Sem Sono

Cada vez mais pessoas na sociedade actual se queixam de não dormirem tanto quanto deviam, o que revela ser um dado extremamente preocupante, já que afecta o seu rendimento diário a nível tanto profissional como emocional. Contudo, não dormir a quantidade de sono adequada pode dever-se a vários factores, como deitar-se tarde, ou levantar mais cedo do que o habitual. Todavia, para muitas pessoas a insónia inibe a sua capacidade de apresentarem uma quantidade de horas normal de sono, o que condiciona em larga escala as actividades diárias dos indivíduos afectados.

A insónia é, então, um distúrbio ao nível do sono que afecta esta actividade do indivíduo, propiciando que este tenha maiores dificuldades em adormecer ou manter-se num estado de adormecimento. A insónia não é uma doença que afecte uma pessoa apenas por que esta teve mais dificuldade em adormecer uma noite devido a algum acontecimento, é antes uma incapacidade repetida em manter uma actividade tão essencial para o corpo humano como o sono. Esta patologia afecta maioritariamente pessoas jovens, entre os 20 e os 40 anos, prevalecendo com uma maior taxa de incidência em pessoas do sexo feminino, e é considerada como a doença do sono mais comum na sociedade actual.

A insónia pode ser uma doença isolada, à qual é considerada primária, como também pode aparecer associada a outras doenças que afectem a qualidade do sono do indivíduo, caso em que é designada como secundária. Dentro deste último exemplo, pode também estar ainda distúrbios associados a esta actividade devido à toma de certos medicamentos, que, conforme indicado no respectivo folheto de instruções, podem favorecer o aparecimento de insónias.

É claro que qualquer paciente está também interessado em saber quanto tempo poderá demorar a insónia a passar. É importante, portanto, saber que esta patologia é extremamente inconstante, podendo prevalecer no doente durante alguns dias até vários meses ou anos. O paciente pode, então, sofrer de uma insónia transiente, doença que pode durar até três semanas e que é devida a problemas do foro emocional do paciente, tais como problemas amorosos ou sentir falta de algum parente querido que tenha falecido. Além desta, o paciente pode apresentar também outro tipo de insónia, designada intermitente, que, como o próprio nome indicia, aparece apenas com um certo período de tempo de intervalo. Entre os momentos nos quais o paciente manifesta insónia, este consegue desenvolver um sono equilibrado e bastante prolongado. Por fim, o último tipo de insónia considerado é a crónica, que dura mais de três semanas, não deixando o doente dormir nas quantidades que deveria durante um intervalo de tempo extremamente largo. Este tipo de insónia pode dever-se a inúmeros factores, como um stress contínuo, abuso de certas substâncias tóxicas para dormir ou ainda hábitos de sono inadequados.

A insónia mostra-se, portanto, como uma doença que, apesar de não ser muito grave, afecta de forma considerável o rendimento das pessoas ao longo do dia. Pode tentar ser tratada recorrendo a determinados medicamentos, psicoterapia, mudança dos hábitos de dormir e ainda é sugerido fazer acupunctura. Todas estas medidas contribuem para que o indivíduo possa apresentar um sono com a quantidade de horas adequado à idade do indivíduo, contrariando assim a insónia. Esta é uma patologia que tem tendência para se ir manifestando ainda mais nos indivíduos com o passar da idade, manifestando estes uma maior dificuldade em dormir. Assim, caso uma pessoa evidencie certas dificuldades em realizar uma actividade tão essencial para o organismo como o sono, deve-se recorrer à ajuda de um especialista, para que o ser humano volte a apresentar hábitos de dormir correctos.

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