Insuficiência Cardíaca
- Publicado:2010-10-28 Editado:2010-10-28
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A insuficiência cardíaca é uma doença muito comum hoje em dia, principalmente devido a ser causa de muitas outras doenças e hábitos incorrectos que temos. Ao contrário do que se pensa, insuficiência cardíaca não indica uma paragem do funcionamento do coração, mas sim um mau funcionamento do mesmo, devido à incapacidade de se contrair adequadamente ou de não bombear o sangue à velocidade adequada.
Epidemiologia
No mundo existem cerca de 23 milhões de casos contabilizados. Por exemplo, na América é o maior problema de saúde existente, já que mais de 5 milhões dos casos totais são originários deste país, o que é um pouco mais de um quarto da totalidade das pessoas que sofrem de insuficiência cardíaca.
Causas
A insuficiência cardíaca, apesar de ser considerada uma doença é geralmente causada por outras doenças. Basicamente trata-se da consequência de doenças ou outros factores que esforcem ou dificultem o bombear do sangue por parte do coração.
Doenças a nível do próprio coração, como a doença do miocárdio; alterações no ritmo, as chamadas disritmias, e da frequência cardíaca (bloqueio cardíaco e fibrilação auricular); inflamações no coração (devido a acção de bactérias ou vírus); insuficiência das válvulas do coração, nomeadamente as valvulopatias aórtica e mitral, no que diz respeito à sua capacidade de abertura para deixar o sangue sair/entrar no coração, entre outras doenças a nível do músculo e das válvulas. É de notar também que certas doenças a nível das veias e artérias podem comprometer o bom funcionamento do coração, por exemplo, quando o fluxo de sangue que chega a esse músculo é reduzido devido a lesões nas artérias ou mesmo a hipertensão, ou seja, uma tensão arterial elevada.
Mas há outras doenças (que não sejam a nível do aparelho circulatório) mas também podem causar insuficiência cardíaca, tais como uma anemia grave; doenças pulmonares tais como a bronquite crónica, a asma; doenças que provoquem uma necessidade extra de oxigénio e/ou nutrientes em determinada parte do corpo, entre outras.
Não falando de doenças, há outros factores que também favorecem o desgaste do coração e consequentemente insuficiência cardíaca como o tabagismo, idade avançada, obesidade…
Fisiopatologia
Apesar de ser a nível do coração, a insuficiência cardíaca trás consequências para todo o corpo, já que este musculo bombeia o sangue de modo a ser levado oxigénio e nutrientes a todas as nossas células.
A nível do coração, há alterações na forma e estrutura do músculo aumentando muitas vezes de volume. Também é consequência da insuficiência cardíaca uma dificuldade acrescia de fazer os nutrientes chegar onde são necessários.
Em termos mais gerais, quando a insuficiência cardíaca é leve, a pessoa pode apenas notar a insuficiência cardíaca ao fazer esforços físicos. Mas nos casos mais graves mesmo em repouso é incómodo para o paciente.
É de notar que dependendo do lado do coração com problemas há consequências distintas: se for do lado direito, os pés, as mãos, as pernas, os tornozelos e o abdómen incham; se for no lado esquerdo há uma acumulação de líquido nos pulmões que pode provocar a morte.
Diagnóstico
Normalmente bastam os sintomas para diagnosticar a insuficiência cardíaca, já que são bastante evidentes. Estes prendem-se com a dificuldade em respirar, tosse seca e persistente, dilatação das veias do pescoço, inchaços em diversas partes do corpo, como pés, mãos, pernas ou tornozelos, cansaço excessivo mesmo sem fazer esforços, entre outros.
Mas, para conformar, já que estes sintomas são gerais e nem todas as pessoas apresentam os mesmos sintomas e muito menos na mesma intensidade, são feitos alguns exames. Os mais frequentes são a radiografia que confirma o aumento do coração e a ecocardiografia em que é possível confirmar no momento se há ou não insuficiência cardíaca.
Tratamento
O tratamento depende das causas, pois se for causada por uma doença em particular, é feito o tratamento dessa doença, por exemplo através de medicamentos ou cirurgia.
Mas há factores da responsabilidade do doente que devem sempre ser tomados em conta já que este pode alterar certos comportamentos tendo em vista a diminuição da insuficiência cardíaca. São exemplos disso: emagrecer; deixar de fumar, reduzir o consumo de sal, não beber bebidas alcoólicas, evitar actividades físicas muito intensas e não ingerir grandes quantidades de líquidos.
Se suspeita de insuficiência cardíaca não espere para consultar o seu médico e comece desde já a alterar hábitos que possam ser prejudiciais.
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