incidência de tétano já registrada data do século V a.C., por Hipocrates que faz um relato da doença descrevendo-a em todos os aspectos, mas a descoberta da causa sucedeu no ano de 1884 por Carle e Rattone. Durante a Primeira Guerra Mundial foi implantada a primeira vacina, porém, a produção do antídoto era feita através da injeção de uma toxina e aconteceu desta forma durante muitos anos. O soro produzido era rico em anticorpos antitoxina todavia o processo desencadeava reações imunitárias em relação aos anticorpos do cavalo a esse problema foi dado o nome de doença do soro, em decorrência desse fato cada pessoa só poderia receber a vacina uma vez na vida caso contraria a reação se tornava fatal.
Nos podemos encontrar a bactéria em dejetos humanos ou de animais que são depositados na areia ou na terra. A infecção acontece quando ocorre a entrada de areia infestada pela bactéria em qualquer tipo de ferimento. As complicações da doença incluem espasmos da laringe, fraturas de ossos longos em decorrência de espasmos violentos, hiperatividade do sistema nervoso autônomo e etc.
Existem três casos de incidência clinica de tétano totalmente diferentes: local que é considerado incomum, cefálico é denominado raro e o generalizado que é o mais comum, o tratamento deste caso (generalizado) é aplicado em aproximadamente 80% dos casos.
A prevenção desta doença se da a partir do momento em que há a preocupação por parte da população em higienizar corretamente os ferimentos não os deixando expostos assim como também possíveis fraturas, tratar corretamente queimaduras e mordidas de animais para que não ocorra a proliferação da bactéria pelo organismo. O tétano também pode ser evitado, se você tem um animal em casa basta vaciná-lo anualmente usando um soro antitetânico antes de pensar em submeter o animal a uma possível intervenção cirúrgica, se for preciso, é primordial a assepsia regular de todos os instrumentos antes do uso para evitar qualquer tipo de infecção.
Para saber se você ou seu animal tem tétano é simples, recolha o liquido do ferimento e leve ao laboratório. Verifique se há sinais de tétano em seu animal como: mastigação fraca, rigidez muscular, ereção da orelha, protusão de membrana nicititante, ventre recolhido, pescoço estendido para frente e cabeça mais ou menos fixa, patas abertas e tesas, narinas dilatadas, tremores musculares e etc.
O tratamento dessa doença é feito a partir do momento em que você lava o ferimento e submete antídoto ao paciente. O antídoto (vacina) funciona da seguinte forma: um anticorpo se liga à toxina e impede a mesma de executar sua função. Também são aplicados agentes que eliminam a bactéria, mas não agem sobre a toxina gerada por elas. Para reduzir a ansiedade e a resposta espásmica aos estímulos, são aplicados Diazepan e outros medicamentos que são depressores do Sistema Nervoso Central. O tratamento em animais é considerado difícil e problemático por isso torna-se necessária a presença de um veterinário que aplicará o soro em doses fortes acima de 100 000 unidades.
Por isso em caso de ferimentos profundos, é indispensável a solicitação de um medico, se o mesmo encontrar riscos, ele estudara a possibilidade da aplicação do soro antitetânico.
De acordo com o calendário de vacinação infantil proposto pela Sociedade Brasileira de Pediatria no ano de 2009, a vacina contra o tétano deveria ser aplicada em três doses aos 2, 4, 6 meses, necessitando de dois reforços aos 15 meses e entre 4 e 6 anos.
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