Da Compra ao Prato – Cuidados a Ter Com o Peixe
- Publicado:2011-09-13 Editado:2011-09-13
- Nutrição
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“Peixe não puxa carroça” diz um ditado popular, pretendendo fazer significar que o peixe não é um alimento muito calórico e que não será a melhor escolha para enfrentar um árduo dia de trabalho.
Contudo, dizem os nutricionistas que o peixe é um alimento rico em ómega-3, benéfico e fundamental, que deve constar na nossa alimentação, pelo menos 3 vezes por semana. Traz nutrientes importantes como zinco, magnésio e vitaminas A, D e B12. É um alimento excelente para controlar o colesterol e trigicerídeos no sangue.
Como a maioria da população portuguesa não tem como profissão ser pescador ou vendedor de peixe, verdadeiros profissionais na avaliação da condição deste produto alimentar, há que ter em conta alguns factores, no momento de escolher um belo peixe para a sua refeição.
Assim, para o peixe ser “fresco”, isto é, recentemente pescado e com aparência saudável, considere os seguintes critérios:
- Deve estar sob refrigeração ou sob uma camada de gelo;
- Deve ter uma aparência sem manchas, cortes e furos;
- As escamas devem estar brilhantes, translúcidas, firmes e resistentes, com pele húmida e rígida (não baça e frouxa);
- Os olhos devem estar salientes, brilhantes e avermelhados, sem pontos brancos no centro do olho;
- A membrana que reveste a guelra deve estar rígida; a parte interna deve estar brilhante com vasos sanguíneos cheios, bem preenchidos e guelras de cor rosa até ao vermelho, húmidas e brilhantes;
- Ausência de muco ou muco pouco significativo;
- O odor deve ser salgado e limpo ao peixe em questão (obviamente) pescado há pouco.
No que concerne ao peixe congelado, há que observar as seguintes condições:
- Deve estar acondicionado em embalagem própria;
- Armazenado à temperatura conveniente, e que é, geralmente, inscrita na embalagem pelo fabricante, com a data de validade respeitada, como produto perecível;
- Sem estar amolecido ou sem água visível, sinal de que o produto já foi descongelado ou que esteve a uma temperatura imprópria;
No que diz respeito a peixes secos, tal como o célebre bacalhau, devem ser observados os seguintes critérios:
- O peixe deve estar armazenado num local limpo, sem insectos, animais ou lixo;
- Se estiver embalado, verificar as datas inscritas no rótulo, verifique os prazos de validade, o país de origem, o selo de inspecção obrigatório;
- Verifique se o produto não tem larvas ou ovos de moscas, manchas escuras ou avermelhadas, odor desagradável ou, até amolecimento, provocado por uma secagem mal feita (para além de pagar mais por ”água”, pode levar consigo um produto já deteriorado);
- Desconfie de bacalhau ou muito claro ou muito escuro; a pele do bacalhau deve soltar-se com facilidade, após o processo de secagem a que foi submetido;
- Antes de cozinhar bacalhau seco, tenha em atenção o excesso de sal do alimento. Deixe-o de molho de um dia para o outro, trocando-lhe a água.
No caso de o peixe ser fruto do mar, crustáceo ou molusco deve ter:
- Aspecto brilhante e corpo tenso ou resistente, carapaça bem aderente ao corpo, coloração própria da espécie (sem pigmentação estranha e sem coloração alaranjada ou negra na carapaça), bem como olhos salientes e “vivos”.
- Os caranguejos e os mariscos devem ser vendidos vivos. O consumidor deve ter em atenção a sua firmeza e a sua resistência, assim como o cheiro característico.
- Já os moluscos como, por exemplo, o polvo e a lula, devem ter a pele lisa e húmida, olhos “vivos” e salientes. Devem ter carne firme e elástica, sem pigmentação estranha.
Chegando a casa, deve preparar o peixe imediatamente ou congelar até à sua preparação (com excepção do peixe seco). Não o deve congelar e descongelar. Quando o fizer, deve ser unicamente para o cozinhar. Cozinhar bem o peixe é mais seguro para eliminar eventuais parasitas.
Se fritar o peixe, não exagere no tempo da fritura, pois eleva consideravelmente o seu valor calórico, não sendo a opção mais saudável. Opte por o cozer, assar ou grelhar.
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