Carcinoma: Conheça Este Tipo de Cancro

O cancro, contrariamente ao que se possa pensar, não tem uma tipologia única, existindo diversos tipos e subtipos de cancro. O carcinoma é, nada mais, nada menos do que um subtipo do cancro da mama.

O que nos leva a questionar, num primeiro momento e antes de compreendermos o que é este subtipo, o que é o cancro da mama.

O cancro da mama é um tumor maligno que se desenvolve nas células do tecido mamário. Este tumor, como qualquer outro, tem na sua base uma disfunção celular: as células do tecido mamário começam a multiplicar-se mais do que deveriam. Esta multiplicação celular ocorre de forma descontrolada e desordenada e estas células sendo nocivas, geram uma massa dura que é o tumor em si. O tumor pode levar ao aumento do tamanho da mama e a uma mudança da própria forma da mama.

Como o tumor é um tecido duro, pode ser palpado, num auto-exame, sendo que o diagnóstico correcto deve ser sempre efectuado pelo médico especialista, com recurso a meios complementares de diagnóstico, como mamografias e biopsias.

O cancro da mama é mais frequente nas mulheres do que nos homens e o diagnóstico precoce é essencial para que possa ser combatido. Estima-se que 95% das situações sejam curáveis, desde que atempadamente diagnosticadas.

O carcinoma é, como se começou por referir, um subtipo de cancro da mama. O carcinoma pode ser invasivo ou não invasivo, consoante haja ou não invasão dos tecidos mamários vizinhos dos afectados pelo tumor, ou mesmo de outros órgãos. O carcinoma não invasivo é medicamente referido como carcinoma in situ.

Há ainda, por sua vez, diversos tipos de carcinoma, sendo os mais frequentes, o carcinoma ductal e o carcinoma lobular.

O carcinoma diz-se ductal quando se limita apenas às primeiras células do ducto, sendo que o ducto corresponde ao nome que é dado a cada um dos canais existentes na mama, responsáveis pela exteriorização do leite na amamentação.

Por sua vez, o carcinoma diz-se lobular quando tem origem no lóbulo da mama, correspondente a uma das divisões mais pequenas que integram as 15 a 20 divisões maiores em que a mama se secciona, os chamados lobos.

Qualquer um destes carcinomas pode revestir a forma invasiva ou não invasiva.

O carcinoma não invasivo mais frequente é o carcinoma ductal in situ. É também o que apresenta uma maior taxa de situações de cura. O carcinoma invasivo mais frequente, com uma taxa de ocorrência de cerca de 80%, é o carcinoma ductal invasor.

O carcinoma lobular é muito menos frequente do que o ductal. O carcinoma lobular não invasivo nem chega a ser considerado um verdadeiro cancro, enquanto que o carcinoma lobular invasivo apenas se verifica em cerca de 10% das situações de tumor mamário.

Podemos distinguir ainda outros subtipos de carcinoma, com uma frequência muito menor do que os carcinomas ductal e lobular, e que são, entre outros, o carcinoma inflamatório, o medular e o tubular. São formas raras do cancro da mama, não tendo expressão superior a aproximadamente 3% das ocorrências.

Em qualquer dos casos, a prevenção e a consulta regular de médicos especialistas é fundamental para um diagnóstico precoce e um rápido tratamento.

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