O Que é a Vertigem?
- Publicado:2010-12-30 Editado:2010-12-30
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A vertigem consiste numa sensação de movimento ou de rotação ou na impressão de que os objectos mais próximos se movem ou giram, estes sintomas são puramente psicológicos, e esta situação acompanha-se, habitualmente, de náuseas e de perda de equilíbrio.
Geralmente, a palavra “tontura” é usada para descrever uma ligeira dor de cabeça, uma sensação de desmaio, ou inclusive falta de forças. No entanto, só a verdadeira tontura, a que os médicos chamam de “vertigem”, provoca uma sensação de movimento ou de rotação. A sensação de vertigem pode ser momentânea, pode durar horas, pode até durar vários dias. Quem experiência esta sensação costuma sentir-se melhor deitado e imóvel, no entanto, pode continuar mesmo permanecendo totalmente parado.
Não é uma doença, mas uma manifestação de um problema orgânico ou de um desajuste funcional dos elementos que participam na manutenção do equilíbrio corporal. Resulta de uma falha na comunicação entre o cérebro e as fontes de informação. A informação recebida pelo cérebro sobre a posição do corpo e os seus movimentos proveniente de três fontes: a sensibilidade, que regista a posição das diferentes partes do corpo, a visão, que determina a relação do corpo relativamente ao espaço circundante, e o órgão do equilíbrio do aparelho vestibular, que pressente os movimentos da cabeça. Com a informação proveniente destas fontes, o cérebro pode avaliar o estado estático ou dinâmico do corpo e coordenar os ajustes necessários para manter o equilíbrio. A crise pode ser única, repetir-se isolada e imprevisivelmente ou apresentar-se com uma certa frequência, umas vezes com intervalos irregulares e outras de um modo mais regular.
As pessoas mais sensíveis podem até sentir tonturas sem causa aparente, ou seja, sem que exista qualquer alteração no ouvido interno, nem nas estruturas encefálicas que controlam o equilíbrio, estas são as “falsas vertigens”.
Convém recordar que a vertigem pode ser originada apenas por movimentos bruscos (que o cérebro não planeia) ou simplesmente por girar com rapidez sobre si mesmo, principalmente no momento em que se pára. Existe também uma sensação típica de vertigem que, por vezes, pode ser sentida quando estamos num sítio alto, por exemplo num andaime ou escadote: trata-se da chamada “vertigem das alturas” e acontece principalmente devido à falta de referência de um ponto visual próximo, juntamente com a sensação de insegurança e uma espécie de atracção pelo vazio, por outras palavras, o cérebro está geograficamente perdido.
Outro caso é o “enjoo do movimento”, que surge ao viajar de carro, numa estrada com muitas curvas, ou de barco quando existe mais oscilação. Deve-se, principalmente, à informação recebida pelo cérebro, relativamente à posição do corpo, que não é estável devido aos inesperados movimentos oscilantes. Nestes casos, não existe nenhuma anomalia anatómica subjacente, mas apenas uma alteração momentânea que pode ser tratada unicamente com uso de fármacos.
O tratamento depende da causa subjacente à vertigem. Os fármacos que aliviam a vertigem moderada são: a meclizina, dimenidrinato, perfenazina, escopolamina. Esta última é particularmente útil na prevenção do enjoo resultante do movimento e pode aplicar-se sob a forma de emplastro cutâneo, cuja acção neste caso dura vários dias. Todos estes fármacos podem causar sonolência, especialmente nas pessoas de idade avançada. A escopolamina em forma de emplastro é a que tende a produzir menos sonolência.
Se sofre de vertigens não precisa de se preocupar em demasia, é perfeitamente normal, não é uma doença considerada grave, a menos que surja com muita frequência, nesse caso pode apenas ser um sintoma de outra doença.
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