Doença de Lyme

Uma tarde agradável no parque, com os seus filhos e o seu cachorro. Tudo parece perfeito: o tempo está limpo, os sanduíches estão maravilhosos, as crianças se divertindo e brincando felizes com o cachorro. Tudo está ótimo até chegar em casa e você notar uma “pintinha” na sua pele, que antes não tinha. Olhando mais de perto, nota: a pinta nada mais é do que um carrapato.

Carrapatos são parasitas. São considerados ectoparasitas hematófagos, o que significa que se prendem do lado de fora dos corpos de seus hospedeiros e se alimentam de seu sangue. E o hospedeiro pode ser um animal, uma ave ou uma pessoa. Até aí, nada demais. O problema é que esse ácaro pode transmitir diversas doenças, entre elas a doença de Lyme.

Causado por uma bactéria cujo nome é Borrelia burgdorferi, a doença de Lyme é transmitida por carrapatos infectados, particularmente. É uma doença que atinge diferentes animais e o homem. Em humanos, o primeiro sinal da doença de Lyme é uma lesão na pele, no formato de um anel, de cor avermelhada e que aumenta com o tempo. Ela costuma aparecer entre entre 3 dias e um mês após o contato com o parasita transmissor. Os sintomas seguintes incluem mal-estar, febre, dor de cabeça, rigidez na nuca, dores musculares e nas articulações, glândulas inchadas e sinais de cansaço. Caso não ocorra tratamento, os sintomas podem ficar mais sérios e atingir o sistema cardíaco, causando o aumento da área cardíaca, bloqueio dos vasos do coração, diminuição dos batimentos cardíacos e miocardite aguda, bem como edemas nas articulações. O agravamento da doença também atinge o sistema neurológico, então causando paralisia cerebral e alguns tipos de inflamação de órgãos do sistema nervoso, particularmente a meninge, a medula espinhal e a alguns nervos. Os sintomas da doença não são constantes, e muitas vezes desaparecem sozinhos com o tempo, o que não significa que a pessoa está curada, mas apenas que a doença está em seu estado latente. Há casos em que a pessoa desenvolve a doença sem apresentar alguns dos sintomas iniciais como, por exemplo, as lesões da pele.

O diagnóstico da doença de Lyme é feito através da imunofluorescência indireta, o Elisa e o Western Blot. Os exames para diagnosticar tal doença ainda não são suficientemente precisos, e muitos pacientes são tratados sem ter a doença ou – o pior – tem resultados negativos quando, na verdade, estão infectados. O tratamento vai depender do estágio da doença que a pessoa se encontra. Em geral, o tratamento é medicamentoso, utilizando antibióticos, entre eles: doxicilina, amoxicilina, eritromicina , cefuroxima, ceftriaxona, penicilina, ou corticosteróides.

O controle da doença tem sido feito no sentido de isolar os locais onde haja pessoas infectadas e trabalhar no sentido de orientar os moradores e trabalhadores dessa área para evitar contato com carrapatos usando repelentes específicos e roupas fechadas, evitando a exposição de áreas sem repelente. Também é importante verificar, de tempos em tempos, se se está com o transmissor da doença. Esse controle também deve ser feito se a pessoa tiver animais dentro de casa; nesse caso, deve-se perguntar ao veterinário responsável se há coleiras ou remédios que afastem carrapatos. Um ponto importante a se levar em consideração é que nem todas as pessoas que tiverem carrapato desenvolverão a doença de Lyme: o ácaro deverá estar contaminado para ser transmissor dela. No caso de a pessoa ter tido contato com esse parasita, convém prestar atenção e não ignorar os primeiros sinais da doença, para que possa ser tratado. Outro ponto importante é o tempo que o carrapato ficou em contato com a pessoa: contatos curtos, de menos de 24 horas, não costumam ser suficientes para a transmissão da doença. A retirada do parasita, porém, deve ser feita de forma cuidadosa, a fim de que o ácaro seja retirado por inteiro. Em áreas em que há muitos casos dessa doença, como algumas regiões dos Estados Unidos, há a aplicação de vacina nas pessoas.

 

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