Hepatite A: Quais os sintomas?
- Publicado:2010-04-18 Editado:2010-04-18
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A hepatite A – conhecida como hepatite infecciosa – é uma doença aguda do fígado provocada por um vírus, o qual pertence à família dos picornavirus e é muito resistente a condições externas adversas e bastante maligno. A hepatite A é, porém, uma doença sem grande gravidade a não ser que se desenvolva em hepatite fulminante, o que é raro. O vírus HAV – vírus da hepatite A – está na origem de mais de 40% dos casos de hepatite, sendo que metade da população já se confrontara com este vírus.
CAUSAS DA HEPATITE A E FACTORES DE RISCO
O contacto com o vírus pode ser feito através de alimentos mal preparados, de água contaminada com fezes, do sexo oral-anal, assim como da prática dígito-anal-oral. Também é possível contrair esta doença através da ingestão de marisco proveniente de águas contaminadas. Trata-se de uma doença bastante frequente em países com condições de vida económicas e educacionais desfavoráveis. Assim sendo, é necessário ter uma boa higiene de vida e condições sanitárias favoráveis para impedir que a doença se alastre. Esta doença é mais frequente nas seguintes zonas geográficas: na Europa de Leste, na África, na Ásia e na América do Sul.
SINTOMAS POR VEZES AUSENTES
Algumas hepatites A passam despercebidas, nomeadamente na criança. Pouco específicos, os sintomas, quando existem, dependem, é claro, do nosso organismo. Poderemos, desta forma, sentir cansaço, dores de cabeça, dores abdominais, náuseas, falta de apetite, dores articulares e dores urticárias.
Além do fígado, o baço pode também ele ficar inflamado. Porém, e regra geral, a hepatite A é assintomática em 90% dos casos. Acontece que, muito frequentemente, os sintomas são em muito semelhantes aos da gripe. Pois, à semelhança da gripe e como já mencionámos, a hepatite A provoca dores de cabeça, febre, um mal-estar generalizado e uma certa sensação de fraqueza.
A confirmação da doença advém com a realização de exames biológicos. As enzimas hepáticas estão elevadas e a presença de anticorpos anti-HAV permite determinar que se trata de uma hepatite causada pelo vírus A.
A incubação do vírus da hepatite A é geralmente de aproximadamente um mês (2-4 semanas). É possível surgir, de 15 a 45 dias depois do contacto com o vírus, a icterícia. O doente fica assim com a pele e os olhos amarelos. A urina é pouco abundante e a sua cor escurece por causa da presença nela de pigmentos biliares. A falta de secreção biliar é outro sintoma.
A icterícia tem geralmente uma duração de 2 a 6 semanas, período durante o qual a fadiga e as náuseas persistem. Este período está em geral associado a uma perda de peso. O vírus contamina primeiro o intestino através dos enterócitos da mucosa onde se multiplica. Introduz-se a partir daí na circulação sanguínea até chegar às células do fígado, isto é, aos hepatócitos. A pele e os olhos ficam amarelos porque a bilirrubina não é removida pelo fígado inflamado e entra assim na corrente sanguínea.
Passada esta fase ictérica, o doente recupera a sua cor habitual e volta a ter apetite. Em certos casos (mais raros, estes), a doença pode prolongar-se durante vários meses, sendo que nunca se transforma, no entanto, numa patologia crónica. A hepatite A tem cura. O doente não é normalmente hospitalizado e a baixa médica raramente ultrapassa um mês. A idade do paciente poderá ter alguma influência na evolução e progresso da patologia, tendo em conta que a doença no caso dos doentes com mais idade poderá ser mais grave e mais longa.
Nos casos em que a hepatite A é mais grave, esta pode traduzir-se em problemas mais complexos que podem levar a episódios de inconsciência e inclusive ao coma. Nesta situação, o paciente deve ser imediatamente hospitalizado.
CONCLUSÃO
A hepatite A é uma doença infecciosa que pode ser evitada se tivermos um maior cuidado com a nossa higiene. Devemos ter em atenção aquilo que comemos e a forma como vivemos para que não entremos em contacto com o vírus, cuja incubação, como já vimos, passa na maioria dos casos despercebida. Os sintomas provocados pela incubação do vírus A são muito similares aos da gripe. A confirmação da doença faz-se recorrendo a exames laboratoriais, sendo que o sintoma mais visível é a coloração amarela da pele e dos olhos passado aproximadamente um mês. É de salientar o facto de poder existir uma recaída. A cura acaba por acontecer em todos os casos.
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