Benefícios da Dieta Mediterrânica
- Publicado:2012-02-19 Editado:2012-02-19
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Quando ouvimos falar em dieta, durante muitos anos, associávamos a um controlo estrito da alimentação, um regime alimentar para emagrecer (e, raras vezes, para engordar).
Todavia, mais atentos, percebemos que se trata, de forma genérica, de um estilo de vida para obter e conservar uma boa saúde física e mental.
No que à alimentação mediterrânica diz respeito, crescemos a ouvir que essa é que é a correta, a adequada para todos nós, para manter a saúde e aumentar a esperança de vida, associada à melhoria do sistema cardiovascular.
De Onde é Oriunda Esta Dieta?
Obviamente, da área geográfica banhada pelo mar Mediterrâneo, é fundamentalmente baseada num conjunto de cambiantes, desde a alimentação portuguesa, espanhola, grega, do sul de França, do sul de Itália, marroquina, tunisina, turca, síria, …
Considera-se que esta dieta melhora o metabolismo, controlando alterações em adultos mais velhos, com risco elevado de doença coronária.
Assim, a dieta mediterrânica é rica em cereais integrais, fruta fresca, frutos oleaginosos (com elevado teor de gordura insaturada), vinho, legumes, leguminosas, peixe e azeite. Associam-na a uma maior esperança de vida, a um menor risco de doença cardíaca e eficaz contra determinados tipos de cancro. Incluem-se nela os componentes nutricionais: vitamina C, beta-caroteno, os tocoferóis, os polifenóis e os minerais essenciais.
A obesidade central, a hipertensão, os distúrbios no metabolismo da insulina e glicose estão presentes na síndrome metabólica, que está associada a um aumento da diabetes de tipo 2 e a doenças cardiovasculares. A dieta mediterrânica, num estudo, promoveu a reversão da obesidade abdominal com frutos oleaginosos, o que aumentou a sensação de saciedade, um aumento da termogénese e a uma menor adiposidade. Os frutos oleaginosos foram associados a macro e micronutrientes, tais como ácidos gordos insaturados, fibras, arginina, cálcio, potássio e magnésio.
Reduz, pois os estados inflamatórios, no âmbito da síndrome metabólica. Síndrome metabólica é, pois, o conjunto de doenças ou fatores de risco que aumentam a probabilidade de sofrer de doenças cardiovasculares. O estilo de vida e os hábitos alimentares são determinantes no desenvolvimento e na progressão desta doença.
Esta dieta é considerada como a mais saudável para o coração, para controlar o colesterol, os triglicéridos, a glicose e a pressão arterial. Ideal para controlar a incidência da síndrome metabólica, da diabetes e da obesidade.
É uma dieta em que, basicamente, se incluem:
- cereais integrais (mais escuros, não refinados, ajustados à atividade física);
- alta ingestão de fruta fresca, legumes e verdura;
- laticínios com pouca gordura: leite e derivados, como queijo e iogurte ou queijo fresco de cabra;
- consumo elevado de azeite virgem e de azeitonas;
- consumo semanal de peixe gordo (3 vezes por semana);
- carne (frango, coelho);
- leguminosas, entram de forma bastante moderada;
- 3 ou 4 ovos por semana;
- consumo relativamente baixo de carne e gorduras saturadas;
- consumo moderado de vinho tinto, às refeições (vinho branco e cerveja são alternativas);
- frutos secos;
- doces consumidos muito raramente;
- prática de exercício físico.
Esta dieta reúne todos os ingredientes para ser perfeita: com ingestão moderada de gorduras e açúcares de absorção rápida, com um lugar de destaque ao consumo de legumes, vegetais e fruta fresca. Ela promove hábitos alimentares saudáveis, pelo facto de a quantidade de alimentos ingeridos ser totalmente adequada às necessidades do organismo humano.
O evitar de gorduras saturadas é, também, uma atitude responsável. Atentando no rótulo devemo-nos certificar de que é constituído por 0% de gordura saturada. Esta gordura é responsável pelo acumular de colesterol mau, o LDL, e pela diminuição do bom, o HDL.
Uma das lições a aprender com esta dieta mediterrânica, desta “religião cultural”, é a importância dos alimentos frescos e naturais, ao invés de alimentos já confecionados. A melhoria das condições de vida e o aumento do poder de compra não são, pois, sinónimos.
Esta dieta alimentar, ancestral, típica das classes sociais mais desfavorecidas, típica de pessoas com fracos recursos económicos, era também acompanhada de atividade física elevada.
Factos são factos e, de acordo com investigações, os indivíduos com esta dieta, não fumadores, têm mais 80% de expetativa de vida. Geralmente, os seguidores desta filosofia de vida são não fumadores e revelam atividade física, outro dos fatores que abona a seu favor.
A dieta mediterrânica previne a incidência de:
- acidentes vasculares cerebrais;
- ataques cardíacos;
- síndrome metabólica (excesso de gordura à volta da cintura; pressão arterial elevada; níveis de insulina e colesterol desequilibrados);
- doenças pulmonares;
- asma;
- alergias;
- Parkinson;
- Alzheimer;
- vários tipos de cancro,
- perda de massa óssea.
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