Como Ultrapassar Uma Depressão?
- Publicado:2011-12-6 Editado:2011-12-6
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Depressão – o que é?
A depressão é, segundo a psiquiatria, uma crise do humor onde vários sintomas se fazem notar e cuja persistência contínua no tempo pode levar a uma série de outros problemas sociais, familiares e económicos.
Quais os sintomas? Como deverá ser feito o diagnóstico?
Um indivíduo poderá receber o diagnóstico de “doente depressivo” quando, após uma avaliação física e mental completa feita pelo médico psiquiatra ou psicólogo, num período não inferior a 15 dias e durante a maior parte do dia-a-dia, tiver apresentado pelo menos cinco dos seguintes sintomas: tristeza profunda, com ataques de choro espontâneos sem que nenhuma razão em especial o tivesse despoletado; visão pessimista da vida e, principalmente, do futuro; perda de apetite; irritabilidade; baixa auto-estima; auto-repreensões; cansaço; alterações na rotina do sono; dificuldade em concentrar-se; perda de alguma memória; apatia; dificuldade em decidir; cefaleias e dores musculares; ansiedade; medos excessivos; pensamentos sobre a morte e, em especial, ideias suicidas.
Quais as causas?
A depressão é caracterizada como sendo uma doença multifactorial, isto é, que envolve várias causas no seu aparecimento. Assim sendo, são algumas as teorias que facultam razões para o diagnóstico depressivo.
Por um lado, há quem afirme que esta doença poderá ter uma explicação genética: uma mãe com problemas de desequilíbrio hormonal, com diagnósticos patológicos neurológicos, oncológicos ou infecciosos, ou que a quem seja prescritos certos medicamentos, poderá transmitir ao feto – embora não seja explicado como – as condições para que os sintomas da depressão se desenvolvam mais tarde.
Uma outra, a chamada Teoria Psicodinâmica, refere que as causas poderão estar latentes na relação que cada indivíduo desenvolve com o meio social onde se insere e, mais concretamente, com os pais.
A Teoria Social aponta os factores sociais – como o desemprego, a remuneração baixa, um acontecimento traumático (a perda de um familiar, por exemplo) – como impulsionadores de uma possível depressão.
No campo da ciência, os resultados são mais concretos. Estudos determinaram que a falta dos neurotransmissores no cérebro (serotina, dopamina e noradrenalina) são os originadores desta patologia. No entanto, a questão que ainda se coloca é se as teorias acima explicadas poderão estar na génese desse problema da perda dos neurotransmissores.
Como combater a depressão? – O tratamento
Os tratamentos aplicados a um doente depressivo variam de indivíduo para indivíduo. Nenhuma depressão é igual à outra. Por se tratar de uma patologia que interfere com vários factores, o tratamento que resulta para um paciente, poderá não resultar em outro. Assim sendo, cabe ao médico que o acompanha prescrever o tratamento que melhor se adeqúe aos seus sintomas, à sua própria forma física e ao seu estilo de vida.
Ainda assim, existem aspectos que poderão coincidir. O médico poderá sugerir uma mudança nos hábitos de vida, com alterações de rotina e incremento de actividade física. Alterações na alimentação também poderão ter um impacto positivo na melhoria do paciente. Como em qualquer outra doença, o acompanhamento dos familiares e amigos é crucial para que a pessoa diagnosticada com depressão se sinta amada, protegida e para que, em situações de crises mais profundas, possam ter um apoio que previna possíveis tentativas de suicídio. Paralelamente, instrumentos psicoterapêuticos deverão ser introduzidos de forma a corrigir os sentimentos de fraca auto-estima, auto-flagelação, pensamentos pessimistas e negativos e ideias suicidas. Esta psicoterapia poderá ser feita através de sessões de grupo ou em conversas, ditas informais, com o psiquiatra/psicólogo. Aliado a tudo isto, deverá ser prescrito um conjunto adequado de fármacos – os chamados anti-depressivos – que ajudarão a manter a disponibilidade dos neurotransmissores para que estes voltem à sua actividade normal.
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