L-Treonina
- Publicado:2012-01-2 Editado:2012-01-2
- Nutrição
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A treonina é um dos vinte aminoácidos que são codificados pelo código genético, ou seja, são um dos componentes das proteínas dos seres vivos. Este aminoácido possui dois centros assimétricos, nos carbonos 2 e 3, sendo que a configuração do carbono 2 é S e a do carbono 3 é R.
A treonina é o mais abundante dos aminoácidos essenciais à proteína imunoglobulínica. Após alguns estudos e experiências, demonstrou-se em suínos em crescimento e em marrãs gestantes, que uma dieta deficiente em treonina resulta numa baixa concentração plasmática de IgG.
Além disso, existem também evidências experimentais que provam que a treonina está relacionada com a manutenção da imunidade específica da parede intestinal.
A treonina é ainda um aminoácido que contém álcool que não pode ser produzido pelo organismo, necessitando assim ser consumida na dieta. A treonina desempenha ainda um papel importante, junto com a glicina e a serina, no metabolismo da porfirina.
No nosso organismo, a treonina representa cerca de 4 por cento dos aminoácidos aí existentes. Um dos alimentos onde podemos encontrar uma maior quantidade de treonina é o ovo.
Metabolismo
Apesar de ser um aminoácido essencial, a treonina não é biosintetisada no organismo dos animais. No caso de um humano adulto do sexo masculino, a sua necessidade diária é de 7mg de treonina por cada quilograma de peso corporal.
O principal curso no catabolismo da treonina é a via da aminoacetona, sendo que a ação da desidrogenase sobre a treonina produz o ácido a-amino-ß-cetobutírico, um intermediário instável que envolve a formação de aminoacetona através da descarboxilação e do subsequente catabolismo em ácido pirúvico.
Existe ainda uma outra via envolvida no catabolismo da treonina que é sua conversão em ácido a-cetobutírico através da serina desidratase e da treonina desidratase específica.
Além disso, a treonina desempenha um papel importante como um precursor de aminoácidos não essenciais, sendo que forma a glicina sob a ação da treonina aldolase. Quanto à serina, esta é formada a partir da glicina. Após a realização de várias experiências em que foram usados animais alimentados com proteína de cereais, chegou-se à conclusão que a treonina é o segundo aminoácido limitante depois da lisina.
Os níveis de treonina presente nos cereais são consideravelmente altos. No entanto, apesar disso,a sua absorção no trato digestivo é fraca e a biodisponibilidade é muito baixa. Isso acontece porque a sua ligação peptídica na proteína não é facilmente hidrolisada.
Uso Dado à Treonina
Além adição do uso habitual deste aminoácido na nutrição clínica como componente da nutrição enteral e parenteral, a L-treonina é também usada em produtos alimentícios, como é o caso dos alimentos e bebidas para a saúde, além de ser usada também como flavorizante.
Outro uso dado frequentemente à treonina é a síntese de vários produtos farmacêuticos. Além disso, todos os anos, um pouco por todo o mundo, várias dezenas de milhares de toneladas deste aminoácido são consumidas para a fabricação de ração animal principalmente para frangos e porcos.
Na verdade, o uso de L-treonina permite aos nutricionistas formular rações para aves, com o objetivo de reduzir o custo de formulação com a redução da quantidade de proteínas, melhorando assim a eficiência alimentar na produção com o equilíbrio ideal dos aminoácidos e ainda melhorando a qualidade do produto.
Além disso, com o aumento da sua diponibilidade no mercado e com a redução do seu preço, a L-treonina permite uma maior flexibilidade nas formulações das rações para aves, permitindo assim um perfil mais equilibrado dos aminoácidos.
Segundo os estudos que têm vindo a ser realizados nos últimos anos, o uso da treonina é especialmente importante no desenvolvimento da carcaça dos frangos, sendo que a quantidade ideal varia entre os 0,68% e os 0,80%. Com estas quantidades, normalmente a carne do peito tem um desenvolvimento bastante superior. No caso da dietas com uma percentagem inferior 0,60% de treonina, essas são consideradas dietas deficientes.
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