Doença de Addison
- Publicado:2011-08-12 Editado:2011-08-12
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Doença de Addison – O que é?
A Doença de Addison é uma doença rara do foro endócrino. O seu nome advém de um quadro clinico descrito pelo médico Thomas Addison, um médico inglês que descreveu a doença num dos seus artigos em 1855. Doença de Addison ou insuficiência supra-renal crónica caracteriza-se por uma produção insuficiente de hormonas corticosteróides na glândula supra-renal que fica situada acima do rim e pode manifestar-se tanto em homens como mulheres de qualquer faixa etária. Os países cujo o combate à tuberculose é ainda deficiente são os mais afectados.
Etiologia
A Insuficiência Supra-renal Crónica pode classificar-se em primária ou secundária. É considerada primária quando há lesão das supra-renais e secundária quando a lesão é a nível central, no hipotálamo ou na hipófise. Pode também classificar-se como congénita, adquirida, aguda ou crónica.
A Insuficiência Supra-renal Primária Crónica caracteriza-se pela secreção hormonal insuficiente na glândula supra-renal e pode ser mortal quando em estado agudo. As suas causas são habitualmente doenças auto-imunes em que o organismo desenvolve anticorpos contra as enzimas, provocando a insuficiência supra-renal e desencadeando por sua vez outras doenças auto-imunes. Mas pode também ser provocada por doenças infecciosas, como a tuberculose, a SIDA, outros vírus, fungos e por doenças malignas. Mais raramente, por hemorragia ou trombose das supra-renais ou pelo uso de determinados fármacos Quando genética, as suas causas manifestam-se do nascimento até à puberdade.
Casos raros apresentam metástases bilaterais, tumores na mama, pulmão e cólon e ocorrem num estágio mais avançado, quando mais de 90% do tecido supra-renal se encontra destruído.
A maior causa da Doença de Addison é a tuberculose e o melhoramento no combate a esta doença originou uma descida no aparecimento da doença.
Já na Insuficiência Supra-renal Secundária, alguns doentes apresentam, paralelamente outras doenças auto-imunes, como Hipotiroidismo, Diabetes tipo 1, Hipogonadismo, Vitíligo, Hepatite auto-imune, Anemia auto-imune ou outras.
Devido à administração de corticosteróides, quer no tratamento de doenças crónicas como malignas, e a sua suspensão brusca, representa uma situação de risco elevado dado que pode provocar uma Crise Addisoniana ou insuficiência supra-renal aguda.
Sintomas
A doença desenvolve-se lentamente e é de difícil diagnóstico. Apresenta como principais sintomas a perda de peso, perda de apetite, fraqueza e fadiga muscular, tonturas, anemia, desejo pelo sal, tensão arterial baixa, náuseas, diarreia, escurecimento da pele em zonas não expostas ao sol (cicatrizes e mucosas), irritabilidade e estados depressivos. Por vezes os doentes apresentam manifestações agudas da doença quer por acidente ou estados de stress intenso. A crise, de nome Crise Addisoniana sujos sintomas são: Coloração da língua, dor súbita nas pernas ou região lombar, vómitos e diarreia, hipotensão, hipoglicemia, falhas de memória, falhas de voz e fraqueza é considerada uma emergência médica e exige tratamento imediato, caso contrário poderá até mesmo levar o doente ao coma. Terapêuticas injectáveis com corticosteróides, correcção da desidratação e análise ao sangue podem salvar vidas.
Tratamento
O seu tratamento consiste na reposição das doses fisiológicas de hormonas sintéticas através de via oral bem como o tratamento da causa da doença. Á medida que o organismo recupera os níveis de hormonas corticosteróides o paciente pode levar uma vida praticamente normal.
Nas situações de hipotiroidismo patologia que pode coexistir com a insuficiência supra-renal, o tratamento precoce nos casos em que não foi feito o diagnóstico de doença de Addison, pode agravar uma insuficiência supra-renal existente. Nesses casos o tratamento deve inicia-se com corticosteróides. A doença de Addison deve ser sempre tratada por endocrinologistas e os doentes devem estar sempre esclarecidos quanto ao risco inerente de insuficiência supra-renal aguda em caso de infecções, cirurgias, traumatismos físicos ou psicológicos. Recomenda-se uma avaliação periódica a estes doentes.
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