Dispepsia
- Publicado:2010-10-24 Editado:2010-10-24
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Se está a olhar a primeira vez para este termo, garanto-lhe que depois de ler o resto do artigo vai perceber que é um termo muito comum, só que este é o termo médico mas o que geralmente ouve falar é o termo mais comum. Dispepsia é o termo médico para a dificuldade de digestão, conhecida por todos como a indigestão, que tanto afecta o indivíduo comum. Geralmente a indigestão começa por um conjunto de sintomas que surgem na parte central do abdómen, logo acima do seu umbigo. De um modo geral, aqueles que se queixam de dispepsia dizem ter sintomas como se o seu estômago estivesse a “borbulhar”, contendo assim uma quantidade exagerada de ácido dentro dele, e com uma dor abdominal, assim como uma grande dificuldade na digestão da refeição anterior e uma sensação de enfartamento durante várias horas. Muitas vezes ingerir alimentos não terá qualquer tipo de consequência, mas em algumas pessoas poderá muito mais prejudicial e piorar o seu estado, dependerá do seu organismo assim como da própria pessoa.
Actualmente, principalmente pela vida atarefada e a alimentação deficiente em toda a população, a dispepsia é um dos problemas clínicos mais frequentes, não só no nosso país, como em todo o ocidente. Muitas vezes o problema surge muito cedo, e apenas em casos de sintomas persistentes e recorrentes é que a pessoa consulta ao médico, no entanto se os sintomas forem recorrentes ao longo de muito tempo, poderá mesmo criar um problema extremamente sério no seu estômago.
Existem vários factores para que a dispepsia surja, no entanto cada pessoa tem o seu organismo e as doenças dão sinal de si, conforme o organismo, ou seja, nem todos os sintomas iguais levam à mesma doença. No entanto doenças que afectem o estômago ou o duodeno, de diversas formas, podem resultar numa dispepsia. Situações como a ingestão de grandes quantidades de diversos medicamentos (nomeadamente anti-inflamatórios e aspirina, por exemplo) podem provocar úlceras pépticas, que é um dos mais “famosos” sintomas de problemas de digestão. Outra situação recorrente é a infecção do estômago pela variante mais forte de uma bactéria muito frequente, o Helicobacter pylori. Obviamente que poderão surgir problemas em outros órgãos, que de uma forma ou outra estão interligados com o estômago, provocando assim o mesmo tipo de doença, mas com outros sintomas. Geralmente, a dispepsia surge como uma perturbação no funcionamento digestivo, que pode surgir através de outras doenças subjacentes, sendo estas situações denominadas de dispepsia funcional. No entanto, principalmente, em pessoas com idade superior a 45-50 anos, a dispepsia pode estar ligada a doenças malignas, como por exemplo o cancro gástrico. Obviamente que existem excepções e estes problemas podem surgir em pessoas com idades inferiores, mas dado os estudos clínicos já feitos, não é tão frequente.
Dado que este problema de saúde pode surgir devido a diversos factores, é muito complicado de diagnosticar tendo apenas em causa os sintomas. Pelo menos é muito complicado de perceber se se trata de um problema maligno, ou apenas de uma dispepsia funcional (até porque os sintomas e as dores são praticamente as mesmas), que após algum tratamento e acompanhamento poderá ser facilmente tratada.
Para que o diagnóstico seja feito com o mínimo erro possível, é importante proceder a uma endoscopia, pois permite analisar todo o revestimento interno de esófago, estômago e duodeno. Geralmente este tipo de exame é acompanhado com umas análises sanguíneas simples e uma ecografia abdominal, com estes três exames em conjunto o seu médico poderá proceder a uma análise detalhada de todos eles e diagnosticar o seu problema sem cair em erro, e atrasar um tratamento adequado ao seu tipo de problema. Com todos estes exames, além de analisar os órgãos ligados directamente ao problema da dispepsia, poderá também analisar os órgãos circundantes, como o pâncreas, fígado, vesícula e vias biliares, permitindo assim fazer um pequeno “check-up” a todo o seu aparelho digestivo.
O mais normal é o problema manter-se no seu organismo alguns dias sem que tenha dores suficientes para dirigir-se a um médico, no entanto se os sintomas durarem alguns dias deverá consultar rapidamente o seu médico de família e avaliar detalhadamente a situação em que se encontra para proceder a um tratamento adequando o quanto antes. Muitas vezes procede-se à administração de um medicamento para acalmar as dores, e só mais tarde deverá fazer os exames complementares, principalmente se os sintomas perdurarem, no entanto não deve atrasar a sua ida ao médico a auto medicar-se pois poderá ser prejudicial para o problema e consequentemente para a sua saúde.
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