Leucemia Mieloide Aguda

Este é um tipo particular de leucemia, um cancro que afecta células do sangue. A leucemia mielóide aguda é também conhecida por leucemia mielogênica aguda ou leucemia não linfocítica aguda, e trata-se de um tipo particular de cancro do sangue. Ao longo deste artigo iremos explicar quais são as implicações desta doença, os seus sintomas, quem pode ser afectado pela mesma e os tratamentos existentes.

O que acontece na leucemia mielóide aguda?

As células afectadas por este tipo de leucemia são, principalmente, os conhecidos glóbulos brancos, os quais começam a ser produzidos com sérias deficiências. Esses glóbulos malignos não chegam a cumprir as suas funções normais e, além disso, têm tendência a acumular-se na medula óssea.

A consequência dessa acumulação é ainda pior do que não serem funcionais, pois irão afectar a produção e o desenvolvimento de novas células do sangue. Assim, apesar de os glóbulos brancos serem as primeiras células do sangue afectadas pela doença, haverá consequências na produção de plaquetas e de glóbulos vermelhos.

População afectada

Esta doença não é muito comum em termos gerais, afectando uma percentagem muito pequena das mortes por cancro. Mas, mesmo assim, é das mais comuns em termos de desenvolvimento rápido.

É mais frequente que ocorra em adultos e idosos, pelo que é normal que, à medida que a população mundial aumenta a esperança média de vida, também os casos desta doença aumentem.

Quais os sintomas desta doença?

Devido às alterações na produção de células de sangue, o número total dos seus diferentes tipos decai. A falta dos glóbulos brancos faz diminuir as defesas do organismo e ao mesmo tempo aumenta o risco de diversas infecções. Quando o doente tem algum tipo de infecção, o controlo dessa por parte do organismo é muito mais complicado, podendo necessitar de tratamentos complementares para infecções normalmente combatidas pelo organismo.

Já a falta dos glóbulos vermelhos leva ao desenvolvimento de anemia. As consequências dessa são bem conhecidas: a falta de ar (devido a um transporte deficiente do oxigénio), a consequente fadiga e também a palidez. Há ainda o risco de hemorragias maiores do que seria de esperar, mesmo em traumas menores, devido à falta de plaquetas. É comum alguns pacientes estarem, mais propícios a ter hematomas.

Mas, numa fase inicial da doença, os sintomas podem não ser muito específicos. Poderá apenas pensar que tem uma gripe devido à febre, às dores corporais (normalmente a nível das articulações) e à falta de ar. É normal haver perda de apetite e diminuição no peso também. Ou, noutros casos, é ainda possível nem sentir sintomas, sendo que o diagnóstico é apenas feito pelas análises ao sangue de rotina.

Um dos maiores riscos desta doença é o seu desenvolvimento rápido, que pode ocorrer em meses ou semanas. Daí se dizer que este é um tipo de leucemia aguda. É necessário fazer um tratamento adequado o mais rapidamente possível pois, caso isso não seja feito a tempo, esta doença pode ser fatal.

Tratamentos disponíveis e possibilidades de cura

Apesar de ser uma doença rápida na progressão, esta é também uma doença com boas possibilidades de cura. Um dos principais tratamentos é a habitual quimioterapia, mas a maioria dos doentes necessita ainda de um transplante de medula óssea.

A taxa de sucesso dos tratamentos é bastante elevada, mas depende também da idade e saúde do paciente. Pessoas jovens que suportam tratamentos intensos têm probabilidades maiores de se curar. Mesmo assim, até pessoas de idade mais elevada conseguiram superar a leucemia mielóide aguda através dos métodos de tratamentos disponíveis.

Esta é, sem dúvida, uma doença em que vale a pena tentar os tratamentos que existem.

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