O Que as Mulheres Devem Saber a Respeito do Cancro da Mama
- Publicado:2011-12-23 Editado:2011-12-23
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O número de casos de cancro de mama continua a aumentar em todos os continentes. Estima-se que, atualmente, mais de um milhão de novos casos sejam diagnosticados anualmente.Sabemos que a maioria dos cancros de pele são causados pela exposição aos raios ultravioleta do Sol. A maioria dos cancros de pulmão são provocados pelo fumo. Mas ainda não se conseguiu estabelecernenhuma causa específica para o cancro de mama.No entanto, segundo pesquisas recentes, sabe-se fatores genéticos, ambientais e hormonais podem estar relacionados com a incidência de cancro de mama.
Histórico Familiar
Quando uma mulher tem alguém da família com cancro de mama, como a mãe, uma irmã, ou talvez até uma tia ou a avó maternas, existe uma possibilidade maior de desenvolver cancro da mama. E se várias delas tiveram passado por essa doença, então o risco aumenta.Mas, apesar de os fatores hereditários estarem envolvidos, estes talvez sejam apenas responsáveis por entre 5% a 10% de todos os cancros de mama. Talvez o problema tenha mais a ver com fatores ambientais pois, pessoas da família com os mesmos genes normalmente também partilham o mesmo ambiente.
Fatores Ambientais
Visto que o seio feminino é uma das partes mais radiossensíveis do corpo, as mulheres que ficam expostas à radiação ionizante correm um risco maior de contrair cancro de mama, acontecendo o mesmo com mulheres expostas a substâncias químicas tóxicas.Outro fator ambiental relacionado com o cancro da mama são os hábitos de alimentação. Segundo tem sido sugerido, talvez o cancro de mama seja uma moléstia causada pela deficiência de vitaminas, como por exemplo, a falta de vitamina D, sendo que esta vitamina ajuda o corpo a absorver o cálcio, que por sua vez ajuda a evitar o crescimento descontrolado das células.Outros estudos associam o consumo de gordura, não como causa, mas como podendo induzir ao cancro de mama. Segundo declarações da revista FDA Consumer, os índices de morte por cancro de mama são mais elevados em países como os Estados Unidos, em que o consumo de gordura e proteína animal é elevado. Por outro lado, as japonesas historicamente têm um baixo risco de contrair cancro de mama, estando esse risco a aumentar recentemente com a ocidentalização dos seus hábitos alimentares. Ou seja, devido à mudança de uma dieta baixa em gordura para uma dieta alta em gordura, o número de casos de cancro na mama entre as japonesas tem vido a aumentar.Segundo certo estudo recente, o verdadeiro risco pode estar no consumo de uma grande quantidade de calorias numa dieta rica em gordura. De fato, o excesso de calorias pode gerar um excesso de peso, sendo que as mulheres obesas correm um risco três vezes maior de contrair cancro de mama, especialmente depois da menopausa. A gordura acumulada produz estrogénio, que é uma hormona feminina que pode agir danosamente contra o tecido mamário, provocando o cancro.
Histórico Pessoal e as Hormonas
Dentro da mama da mulher existe um rico reduto hormonal que faz com que sejam produzidas mudanças no seio durante toda a vida. No entanto, em algumas mulheres, a exposição do tecido mamário à prolongada estimulação hormonal pode dar origem a uma série de mudanças citológicas que, por fim, resultarão em conversão maligna, ou cancerosa.Alguns boletins informativos sobre a relação entre o uso de contraceptivos orais e o cancro de mama sugerem que estes constituem um risco reduzido. No entanto, está a emergir um subgrupo de mulheres que correm um risco maior, que inclui as mulheres mais jovens, mulheres que não tiveram filhos, e mulheres que usaram pílulas anticoncepcionais por um longo período, sendo que nestas, talvez o risco de contrair cancro de mama seja até 20% superior.Mesmo assim, em cada 4 mulheres com cancro de mama, 3 não conseguem indicar algo específico que tenha contribuído para a sua doença. De modo que, segundo informações da FDA Consumer, todas as mulheres deveriam ser tratadas como sérias candidatas a contrair cancro de mama.
Por Que São Vulneráveis
Um exame da estrutura do seio feminino ajuda-nos a entender por que ele é tão vulnerável ao cancro. Dentro do seio feminino existem canais, minúsculas passagens, que canalizam o leite dos lóbulos produtores até o mamilo. Ao longo desses canais existem algumas células que se dividem e mudam continuamente mediante o ciclo mensal da mulher, de modo a prepararem-na para a gravidez, a lactação e a amamentação do bebé. A maioria dos cancros da mama desenvolve-se nesses canais.O cancro de mama tem início quando uma célula irregular se divide, perdendo o controlo do seu mecanismo de crescimento e começa a proliferar. Essas células não param de se reproduzir e, com o tempo, sobrepujam o tecido sadio circundante, fazendo com que o órgão outrora sadio se transforme em órgão doente.
Metástase
Quando o cancro fica restrito ao seio, é possível remover a malignidade. Mas, quando o cancro de mama se alastra a distantes partes do corpo, ele é chamado de cancro de mama metastático, sendo esta a mais provável causa de morte em pacientes com cancro de mama. À medida que as células cancerígenas se começam a multiplicar no seio, elas podem começar a sair do local do tumor primário e penetrar nas paredes dos vasos sanguíneos e nos gânglios linfáticos.Dessa forma, as células tumorais podem migrar a distantes partes do corpo. Quando estas conseguem escapar às defesas imunológicas do organismo, elas podem estabelecer-se em órgãos vitais, como o fígado, os pulmões e o cérebro. A partir daí, elas podem proliferar e alastrar-se novamente, depois de tornar cancerosos estes órgãos. A partir do momento em que começa a metástase, a vida da mulher está em perigo.Assim, podemos dizer que a chave da sobrevivência é conseguir detetar o cancro de mama nos primeiros estágios de sua evolução, antes que este tenha oportunidade de se alastrar.
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