Pedras nos Rins
- Publicado:2011-12-1 Editado:2011-12-1
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Muito provavelmente, você já ouviu falar de alguém que tem problemas de pedras nos rins, ou cálculos renais. Só nos Estados Unidos, a cada ano entram nos hospitais cerca de 300.000 pacientes com dores causadas por pedras nos rins. As dores podem ser excruciantes, havendo mesmo quem diga que são piores que as dores de parto.
Algumas pessoas acham que as pedras nos rins são um problema de saúde relativamente recente, que possivelmente tem algo a ver com a dieta ou o estilo de vida modernos. No entanto, a verdade é que, pedras no trato urinário têm afligido a humanidade há séculos, sendo que foram encontradas pedras nos rins até mesmo em múmias egípcias com milhares de anos.
As pedras formam-se quando os minerais na urina começam a agrupar-se e a aumentar, em vez de serem diluídos e eliminados pelo corpo através da urina. Essas pedras assumem vários formatos e são compostas de muitas substâncias. Segundo a revista “Clinical Symposia”, nos Estados Unidos, cerca de 75% de todas as pedras nos rins são compostas principalmente de oxalato de cálcio, cerca de 5% são compostas de puro fosfato de cálcio.
Incidência e Causas
Segundo certo relatório, há aproximadamente 10 por cento de homens e 5 por cento de mulheres na América do Norte que, no decorrer da sua vida, desenvolverão pedras nos rins, sendo que a taxa de recidiva é alta. De fato, cerca de 20% das pessoas que têm pedras nos rins desenvolverão outra pedra dentro de cinco anos.
Ao longo dos tempos, os médicos têm se questionado sobre o motivo de algumas pessoas desenvolverem pedras nos rins, e outras não. A formação de pedras nos rins pode ocorrer por muitas razões, entre as quais certas disfunções no metabolismo do corpo, infecções, disfunções herdadas, desidratação crónica e alimentação.
Aproximadamente três quartos das pedras nos rins são eliminadas espontaneamente durante a micção. Para ajudar a eliminá-las, os pacientes são incentivados a beber muita água. Embora essas pedras sejam relativamente pequenas, e quase sempre praticamente invisíveis, as dores podem ser muito fortes. Se ocorrer o bloqueio do trato urinário ou se a pedra for demasiado grande para passar, sendo que em alguns casos atingem o tamanho de uma bola de golfe, é necessário tratamento médico para preservar a saúde do paciente.
Novos Tratamentos
Até por volta do ano de 1980, era necessária a realização de uma grande cirurgia para remover as pedras nos rins que não eram expelidas junto com a urina. Para se conseguir alcançar a pedra presa no rim ou no trato urinário, era feita uma dolorosa incisão, com cerca de 30 centímetros de extensão, no flanco. Após a cirurgia, geralmente era necessário um período de duas semanas de recuperação com internamento num hospital e ainda mais uns dois meses de recuperação em casa. No entanto, com os mais recentes avanços tecnológicos, a necessidade de remoção por cirurgia aberta é muito rara.
Mesmo as pedras mais difíceis podem ser removidas por uma técnica que usa apenas uma cirurgia mínima. Uma outra técnica, que é muito usada atualmente, chama-se litotripsia de onda de choque extracorpórea e não exige nenhuma cirurgia. De fato, nos nossos dias, uma grande cirurgia semelhante à que era feita no século XIX apenas é necessária em cerca de um por cento de todas as pedras nos rins.
Prevenção
Visto que são muitas as vezes que as pedras nos rins reaparecem, se você já as teve alguma vez, então com toda a certeza terá a sensatez de acatar o conselho de beber bastante água Sendo que se recomenda uma eliminação urinária de cerca de dois litros por dia, isso significa que você terá que beber mesmo muita água.
Além disso, será sábio da sua parte ajustar a sua dieta. Algumas das costumeiras recomendações médicas passam por limitar o consumo de: carnes vermelhas, sal, e alimentos de alto teor de oxalato, que é um dos principais minerais que compõem as pedras dos rins. Entre os alimentos que contêm oxalato estão as nozes, o chocolate, a pimenta-do-reino e os vegetais folhosos, como é o caso do espinafre. Antigamente, os médicos também recomendavam a redução do consumo de cálcio, mas algumas pesquisas recentes mostram que, ao contrário do que se pensava, um aumento de cálcio na alimentação ajuda a diminuir a tendência para a formação de pedras.
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