Doença Pulmonar Crónica Obstrutiva
- Publicado:2011-11-14 Editado:2011-11-14
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A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica é caraterizada por uma limitação do fluxo aéreo que não será totalmente reversível com o tratamento instituído. Esta dificuldade respiratória geralmente tem uma tendência para aumentar e está associada a um processo inflamatório como resposta à agressão do pulmão através da inalação de partículas ou germes nocivos.
Em Portugal, a estima-se que esta doença afete cerca de 5,3% das pessoas com idades compreendidas entre os 35 e os 70 anos, afetando principalmente a pessoas do sexo masculino. No entanto, este perfil tem vindo a alterar-se, estando o número de homens afetados por este problema a diminuir e o número de mulheres a aumentar. Isso está acontecer pois esta doença está intimamente relacionado com o fumo.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica é responsável por 29 milhões de anos de incapacidade e por um milhão de anos de vidas perdidas ao redor do mundo. Aliás, segundo estudos recentes, estima-se que 10% da população mundial com mais de 40 anos sofra de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica.
Do mesmo modo, também em Portugal o número de internamentos relacionados com esta doença tem vindo a aumentar largamente ao longo dos últimos anos. Em mais de 90% das situações clínicas, as pessoas internadas com esta doença são fumadores.
Diagnóstico
O diagnóstico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica costuma ser feito após se questionar os utentes se têm tosse persistente, expectoração, falta de ar e cansaço para médios e pequenos esforços.
O meio mais eficaz para se diagnosticar a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica é a realização de um exame intitulado de Espirometria cuja finalidade é o diagnóstico, prognóstico e monitorização da doença.
A Espirometria deve ser realizada o mais cedo possível, pois é através deste exame que se consegue confirmar o grau da limitação obstrutiva do fluxo aéreo. O pior é que esta limitação ventilatória não é totalmente reversível, mesmo após a administração de um broncodilatador.
Tratamento
Além de ser necessário parar de fumar, quem sofre desta doença também precisa utilizar inaladores (broncodilatadores e corticóides) para combater os seus efeitos e deverá passar a praticar exercício físico regular, acompanhado por uma alimentação adequada.
Quer a Insuficiência Respiratória seja total, quer seja parcial, o doente deverá efectuar a Oxigenoterapia de Longa Duração (OLD), durante entre 15 a 18 horas. A fonte de oxigénio poderá ser gasosa, sendo vulgarmente conhecida como bala de oxigénio, sendo administrada através de um concentrador, ou através de oxigénio líquido de modo a permitir a deambulação do doente, o que acaba por melhorar consideravelmente a qualidade de vida e por aumentar a possibilidade de sobrevivência.
Quando o oxigénio é administrado durante o período da noite, isso diminui o número de descidas de oxigénio nocturno, melhorando a qualidade do sono.
A prescrição de OLD é feito quando existe hipoxemia, ou baixa de O2 crónica, sendo esta diagnosticada por gasometria arterial num período estável, que deverá ser de 3 meses no mínimo, após a fase de agudização. A hipoxemia vai resultar na alteração da ventilação / perfusão.
Quando existe infecção, o tratamento para estes doentes implica antibióticos e anti-inflamatórios orais. Normalmente, o tratamento sugerido durante a fase precoce da doença consiste na utilização de inaladores acopulados a câmaras expansoras, devendo-se obedecer a uma correcta utilização por forma a se adquirir um ensino adequado na altura da prescrição.
Para que se possa dar a reabilitação pulmonar é necessária a prática de treino muscular e respiratório, e também o ensino do doente e dos seus familiares. Além disso, a terapia nutricional e ocupacional tem um papel muito importante no equilíbrio biológico, psicológico e social deste doente. E também não nos podemos esquecer das vacinas que desempenham um papel fundamental no decréscimo das infecções intercorrentes.
Conclusão
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica é uma doença que, para poder ser tratada corretamente, deve ser diagnosticada precocemente.
Assim, se você tossir durante mais de uma semana, é importante que consulte o seu médico assistente. Se for fumador em qualquer idade e tossir frequentemente, ou se tiver mais do que 35 anos de idade, você deve realizar uma espirometria. Além disso, você deve procurar a suspensão do hábito de Fumar, podendo receber ajuda através de uma consulta de Cessação Tabágica.
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