Os Benefícios do Jejum
- Publicado:2011-11-28 Editado:2011-11-28
- Nutrição
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Desde há alguns anos para cá, o homem tem vindo a reavaliar os costumes das culturas antigas e chegado à conclusão que muitos dos costumes antigos são, de fato, muito benéficos para a saúde. Um desses costumes antigos é o jejum, uma tradição religiosa e terapêutica que, quando é bem orientada, pode ajudar a melhorar a qualidade de vida dos seus praticantes, pois promove a desintoxicação do organismo, o que se reflete de forma positiva no humor. O que acontece é que uma parte da energia do corpo é usada na digestão dos alimentos e outra quantidade é consumida na eliminação das toxinas desses mesmos alimentos. Quando alguém faz jejum, o processo de depuração realiza-se mais rapidamente.
No entanto, é necessário que se tenha alguns cuidados, principalmente quando falamos de pessoas debilitadas. Para estas, o jejum pode ser demasiadamente forte. Mas, para uma pessoa saudável, a prática regular do jejum pode trazer enormes benefícios pois, o organismo habitua-se a um descanso regular, ocorrendo assim uma enorme economia de energia. Aquela energia que seria consumida na disgestão, acaba por ser usada pelo sistema imunológico de modo a reforçar as defesas do organismo.
Qual a Fórmula Ideal?
O jejum, quando realizado uma vez por semana, ajuda a que ocorra uma limpeza do estômago e do intestino, ajudando a que as pessoas consigam evacuar pelo menos uma vez diariamente. No entanto, no caso de muitas pessoas, isso não acontece devido ao sedentarismo, aos alimentos industrializados, aos alimentos de origem animal e à dieta não balanceada.
Quando o intestino não está a funcionar corretamente, é depositário de uma carga de material tóxico que, nos primeiros dias de jejum, acaba por ser absorvido pelo organismo e lançado na corrente sanguínea como se de um nutriente se tratasse, envenenando ainda mais o sistema. Por este motivo existem algumas técnicas de lavagem estomacal e intestinal que poderão ser usadas pois limpam e preparam as mucosas para o jejum.
Cuidados a Ter Por Parte dos Iniciantes
Quando um iniciante decide fazer um jejum prolongado, superior a três dias, poderá utilizar algumas pitadas mínimas de sal marinho, de modo a conseguir regular a pressão, ou então mínimas quantidades de mel em caso de prostração. O fim do jejum é também uma fase muito complicada, sendo recomendadas refeições de vegetais leves e em pequenas quantidades, pois durante o período de abstinência ocorre um retraimento do estômago.
Há ainda quem ingira apenas frutas durante o período de jejum. A este tipo de jejum dá-se o nome de jejum parcial. Esta pode ser uma boa opção pois, grande parte das frutas são de fácil digestão, o que ajuda a que o processo depurativo do organismo se realize facilmente. No entanto, é importante que se tenha muito cuidado com a procedência das frutas porque aquelas que receberam uma grande quantidade de agrotóxicos prejudicam o processo de desintoxicação orgânica.
Será Arriscado?
Nós podemos ficar algumas semanas sem comer, alguns dias sem beber, mas apenas minutos sem respirar. Quando nós não ingerimos alimentos sólidos, o nosso corpo compensa essa falta por extrair mais energia da água e do ar.
No entanto, o jejum não é recomendado para crianças, pois estas encontram-se num momento metabólico de crescimento. Já as pessoas idosas, podem ser beneficiadas pelo jejum, desde que o façam de modo regular e moderado, existindo vários exemplos de pessoas que viveram até aos noventa anos e que continuavam a fazer jejuns prolongados.
Seguindo o Exemplo de Alguns Animais
Alguns animais domésticos, como é o caso dos cães e dos gatos, costumam jejuar sempre que adoecem ou sofrem um acidente. Essa é uma reação instintiva que tem como objetivo dar tempo e condições energéticas ao organismo debilitado para que este se restabeleça.
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