Chlamydia Trachomatis

A Chlamydia é uma doença sexualmente transmissível, uma doença silenciosa que se espalha cada vez mais. Nos E.U.A, por exemplo, existem cerca de 4 milhões de casos novos anualmente, a maior parte em jovens com menos de 25 anos de idade. Existem quatro espécies/mutações conhecidas, Chlamydia trachomatis, Chlamydia puerorum, Chlamydia psittaci, e Chlamydia pneumoniae. Afecta os órgãos genitais masculinos e femininos. Assim como os vírus e as rickettsias (rickettsia é um género de bactérias que são carregadas como parasitas por vários carrapatos, pulgas, e piolhos), a chlamydia é um parasita intracelular obrigatório. Pode produzir esporos, o que torna sua disseminação mais fácil. Este vírus, pode apenas afectar seres humanos, pode ser transmitido através de fluidos corporais, pelos genitais, olhos e boca. A Chlamydia pode também ser transmitida ao recém-nascido durante o parto se a grávida se encontrar infectada.

Os sintomas de infecção diferem entre o sujeito masculino e o sujeito feminino, os homens podem sentir ardor na uretra (canal que faz a ligação entre a bexiga e a extremidade do pénis, para saída da urina) enquanto urinam e até libertar corrimento.

Nas mulheres, é frequente a infecção do colo do útero mas pode também haver envolvimento da uretra, do útero e das trompas de falópio. A infecção do colo do útero pode manter-se silenciosa (sem sintomas) durante muito tempo ou manifestar-se por corrimento purulento (amarelo e espesso). Podem também experienciar outros sintomas, como ardor ao urinar e dores na parte inferior da barriga. A inflamação da faringe, com dores de garganta, pode surgir quando se pratica sexo oral com um indivíduo infectado, e pode haver inflamação do recto com dor durante a defecação e emissão de pus e sangue se praticar sexo anal.

A Chlamydia pode até afectar os órgãos sexuais internos da mulher, sendo uma causa frequente de esterilidade por inflamação das trompas de falópio. Aumenta também o risco de gravidez ectópica (gravidez em que o desenvolvimento do feto ocorre fora do útero) e do parto prematuro. As infecções crónicas do colo do útero (cervicites crónicas) não tratadas podem levar ao aparecimento de cancro do colo do útero. Outra complicação possível é a infecção ocular (conjuntivite).”

Esta doença pode ser tratada com vários fármacos,  doxiciclina  é o antibiótico mais popular porque é faz parte de um longo processo de tratamento e é relativamente barato. Embora, tetraciclina , cloranfenicol, rifampicina, e fluroquinones possam também ser usados. É recomendado o uso de eritromicina no caso de gravidez.

Está a ser elaborado um estudo na universidade “Johns Hopkins” situada em Baltimore, E.U.A que testa uma vacina em ratos, injectando-lhes chlamydia trachomatis, isolando e amplificando os anticorpos produzidos, usando-os depois para “moldar” uma proteína. O próximo passo será adaptar esta proteína para humanos, no entanto, a melhor maneira de se proteger contra esta doença, assim como todas as outras doenças sexualmente transmissíveis é evitando a prática de sexo com parceiros com passado sexual desconhecido e usando sempre o preservativo, e ao ser diagnosticada esta doença, alertar os parceiros sexuais desse facto, para que a doença não seja espalhada ainda mais.

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2 comentários em “Chlamydia Trachomatis”

  • Tulio Belem escreveu em 18 Maio, 2012, 15:46

    Então, eu peguei, Chlamydia em sexo oral, tomei vários medicamentos, como Cipro, Azitomicina, fiz assepissia com germicida, fazendo gargarejo por alguns dias e não ouve melhorias. Queria saber, como devo proceder para o tratamento.

    Grato, fico no aguardo.

  • Emanuel escreveu em 20 Maio, 2012, 12:10

    Já sabes que tipo de Chlamydia é? Consulta um médico para tratar isso o mais rapidamente possível.

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