Células Neuroendócrinas: O Que São Mesmo?
- Publicado:2010-11-7 Editado:2010-11-7
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As células neuroendócrinas são células que recebem a entrada de neurónios (neurotransmissores libertados pelas células nervosas) e, como consequência dessa entrada, liberta neurotransmissores para o sangue. A isto chama-se integração neuroendócrina, que é a integração entre o sistema nervoso e o sistema endócrino. Estas células têm funções distintas dependendo do órgão onde se encontram.
As células neuroendócrinas situam-se, na sua maioria, no sistema nervoso, nomeadamente na zona do Hipotálamo, mas existem outros órgãos onde podem ser encontradas como os pulmões ou no sistema digestivo.
Um exemplo de células neuroendócrinas é a célula da medula adrenal (parte mais interna da glândula adrenal) que liberta adrenalina no sangue. As hormonas da medula adrenal são mantidos em vesículas tal como os neurotransmissores são mantidos em vesículas neuronais, mas os efeitos hormonais podem durar mais 10 dias, do que os efeitos neurotransmissores. As células neuroendócrinas pulmonares encontram-se nos pulmões e no sistema digestivos, e estão directamente envolvidos no normal funcionamento do respectivo órgão e sistema.
A proliferação anormal de células neuroendócrinas é uma causa do tumor neuroendócrino mas não se conhece a causa exacta deste tumor. Este tumor é de difícil diagnóstico, pois os seus sintomas são similares a muitas outras doenças. O correcto diagnóstico pode demorar muito tempo, já que tem uma evolução lenta e sem dor, sendo o diagnóstico feito, normalmente, quando a doença já está muito avançada. Os tumores neuroendócrinos aparecem, na sua maioria, em adultos entre os 19 anos e os 83 anos.
Os tumores neuroendócrinos variam de carcinóides benignos e carcinomas neuroendócrinos agressivos. Os carcinóides benignos podem ser associados a uma síndrome endócrina, enquanto os carcinomas neuroendócrinos são neoplasias pobremente diferenciadas e possuem características histológicas de malignização, tais como: pleomorfismo, mitoses frequentes, necrose e invasão tecidual.
Os tratamentos deste tumor são diversos e iguais à maioria dos tumores, como por exemplo quimioterapia, interferon e embolização de lesões hepáticas. Para os tumores mais graves, que estão numa fase que já não podem ser operados, recentes estudos apontam para a medicina nuclear como a solução. Em 2008, o pesquisador holandês Kwekkeboom publicou um trabalho do resultado deste tratamento em 300 doentes. O resultado foi bastante satisfatório, já que 50% dos doentes viram o tumor desaparecer e ficarem totalmente corados, ou tiveram uma resposta parcial, uma redução de, pelo menos, 50% do tamanho e melhoria dos sintomas.
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